Mundo ficciónIniciar sesiónDandara sempre acreditou ter uma vida perfeita, mas por trás das aparências, seu casamento é cheio de conflitos e dores. Quando tudo parece desmoronar, ela encontra forças para recomeçar e seguir em frente. No meio desse processo, um reencontro inesperado com um amor de infância faz seu coração bater mais forte novamente. Entre escolhas difíceis, segredos e recomeços, Dandara descobrirá que o verdadeiro amor pode estar onde menos se espera
Leer másBernardo Eu acordei com a mesma sensação.Pesada.Incômoda.Como se alguma coisa tivesse ficado mal resolvida.E, de certa forma… tinha mesmo.Levantei, tomei um banho rápido e tentei seguir a rotina.Ou pelo menos… algo próximo disso.Porque minha mente não colaborava.Café.E-mails ignorados.O celular na mão mais vezes do que deveria.Mas nada realmente prendia minha atenção.Tudo voltava pro mesmo ponto.A balada.E ela.Dandara.Fiquei olhando o contato dela no celular por alguns segundos.Sem coragem de ligar.Sem saber se devia.Ou se tinha direito.Soltei o ar devagar.— Isso não é problema meu…Mas, no fundo…já tinha virado.Se eu queria entender o que estava acontecendo…eu sabia exatamente onde ir.Horas depois, eu já estava na empresa da família deles.O lugar não tinha mudado quase nada.Grande.Imponente.Familiar.Como se o tempo tivesse passado diferente ali dentro.Entrei sem anunciar.Como sempre fiz.Como sempre pude.— Olha quem resolveu aparecer — Guilherme diss
BernadoA música ainda tocava.As luzes continuavam piscando.As pessoas seguiam dançando como se nada tivesse mudado.Mas, pra mim…alguma coisa tinha.E muito.Eu ainda estava parado no mesmo lugar, com o copo na mão, olhando na direção onde Dandara estava com ele.Heitor.Eles estavam próximos.Conversando.Mas não parecia leve.Não parecia natural.Ela sorria…mas não era o mesmo sorriso de antes.— Ei, você morreu aí? — Guilherme apareceu ao meu lado.Desviei o olhar na mesma hora.— Tô aqui.— Tá nada — ele riu. — Desde que ela chegou você ficou estranho.— Impressão sua.Ele arqueou a sobrancelha.Mas não insistiu.Voltei a olhar.Sem querer parecer óbvio.Mas já sendo.Dandara.Algo nela não saía da minha cabeça.O jeito que ela evitava olhar direto.As pausas antes de responder.O sorriso… incompleto.— Aquela ali não tá bem — Théo comentou, surgindo do nada.Olhei pra ele.— Quem?Ele soltou um riso curto.— Não se faz de idiota. A Dandara.Fiquei em silêncio.— Você viu tam
Bernado A balada estava exatamente como eu lembrava. Luzes piscando, música alta, gente por todos os lados… e aquela sensação de que ninguém ali queria pensar em nada. Só viver o momento. Guilherme e Théo já estavam no clima de sempre, rindo alto, cercados por mulheres. — Agora sim você voltou pra vida — Guilherme disse, me entregando um copo. Dei um meio sorriso. — Vamos ver quanto tempo isso dura. Levei a bebida à boca, mas minha cabeça não estava ali. Ainda estava no restaurante. Ainda nela. Dandara. Balancei a cabeça, tentando afastar aquilo. Não fazia sentido. Nunca fez. — Relaxa, cara — Théo disse. — Hoje é noite de esquecer problema. Assenti, mas não respondi. Porque, no fundo… eu nem sabia qual era exatamente o problema. O tempo passou. Música, bebida, conversa. Mas nada realmente me prendia. Até que… ela entrou. E, de novo, foi como se tudo desacelerasse. Dandara. Elegante. Discreta. Diferente. Não era só beleza. Era presença. Mas tinha algo além d
A noite caiu… mas o sono não veio.Dandara estava deitada na cama, olhando para o teto, com a mente completamente tomada pelos acontecimentos daquele dia.As palavras dele ainda ecoavam.O olhar.O sorriso frio.A ameaça.Mas, pela primeira vez…não era só medo que ela sentia.Era cansaço.Um cansaço profundo. Da alma.Levou a mão até a barriga, fazendo um carinho suave.— Eu não posso continuar assim… — sussurrou, com a voz quebrada.Seu filho.Aquilo já não era mais só sobre ela.Nunca foi só sobre ela.Uma lágrima escorreu, silenciosa.Por anos, ela suportou tudo calada. Se anulou. Se escondeu. Se diminuiu.Mas agora…alguém dependia dela.Alguém que ainda nem tinha nascido… mas que já precisava de proteção.E ela sabia.Heitor não iria mudar.Nunca mudou.E nunca mudaria.Virou o rosto para o lado e encarou o celular em cima do criado-mudo.Ficou alguns segundos olhando para ele.O coração começou a acelerar.Uma dúvida.Um medo.Mas também… uma necessidade.Lentamente, pegou o ap
Último capítulo