Mundo ficciónIniciar sesión“Era a minha primeira noite com o meu estranho marido. Ele era tão misterioso, elegante, e eu tremia de desejo. Eu nunca pensei que sentiria aquilo, ele era bem mais velho, e extremamente lindo, naturalmente sedutor” Essa história incrível aconteceu há muito tempo. Eu vou dividir com vocês! Eu fui prometida ao filho do sócio do meu pai. Eu cresci ouvindo essa história absurda, mas a mim, parecia normal, até o dia em que eu fiz dezesseis anos e o meu pai me chamou para lembrar que em dois anos eu me casaria com um estranho. Meu mundo caiu, eu passei a agir com rebeldia, fugindo da escola, frequentando festinhas proibidas, até que um mascarado surgiu na minha vida. Naquele baile de máscara, no estacionamento, eu me entreguei para o homem mais sedutor que eu já tinha visto. Eu tinha bebido muito e mal lembraria da sua voz no dia seguinte. O homem sumiu do baile e eu fui arrastada para a minha sorte. O meu pai me retirou de lá com os seus seguranças, como se eu fosse um animal fugitivo. Nessa noite terrível, caindo de tão bêbada, eu fui comunicada que não me casaria mais com o filho que morava fora do Brasil, mas com o pai, que ficara viúvo recentemente. Eu chorei horrores, eu vi esse homem, quando era ainda bem pequena! Uma surpresa me reservava no altar. Ele não era velho, nem feio, ele era um príncipe. Eu quase desmaiei na porta da igreja. Eu pisei fundo e fui, mesmo sabendo que podia estar grávida do misterioso mascarado.
Leer másPietro Martins Spinelli Savóia, tudo isso era o nome do meu neto. Ele era quase um rei no mundo do meu genro. Herdeiro soberano da fortuna dos Spinelli num futuro não muito distante. Bem, mas vamos devagar que tem muita história para destrinchar. O meu, também reizinho, Frederico Fontes Martins chegou em casa com uma semana de vida e virou o xodó de todo mundo! Romeu vivia emocionado com tudo. Só de olhar para o filho já era o suficiente para deixá-lo admirado e orgulhoso. — Eu não me canso de olhar para ele, querida. Quem poderia imaginar que você pudesse me dar mais um filho depois da Duda e do Júnior! Frederico se mexia no berço enquanto eu e Romeu o observamos atentos. — Ele é perfeito. Nosso reizinho! Januária e Antônia estão cada vez mais bobas! Ficamos ali até a babá chegar para dormir com o Fred. Ana era uma moça experiente. Tinha pouco mais de trinta anos e apesar de não ser mãe ainda, foi bem recomendada pela agência que nós contratamos.
Enquanto isso, alheia a tantos conflitos, eu estava no centro cirúrgico. Demorei a relaxar, o choro era livre. Como aceitar que o meu bebê seria arrancado de dentro de mim antes do tempo? A essas alturas nem me lembrava mais que a Duda também se encontrava na mesma situação. Fui submetida a uma cesariana, e posteriormente a uma laqueadura. Sim, eu não teria mais filhos. Era engraçado que mesmo não me imaginando grávida outra vez, aquela decisão foi difícil, mas foi o meu marido quem sugeriu. Ele ficou muito preocupado com o meu estado. Depois de algumas horas, eu estava acomodada num quarto. Romeu estava lá. Ele me olhava receoso. — Não podíamos arriscar, querida. Esse filho não estava em nossos planos e já foi perigoso. Quando a vi naquele estado, eu… Baixei a cabeça, não disse nada, apenas fiquei escutando o som dos fungados do meu marido. Ele segurou minha mão e a beijou com carinho. — Você é a minha prioridade, querida. Temos três filhos
Tina estava desorientada porque queria ter ido atrás de mim, mas deixar Arthurzinho nas mãos de uma estranha no ninho estava fora de cogitação. — Arthur, vou logo avisando, meu filho não vai fazer parte dessa tradição idiota da sua família— ela disse ao marido. Impaciente, Arthur desviou o olhar do filho que estava abraçado a Emy há alguns metros dali. — Do quê está falando, Tina? Não vê que também sou contra essa ideia retrógrada do meu pai? Tina se alterou mais ainda, diante da aparente tranquilidade do marido. — Do seu pai, de todos os Martins e de quem está à volta de vocês! Ela saiu andando, segurando o choro, a caminho do toalete. — Tina! Espere! Não adiantava Arthur tentar impedir, Tina estava decidida a expressar sua real insatisfação com tudo aquilo. Andréa estava retocando o batom diante do espelho do lavabo e se surpreendeu ao vê-la entrar de repente, a encarando. — Ah, oi! Tudo bem? Fico feliz pelos nossos filhos.
Enquanto me levavam às pressas pro centro cirúrgico, Romeu ficou na recepção, sentindo-se impotente. — Porque não acompanha o parto da sua esposa, Romeu?— Merielle estava lá, como chiclete. — Não tenho condições, Merielle. O médico conversou comigo. Pode ser demorado e complicado. Sugeriu que eu esperasse aqui. Minha mãe suspirou aflita. Desorientada, andava por uma área externa do hospital. — Minha filha! Meu Deus, como gostaria de estar ao seu lado nesse momento! A voz calma do homem que andava ao seu lado soava como bálsamos. — Ouviu o que o médico falou? Nesse estado de nervos você só iria atrapalhar! Não, esse definitivamente não era o meu pai. — Vamos sentar um pouco até que você se acalme. Dona Marlene se deixou levar por Ruan que a conduziu abraçando seu corpo trêmulo. O meu pai? Você deve estar se perguntando: “ onde raios ele se meteu?” Ficou na festa. Isso mesmo, na festa! Andrea conseguiu fugir do olhar atento do marido e foi à sua procura. — Ficou
Tina ficou confusa, surpresa e se aproximou do filho, com a voz presa. — Arthurzinho! Filho, você só pode estar brincando, não é? — Não mãe, estou pronto para me casar! — Que casar Arthurzinho! Você conheceu essa moça agora! Isso é coisa do seu avô, não é? Romeu e Arthur se aproximaram preocupados vendo que Tina estava sem freios. — Tina, meu amor, calma! — Calma, nada Arthur! Me deixe! Vocês Martins e essa mania de casamentos arranjados! Olha só o nosso filho! Ele conheceu uma moça hoje e já quer firmar compromisso! Arthur e Tina se afastaram discutindo, enquanto Arthurzinho e Emy se mantiveram alheios a toda situação de caos. O casalzinho também se afastou. Depois foi a minha mãe, até que sobramos só eu e Romeu. — Não me olhe assim, porque não tenho nada a ver com isso, eu juro!— Romeu estava assustado. — Não vai trazer todos os fantasmas de volta agora, não é Romeu?— Minha voz tinha um tom de súplica. Romeu me abraçou carinhosamente.
Eu não acreditei que a minha mãe falou aquilo. Mas falou, e colocou o meu marido no seu devido lugar. Romeu ainda abriu a boca para rebater, mas não saiu nada. Ele me olhou com impaciência e em seguida saiu pisando fundo. Quase estourei de rir. — O que foi isso, dona Marlene? De onde saiu essa mulher poderosa? Meu Deus, o Romeu está completamente desorientado depois dessa! Enquanto eu continha o riso, minha mãe me ajudava tranquilamente a me acomodar novamente na cadeira. — Não acha que já está muito pesada para esses eventos desgastante?— ela falou ajeitando o meu penteado. Achei surpreendente ver a submissa dona Marlene mostrando essa força toda. — Mãe, é o casamento do meu filho, esqueceu?— falei divertida. Ela deu de ombros e suspirou. — Verdade, até havia me esquecido. Com tantas cobras juntas, até me confundi! Me inclinei procurando seus olhos. Eles brilhavam intensamente. — E por falar em cobra, dona Marlene, onde a senhora se meteu, hein? Ela não





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