Mundo de ficçãoIniciar sessãoA vida de Emma Carter entra em colapso: sem emprego, afogada em dívidas e com a mãe gravemente doente, ela aposta tudo ao se candidatar para ser babá na mansão do CEO mais temido e inacessível da cidade. Matteo Thompson perdeu a esposa no parto e nunca conseguiu tocar a própria filha, porque Sophia é a lembrança diária da dor que o destruiu. Para Matteo, Emma é inadequada, inexperiente e longe do perfil que ele procura. Mas tudo muda quando Sophia se acalma nos braços dela, algo que nenhuma mulher conseguiu desde o dia em que nasceu. Entre noites silenciosas, regras rígidas e uma atração que nenhum dos dois deveria sentir, Emma descobre o homem quebrado por trás da frieza. E Matteo encontra a única mulher capaz de despertar tudo o que ele tentou enterrar. Mas quando o passado ameaça tirar sua filha e a saúde da mãe de Emma desaba, o amor que surge entre eles pode custar mais do que conseguem suportar. Duas almas marcadas pela dor. Um encontro inesperado. E uma nova chance que pode mudar tudo ou destruir o que resta deles.
Ler maisCAPÍTULO 1 — Quando tudo desmorona
"Emma Carter" O som do relógio pendurado na parede parecia mais alto do que o normal. Tic-tac. Tic-tac. Como se contasse os segundos antes da minha vida virar de cabeça para baixo. Eu estava limpando a última mesa do turno quando ouvi meu nome. — Emma, precisamos conversar — disse meu gerente, o Sr. Collins, com o rosto sério demais para uma tarde tão vazia. Meu estômago apertou na hora. Algo dentro de mim sabia que nada bom começava com “precisamos conversar”. Larguei o pano sobre a mesa, respirei fundo e caminhei até ele. O restaurante estava quase silencioso. As luzes ainda acesas, mas frias. Tudo parecia… vazio. Como se o universo estivesse me preparando. — O que houve? — perguntei, tentando manter a voz firme. — Emma… nós tivemos que cortar custos. O movimento caiu e… não temos como manter todos os funcionários. Infelizmente, você está entre os desligamentos. As palavras não fizeram sentido por alguns segundos, era como se estivessem em outro idioma. Como se não pudessem estar sendo ditas pra mim. Eu só conseguia pensar em uma coisa: O tratamento da minha mãe. — Eu… eu não posso perder esse emprego — murmurei, quase sem voz. — Minha mãe está doente. Eu preciso disso. Por favor, Sr. Collins… eu preciso. Ele respirou fundo, desconfortável. — Eu sei, Emma. E sinto muito. Você é uma ótima funcionária. Mas não posso fazer nada. Meu mundo desabou ali mesmo, entre mesas vazias e cheiro de café velho. Um nó se formou na minha garganta, daqueles que machucam. — Quando? — perguntei. — Hoje. Uma lágrima quente escorreu, e eu virei o rosto para limpá-la rápido, eu não queria que ele visse. Não queria parecer fraca. Mas eu estava fraca... e muito. Peguei minha bolsa, meu casaco e saí antes que caísse em prantos. Do lado de fora, o vento estava gelado demais para um fim de tarde, ou talvez fosse só eu tremendo. Eu precisava de alguém, de um abraço, de uma voz dizendo que tudo ia ficar bem, e só uma pessoa podia me dar isso. James, meu namorado, meu porto seguro, ou pelo menos… era o que eu acreditava. O caminho até o apartamento dele pareceu mais longo do que nunca, cada passo pesava como se estivesse caminhando sobre lama. Quando cheguei, as luzes estavam apagadas. Estranho, pois ele sempre deixava a sala acesa. Usei minha chave — porque ele insistiu, meses atrás, dizendo que “tínhamos um futuro juntos”. Assim que abri a porta, ouvi. Um som abafado. Risos e algo mais… algo que eu demorei dois segundos para entender. Um gemido feminino. Meu coração congelou. — James? — chamei, com a voz pequena. Mais risadas e mais sons. Meu corpo inteiro tremeu. Não...não podia ser. Caminhei devagar pelo corredor, quase em câmera lenta. Cada passo parecia um erro. A porta do quarto estava entreaberta, a luz baixa. Empurrei com a ponta dos dedos, só o suficiente para ver. E foi o suficiente. Meu namorado estava na cama com a Kate, minha melhor amiga desde o colégio. Ou, pelo menos, alguém que eu pensei que fosse. Minha respiração sumiu. Meu corpo travou. Eles estavam tão envolvidos um no outro que demoraram para me notar. Foi Kate quem olhou primeiro e arregalou os olhos. — E-Emma! Meu Deus, isso não é… não é o que parece! — tropeçou nas próprias palavras, puxando o lençol para se cobrir. James virou para trás, pálido como um fantasma. — Emma… Eu posso explicar. Minha voz saiu quebrada. — Explicar o quê? — Eu… Eu estava confuso. As coisas entre nós estão estranhas — gaguejou ele. — E você sempre ocupada com sua mãe e... — Não — interrompi, sentindo meu peito arder. — Não se atreva a usar minha mãe nisso. Ele ficou sem palavras. Kate choramingou algo que eu não ouvi. Eu estava surda... surda de dor e incredulidade. A única pessoa que eu queria ver naquele momento… era justamente a que estava me destruindo. Eu dei um passo para trás, depois outro. Até sentir a parede encostar nas minhas costas. Eu queria chorar, gritar, bater a porta. Mas tudo o que consegui fazer foi sussurrar: — Eu confiava em vocês. E então virei as costas. O som da porta batendo ecoou como se selasse o fim de tudo. Na rua, a noite tinha caído completamente. As luzes dos postes eram borrões pela quantidade de lágrimas turvas nos meus olhos. Andei sem direção, sem saber para onde ir, só sentindo o peso de tudo esmagando minha respiração. Até que... meu celular vibrou. Por um segundo, desejei que fosse James pedindo desculpas. Mesmo sabendo que não merecia, mas o nome na tela fez meu sangue gelar. Hospital St. Mary. Atendi com a mão trêmula. — Alô? — É a filha da Sra. Carter? — perguntou uma voz feminina, profissional. — S-sim… sou eu. Houve um breve silêncio antes da frase que mudaria minha noite, e talvez minha vida. — Sinto muito ligar a essa hora, Emma. Mas… os exames mostram que o câncer da sua mãe avançou. Ela está piorando. O mundo ficou mudo. Meu coração parou por um momento. — Piorando… como? — sussurrei. — A equipe médica quer vê-la o quanto antes. Precisaremos ajustar o tratamento. Há risco de complicações. Minhas pernas amoleceram. Eu já tinha perdido o emprego, o namorado, a melhor amiga. E agora… agora eu podia perder a minha mãe, a única pessoa que sempre esteve comigo. O vento soprou forte, gelado, cortando meu rosto molhado de lágrimas. A voz da médica continuou falando, mas eu não ouvia mais nada. Tudo o que eu sentia era a certeza esmagadora de uma única frase: "Eu não podia perder ela também". E no fundo, sem saber ainda, aquele seria exatamente o momento que me levaria ao lugar onde meu destino mudaria. — Você precisa vir ao hospital, Emma — disse a médica, por fim. Olhei para o céu escuro, respirei fundo e deixei mais uma lágrima cair. — Eu estou a caminho. E fui, sem saber que, naquela mesma noite, minha vida estava sendo preparada para um encontro que mudaria tudo. Para sempre.Capítulo 88 — Sob Seu Controle Emma Carter“Estou te esperando.”A mensagem ficou parada na tela por segundos, mas meu corpo já tinha entendido tudo antes da mente. Uma onda de expectativa elétrica subiu pela minha pele. Soltei o ar devagar, larguei o celular na cama e levantei.Cada passo pelo corredor parecia mais pesado, mais consciente. O silêncio da casa só amplificava o batimento acelerado no meu peito. Quando parei diante da porta dele, minha respiração já estava irregular.Girei a maçaneta devagar. Mal entrei, senti o puxão firme. Meu corpo colidiu com a parede e um suspiro curto escapou dos meus lábios.— Matteo…— Shhh — ele cortou, voz baixa, autoritária, quase um rosnado. — Não te dei permissão pra falar.A boca dele encontrou a minha sem aviso, intensa, possessiva, sem deixar espaço para pensamento. Agarrei a camisa dele com força enquanto o beijo se aprofundava, roubando completamente o ar e o controle.Quando ele se afastou, foi só o bastante para eu respirar. Seus olh
Capítulo 87 — Entre Medo e EscolhaEmma CarterMeu olhar ainda estava preso ao portão quando minha mãe tocou de leve no meu braço, interrompendo o fluxo desordenado dos meus pensamentos.— Emma… aconteceu alguma coisa?Piscar foi o suficiente para perceber que eu estava exposta demais, então forcei uma expressão neutra, ajustando Sophia melhor nos braços enquanto desviava o olhar.— Não… só achei melhor a gente entrar — respondi, tentando manter o tom natural. — Está ficando mais fresco.Ela me observou por um segundo a mais do que o necessário, como se avaliasse a resposta, mas não insistiu. Apenas assentiu, e entramos juntas.Assim que passamos pela porta, o ar pareceu diferente. Não mais leve — apenas… mais controlado. Virei-me para ela, estendendo Sophia com cuidado.— Fica com ela um instante? — pedi, agora mais direta. — Preciso falar com o Matteo.— Claro — respondeu, já acomodando Sophia nos braços. — Vai lá.Não esperei mais nada. Caminhei pelo corredor com passos firmes, sen
Capítulo 86 — Entre Assinaturas e MentirasMatteo ThompsonEu já sabia que era Andrew antes mesmo de atravessar o corredor.Ele havia entrado em contato mais cedo, dizendo que precisava me encontrar com urgência, e pelo tom da mensagem não era difícil perceber que tinha encontrado algo relevante. Ainda assim, vê-lo ali, encostado com uma naturalidade irritante, distribuindo sorrisos para Emma como se estivesse em um encontro social, me incomodou mais do que deveria.Andrew sempre foi assim. Tinha aquele tipo de presença que chamava atenção com facilidade, confiante, provocador, e perigosamente confortável em qualquer ambiente.Cruzei a sala em passos firmes, sentindo o incômodo crescer de forma silenciosa dentro de mim.— Quer dividir a piada comigo?Andrew virou o rosto na minha direção com um sorriso enviesado, como se estivesse apenas esperando pela minha reação. Ele se afastou um pouco de Emma, mas não o suficiente para deixar de ser irritante.— Calma, nervosinho — disse, com um
Capítulo 85 — Sob VigilânciaMatteo ThompsonO celular ainda vibrava na minha mão quando fechei a porta do quarto atrás de mim. O silêncio do corredor contrastava com a inquietação que começava a se formar dentro do meu peito.“Você ainda está acordado?”Não perdi tempo respondendo. Toquei no nome de Levi e levei o aparelho ao ouvido, caminhando lentamente até a janela, como se o simples ato de me mover ajudasse a organizar os pensamentos.— O que aconteceu? — perguntei assim que a ligação foi atendida.Do outro lado, houve uma breve pausa antes da voz dele surgir, mais baixa do que o habitual.— Surgiu uma informação nova. E você precisa saber disso antes da audiência.Endireitei o corpo automaticamente, sentindo a tensão se instalar nos meus ombros.— Fala.— A promotoria tem uma testemunha.Fiquei em silêncio por um segundo, absorvendo aquilo.— Quem?— Ainda não sei — respondeu ele, direto. — Estão mantendo a identidade sob sigilo. Nem eu tive acesso até agora.Minha mandíbula se





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