Mundo de ficçãoIniciar sessão“Era a minha primeira noite com o meu estranho marido. Ele era tão misterioso, elegante, e eu tremia de desejo. Eu nunca pensei que sentiria aquilo, ele era bem mais velho, e extremamente lindo, naturalmente sedutor” Essa história incrível aconteceu há muito tempo. Eu vou dividir com vocês! Eu fui prometida ao filho do sócio do meu pai. Eu cresci ouvindo essa história absurda, mas a mim, parecia normal, até o dia em que eu fiz dezesseis anos e o meu pai me chamou para lembrar que em dois anos eu me casaria com um estranho. Meu mundo caiu, eu passei a agir com rebeldia, fugindo da escola, frequentando festinhas proibidas, até que um mascarado surgiu na minha vida. Naquele baile de máscara, no estacionamento, eu me entreguei para o homem mais sedutor que eu já tinha visto. Eu tinha bebido muito e mal lembraria da sua voz no dia seguinte. O homem sumiu do baile e eu fui arrastada para a minha sorte. O meu pai me retirou de lá com os seus seguranças, como se eu fosse um animal fugitivo. Nessa noite terrível, caindo de tão bêbada, eu fui comunicada que não me casaria mais com o filho que morava fora do Brasil, mas com o pai, que ficara viúvo recentemente. Eu chorei horrores, eu vi esse homem, quando era ainda bem pequena! Uma surpresa me reservava no altar. Ele não era velho, nem feio, ele era um príncipe. Eu quase desmaiei na porta da igreja. Eu pisei fundo e fui, mesmo sabendo que podia estar grávida do misterioso mascarado.
Ler maisMeu Deus, como eu queria que dissessem que sim, mas me olharam penalizadas. — Não? Não estou? Vocês me conhecem melhor que ninguém nessa vida! Digam, estou grávida, não estou? Houve um silêncio. Ana Luiza, veio tirar atenção da Tina, que tomou a menina no colo e se afastou. — Eu sinto muito— Nina disse, estendendo as mãos para uma garota, de nome Margô, sua única filha de treze anos. A garota sorriu inocente e puxou a mãe pela mão. Ficamos só eu e Emília.Essa tinha só um filho de vinte anos que estava bem entrosado com outros rapazes, mas que não saía da mira da mãe. — Pode ir Emília. Vai dar atenção para o seu filho!— eu disse desanimada. Ela me sorriu carinhosa, ainda tinha o mesmo jeito tímido. — Eu acredito em você amiga — ela disse com a voz doce. — Jura? — Eu juro, e quero ser madrinha desta vez. Ela dizia isto porque a Tina já era madrinha de Júnior e Duda, e Nina de Fred. — Você será, Emília, eu prometo! E assim, ficamos tr
Romeu chegou e me beijou nos lábios, envolvendo minha cintura. Eu podia jurar que estava bem roliça. Olhei para ele misteriosa, o que o deixou curioso. — O que foi, minha querida? Está estranha! Quer dizer-me algo? Eu até suspirei emocionada. — Nem sei como te falar, amor. Ele sorriu, parecia mais belo que nunca! — Sabia que eu te amo, senhor meu marido?— brinquei. Ele gostou do que ouviu, mas ficou sem jeito, acho que estava acostumado a ouvir isso só na cama. — Fala de uma vez, Juliette, não faça rodeios, você bem sabe, isso me deixa ansioso! Toda animada, me ajeitei para falar. — Acho que estou grávida novamente. — O quê!— ele ficou extremamente surpreso. — Isso mesmo, eu sei que estou. Eu me conheço!— insisti. — Não pode ser, Juliette. Lembra do que o médico falou? Você se sente assim porque… — Amor, eu sei que estou!— o interrompi impaciente. Houve um silêncio. Eu não sabia se ele não queria ser pai outra vez,
Enfim, tudo estava em paz. Meu Romeu nunca deixou de ser atraente, fogoso e muitas vezes a mansão pegava fogo à noite. Claro que sempre planejamos tudo. Mandamos Fred para a casa da Duda, ou do Júnior, às vezes da Tina, e outras até pra casa de uma das criadas, mas as labaredas ainda queimam! A única que não tomou um rumo foi Merielle. Os Martins ainda se reuniam, principalmente os homens promíscuos da família, e ela ficava no meio deles, saindo com um e com outro. Samir gostava de usá-la e depois descartar, mas há quem diga que ele arrasta um bonde por ela. Esse nunca gostou de mulheres direitas mesmo, ela devia fazer bem o seu tipo! O importante mesmo é que os Martins se libertaram dos casamentos arranjados e os nossos descendentes poderão escolher a quem amar. Eu e a Duda tivemos sorte, estamos felizes com os nossos príncipes! E essa foi a minha história torta que por ironia do destino, acabou tendo um final feliz. Hoje temos festa aqui em casa, é
No dia seguinte, ainda no quarto, logo cedo, comentei com o Romeu. Ele achou graça. — Querida, isso não é novidade! Eu sempre comentei que elas têm intimidades com os seguranças! Mas eu não me conformava. — Querido, você não entende? Elas não podem levar essa vida leviana para sempre! A idade vai chegar, e elas precisam de um porto seguro! Romeu ficou impaciente. — E o que quer que eu faça? Elas gostam dessa vida! Elas são felizes assim! Sentei à beira da cama, ao lado do meu marido, e tentei ser mais clara. — Se elas tiverem seus lares, vão querer ter alguém para viver junto, entende? Não vão ficar se aventurando com colegas de trabalho, que só querem se aproveitar delas! — Mas se elas gostam disso, querida! Se elas querem essa vida, o que podemos fazer? Me levantei decidida. — Quero que compre e dê de presente para cada uma delas um apartamento, e as obrigue a tirar folgas semanais! Romeu sorriu achando graça. — Você quer tra










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