Mundo ficciónIniciar sesiónEle não é apenas um CEO de sucesso. Damian Blackwell criou uma empresa que domina não apenas o mercado, mas também a vida de quem ousa se aproximar dele. Frio, calculista e irresistivelmente atraente, Damian mantém um jogo de poder secreto, onde testa os limites de desejo, confiança e submissão de pessoas escolhidas a dedo. Quando Elara Sterling, uma consultora audaciosa e independente, entra em sua vida para avaliar uma fusão, ela descobre que Damian não é apenas um homem de negócios. Ele é um mestre em provocar emoções, controlar situações e despertar fantasias escondidas. Cada encontro é um teste, cada toque, um desafio, e cada olhar, uma promessa de prazer proibido. Enquanto negócios e prazer se entrelaçam, Elara precisa decidir: até onde está disposta a ir para vencer ou se render ao CEO mais dominante que já conheceu? Uma história onde poder, sedução e segredo colidem, e onde o jogo de controle pode se tornar o mais perigoso e excitante da vida.
Leer másSeis meses.Havia algo quase irônico no número: tempo suficiente para que os julgamentos perdessem o brilho do escândalo, para que os sussurros ficassem roucos de repetição, para que a curiosidade dos corredores se transformasse em hábito — e o hábito, em indiferença prática. Seis meses desde que Elara Sterling e Damian Blackwell decidiram parar de se mover como se estivessem fugindo de alguma coisa.Não porque o mundo havia ficado mais gentil.Mas porque eles haviam ficado mais inteiros.A Blackwell Industries seguiu em frente com a exatidão de sempre, como um organismo que aprende a cicatrizar sem parar de funcionar. O Eclipse Verde deixou de ser “o projeto que quase virou crise” e tornou-se um modelo de reputação concreta. Novos projetos nasceram, antigas frentes foram redesenhadas, contratos se ajustaram, e o mercado começou a falar da empresa não com curiosidade, mas com respeito.Elara também mudou — não de essência, mas de lugar. Ela parou de ocupar espaço como quem pede permis
A resistência não desapareceu de uma vez.Ela se desgastou.Como tudo o que não encontra alimento suficiente para continuar vivo.Nas semanas seguintes, Elara Sterling percebeu a mudança primeiro no ritmo. Não no discurso — esse sempre demorava mais a se ajustar —, mas na forma como as pessoas deixavam de reagir. O que antes provocava cochichos imediatos agora gerava apenas olhares rápidos. O que antes rendia reuniões paralelas passou a ser tratado como contexto.A empresa começava a se acostumar.E, naquele ambiente, o hábito era mais poderoso que a aceitação explícita.Elara caminhava pelos corredores com a mesma postura firme de sempre. Não havia triunfalismo, tampouco retração. Ela não “exibia” o relacionamento com Damian, mas também não o diluía para caber no conforto alheio. Existia. Trabalhando. Decidindo. Entregando.E isso cansava os críticos.— Eles continuam entregando resultados — comentou alguém numa sala de reunião.— E rápido.— Não dá para dizer que a empresa perdeu fo
Assumir não silencia vozes.Muda o tipo de ruído.Elara Sterling entendeu isso no primeiro dia em que entrou na Blackwell Industries sem precisar calcular onde estaria Damian, nem como seriam vistos se se encontrassem. Não houve anúncio formal, nem comunicado romântico, nem gesto teatral. Houve algo mais simples — e mais radical: coerência.Eles passaram a existir do mesmo modo dentro e fora da empresa.E isso incomodou.O elevador subia em silêncio quando Damian entrou e se colocou ao lado dela. Não se tocaram. Não trocaram olhares longos. Apenas ficaram ali, próximos, sem esforço. O tipo de proximidade que não pede autorização.— Bom dia — disse alguém, hesitante.— Bom dia — Elara respondeu, firme.Quando as portas se abriram, os dois saíram juntos. Não de mãos dadas. Não separados. Alinhados.A reação foi imediata — não explícita, mas perceptível. Olhares que demoravam meio segundo a mais. Sussurros que começavam e morriam rápido demais. Comentários embrulhados em suposta preocupa
O fim dos esconderijos não aconteceu em um anúncio público.Aconteceu em uma decisão tomada a portas fechadas — como todas as mudanças realmente profundas.Damian Blackwell não acreditava em espetáculos quando o assunto era estrutura. Para ele, autoridade se exercia com precisão, não com ruído. Ainda assim, sabia que havia chegado ao limite do silêncio funcional. O que antes protegia, agora corroía. O que antes era estratégia, começava a parecer medo.E Damian não aceitava ser movido pelo medo.Elara Sterling percebeu isso no instante em que ele a chamou para uma conversa no fim da tarde, sem intermediários, sem agenda formal, sem rodeios.— Precisamos alinhar o que somos… e como existimos aqui dentro — ele disse, assim que a porta do escritório se fechou.Elara assentiu, sentando-se à frente dele com a postura firme de quem já havia enfrentado tempestades suficientes para não fugir de mais uma.— Concordo — respondeu. — O silêncio deixou de ser proteção.Damian a observou por alguns
O ponto final não fez barulho.Mas as consequências, sim.Na manhã seguinte, a Blackwell Industries acordou diferente. Não havia comunicado oficial, nem nota à imprensa, nem pronunciamento do CEO. Ainda assim, algo havia se deslocado com precisão cirúrgica. O tipo de mudança que não precisa ser anunciada porque se impõe pela ausência do que antes ocupava espaço demais.Helena Moreau não estava mais ali.E, em ambientes como aquele, ausências gritavam.Elara Sterling percebeu primeiro nos detalhes: o nome que deixou de circular em conversas casuais, a presença que não mais surgia em eventos estratégicos, o silêncio repentino onde antes havia insinuação constante. Era como se alguém tivesse desligado um ruído de fundo que todos haviam aprendido a ignorar — até sentir falta do contraste.Mas Elara sabia melhor.Silêncio não era paz.Era rearranjo.Helena recebeu o ponto final como recebera quase tudo na vida: com cálculo rápido e orgulho ferido. Não houve cenas. Não houve mensagens longa
Helena Moreau nunca confundira desejo com hesitação.Ela sabia reconhecer o instante exato em que uma porta ainda estava entreaberta — e era nesse espaço mínimo que costumava entrar. Para Helena, o erro das pessoas comuns era esperar permissões. O poder, ela aprendera cedo, não se pedia. Se ocupava.E naquela tarde, o andar executivo da Blackwell Industries oferecia exatamente o que ela precisava: silêncio, ausência de testemunhas diretas e uma atmosfera carregada de histórias não resolvidas.Ela caminhou até o escritório de Damian Blackwell com a segurança de quem já estivera ali antes — não fisicamente, talvez, mas simbolicamente. A recepção tentou anunciar sua presença, mas Helena apenas sorriu, como se aquela formalidade fosse um detalhe irrelevante.— Ele sabe que estou aqui — disse, simplesmente.E sabia mesmo.Damian sentiu a aproximação antes que a porta se abrisse. Não por intuição romântica, mas por reconhecimento. Havia um tipo específico de energia que Helena sempre carreg
Último capítulo