Mundo de ficçãoIniciar sessão“Era a minha primeira noite com o meu estranho marido. Ele era tão misterioso, elegante, e eu tremia de desejo. Eu nunca pensei que sentiria aquilo, ele era bem mais velho, e extremamente lindo, naturalmente sedutor” Essa história incrível aconteceu há muito tempo. Eu vou dividir com vocês! Eu fui prometida ao filho do sócio do meu pai. Eu cresci ouvindo essa história absurda, mas a mim, parecia normal, até o dia em que eu fiz dezesseis anos e o meu pai me chamou para lembrar que em dois anos eu me casaria com um estranho. Meu mundo caiu, eu passei a agir com rebeldia, fugindo da escola, frequentando festinhas proibidas, até que um mascarado surgiu na minha vida. Naquele baile de máscara, no estacionamento, eu me entreguei para o homem mais sedutor que eu já tinha visto. Eu tinha bebido muito e mal lembraria da sua voz no dia seguinte. O homem sumiu do baile e eu fui arrastada para a minha sorte. O meu pai me retirou de lá com os seus seguranças, como se eu fosse um animal fugitivo. Nessa noite terrível, caindo de tão bêbada, eu fui comunicada que não me casaria mais com o filho que morava fora do Brasil, mas com o pai, que ficara viúvo recentemente. Eu chorei horrores, eu vi esse homem, quando era ainda bem pequena! Uma surpresa me reservava no altar. Ele não era velho, nem feio, ele era um príncipe. Eu quase desmaiei na porta da igreja. Eu pisei fundo e fui, mesmo sabendo que podia estar grávida do misterioso mascarado.
Ler maisMerielle ignorou Romeu por um instante e se dirigiu exclusivamente para Eduardo. — Tio, fui procurá-lo, mas sua esposa me falou que estaria aqui. — Foi uma emergência, querida. Só então Merielle olhou para Romeu. Ainda estava magoada. — E você, o que faz aqui? Sua esposa o expulsou do quarto outra vez? Romeu se conteve a muito custo e levantou-se calmamente olhando para o tio. — Melhor eu ir agora, tio. Eduardo não ouvia o sobrinho, ainda estava em choque por ver Merielle ali. — Filha, o que faz aqui? O seu marido não vai gostar disso. Vá para casa, vá, por favor! Merielle se sacudiu nervosa. — Que marido, tio? Graças ao seu sobrinho perfeito aí, vamos ter que ir embora do Brasil. Eu já falei que não vou! Romeu arregalou os olhos e protestou. — Ficou louca, Merielle? Tem que acompanhar o seu marido! Onde já se viu isso? Merielle enfrentou Romeu como um inimigo. — E você vai fazer o quê? Vai me banir da família por me
Voltei a subir provando um misto de amargura e prazer ao mesmo tempo. Romeu ficou tão desesperado que subiu a escada tão rápido que conseguiu me ultrapassar, e virou-se na minha frente para impedir que eu continuasse o meu trajeto. — Por favor, Juliette, vamos conversar, isso não tem sentido algum! Houve um silêncio, ficamos nos olhando emocionados. — Não torne as coisas piores do que elas já estão, Romeu!— Eu supliquei, segurando o choro. — Não sei viver sem você, Juliette! Engoli em seco, mas eu tinha um propósito. Estava arriscado o meu casamento, o meu futuro! Eu precisava ser forte. — Sai da minha frente, Romeu. Eu preciso ficar só. — Não!— ele quase gritou, segurando o meu braço. Eu só precisei pousar meus olhos frios sobre a mão dele para que enfraquecesse. — Eu faço o que você quiser, qualquer coisa que me pedir, para que tire essa ideia absurda da cabeça. — Não é absurdo, é necessário! — Eu me alterei. Romeu se ajoelho
Merielle foi ajudar a filha com as malas, mesmo profundamente irritada. Quando eles começaram a descer as escadas carregando os pertences de Valéria, que não eram poucos, avançamos para ajudar. — Que loucura é essa, amigo?— Romeu perguntou para Ruan, enquanto tirava dos ombros de Valéria as duas bolsas. Ruan carregava duas malas, fazendo careta. Ele não respondeu até descer o último degrau. Tinha uma expressão sofrida, quando descansava o peso no chão. — Meu amigo, me desculpe pelo transtorno causado ao seu filho e a sua família. — Espere o Júnior chegar. Vocês vão se entender. Eu entrei na conversa, claro! — Querido, você não entendeu? O Ruan está sendo sensato. Se a filha dele está grávida de outro, melhor que se vá! Romeu me olhou, tinha um ar de preocupação. — Sim, querida, eu sei e até entendo, mas seria melhor que o Júnior estivesse presente! — O seu filho tem outras prioridades, senhor— Valéria estava magoada, ou ansiosa, talvez. Ruan saiu andando, segu
Júnior avançou escada abaixo e passou cabisbaixo sob o olhar reprovador de Merielle. — Júnior, espere!— Romeu gritou. Meu filho parou na porta, mas não se virou, estava passado. — Pode ir filho!— essa era eu. Romeu me olhou surpreso. — Está me afrontando, Juliette? İgnorei totalmente meu marido. — Vai filho, vai logo!— eu disse gesticulando repetidas vezes com as mãos. — Preciso falar com ele. Eu vou com você filho — Romeu disse sem jeito. Júnior se desesperou e olhou rapidamente na direção da escada para se certificar de que os sogros já subiram, e disse: — Não pai, eu não vou lá no bar, vou ver a Ana. Preciso muito vê-la! Romeu engoliu em seco. — Não está pensando em assumir essa moça, está? — Claro!— foi eu quem respondeu. Júnior sorriu subitamente, depois lembrou-se do pai e fechou o semblante. — Vai Júnior, vai ver a mãe do seu filho— Voltei a falar, insistir no assunto. Depois que Júnior saiu, Romeu
Último capítulo