CAPÍTULO 7 — O que falta "Matteo Thompson" Eu ainda estava processando aquilo. A palavra, o som, o jeito como saiu da boca pequena da Sophia, natural demais para ser ignorado. Mama. Não fazia sentido, não podia fazer. Ela era só uma babá. Duas semanas. Em duas semanas não se constrói esse tipo de coisa. Não se cria vínculo profundo. Não se cria dependência. Muito menos substituição. Ainda assim, a casa parecia diferente naquela noite. Não era barulho, nem agitação, era um peso. Algo invisível, denso, ocupando os espaços, lembrando o tempo todo da consequência daquela ausência. Sophia chorava no andar de cima. Não era um choro explosivo, era contínuo, rouco. Um som insistente que não pedia atenção — exigia. Como se algo essencial tivesse desaparecido e nada mais fosse suficiente para preencher o vazio. Margot desceu as escadas com o rosto tenso. — Ela não para — disse. — Já verifiquei tudo. Fralda, alimentação, febre. Está tudo certo. Assenti, rígido. — É adaptação —
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