Mundo de ficçãoIniciar sessãoAo flagrar o namorado a traindo em plena boata Emma a perde o chão — e, tomada pela raiva e pela dor, solta a promessa mais impulsiva da sua vida: “Vou perder a virgindade com o primeiro homem que entrar por aquela porta.” Ela só não imaginava que o destino levaria exatamente ele até ali: um desconhecido de terno, olhar perigoso e presença dominadora… que em poucas semanas se tornaria seu novo chefe. Emma não imagina a surpresa que terá quando chegar à empresa do chefe da sua mãe… e der de cara com o homem desconhecido com quem perdeu a virgindade.
Ler maisEu também não sei, Safira. Para falar a verdade, nem sei o motivo de ele estar aqui no hospital comigo. Essa preocupação repentina… parece falsa demais. Talvez seja apenas remorso — falo, sentindo o peso das próprias palavras.— Emma, isso está muito perigoso. Já está saindo do controle — Safira diz, ajudando-me a voltar para o quarto. Ela me auxilia a deitar na cama com cuidado. — Ele está sobrecarregando você para te castigar, e você passou mal. Poderia ter sido pior.— Mas eu já estou bem, Safira. Não precisa se preocupar — respondo, tentando parecer mais forte do que realmente estou.Antes que ela diga mais alguma coisa, o médico entra no quarto acompanhado do senhor William. Ele lança um olhar rápido na minha direção — frio, contido, difícil de decifrar.— Como está se sentindo, senhorita Emma? — o doutor pergunta, aproximando-se da cama.— Estou bem… só com uma leve dor no estômago — respondo.— Há quanto tempo está assim? Com esses desmaios e essa dor?Abro a boca para responde
Safira entra no banheiro logo depois de mim e fecha a porta. O som parece alto demais naquele silêncio estranho.Eu ainda estou curvada sobre a pia, respirando fundo, tentando me recompor. Sinto o gosto amargo na boca, o estômago embrulhado.— Emma… — ela chama baixo. — Isso já está virando rotina.— Não é nada — respondo rápido, sem encará-la. Dou descarga no vaso e jogo água no rosto, como se isso fosse resolver alguma coisa. — Só não me senti bem.Safira se aproxima devagar. Consigo sentir o olhar dela em mim, atento demais.— Você anda pálida — diz. — Cansada. E vive passando mal.— É o trabalho — insisto. — E a minha vida anda uma bagunça, só isso.Ela cruza os braços, mas não me pressiona. O silêncio pesa entre nós.— Emma… — ela começa, hesita, e então suspira. — Quando foi a última vez que você se sentiu normal?Levanto o rosto devagar e encaro meu reflexo no espelho. Meus olhos parecem fundos, meu rosto sem cor. Abro a boca para responder, mas travo.Não lembroSafira percebe
Scott me deixa em casa e vai embora. Eu sei que talvez seja uma grande loucura tudo o que estou fazendo, mas acredito que meus sentimentos possam mudar a partir de agora.Quando chego em casa, encontro minha mãe dormindo, então decido não acordá-la.Tomo um banho e vou até a cozinha preparar alguma coisa para comer.Acabo fazendo uma guloseima: sorvete, biscoito e melancia. Mas, assim que termino de comer, corro para o banheiro para vomitar e acabo acordando minha mãe.— Emma, você está bem? — minha mãe pergunta, entrando no banheiro.— Eu estou bem, mãe — falo, dando descarga no vaso e jogando um pouco de água no rosto.— Emma, não minta para mim. Você ainda é virgem? — minha mãe pergunta, me pegando de surpresa.Fico sem saber o que falar. Se eu disser que não sou virgem, ela vai perguntar se perdi a virgindade com o Hugo e pode até questioná-lo. E ele pode revelar tudo sobre o senhor William.— Claro que eu sou, mãe — minto, mas logo me sinto mal. Nunca fui de mentir para ela.— Pr
Scott me deixa em casa e vai embora. Eu sei que talvez seja uma grande loucura tudo o que estou fazendo, mas acredito que meus sentimentos possam mudar a partir de agora.Quando chego em casa, encontro minha mãe dormindo, então decido não acordá-la.Tomo um banho e vou até a cozinha preparar alguma coisa para comer.Acabo fazendo uma guloseima: sorvete, biscoito e melancia. Mas, assim que termino de comer, corro para o banheiro para vomitar e acabo acordando minha mãe.— Emma, você está bem? — minha mãe pergunta, entrando no banheiro.— Eu estou bem, mãe — falo, dando descarga no vaso e jogando um pouco de água no rosto.— Emma, não minta para mim. Você ainda é virgem? — minha mãe pergunta, me pegando de surpresa.Fico sem saber o que falar. Se eu disser que não sou virgem, ela vai perguntar se perdi a virgindade com o Hugo e pode até questioná-lo. E ele pode revelar tudo sobre o senhor William.— Claro que eu sou, mãe — minto, mas logo me sinto mal. Nunca fui de mentir para ela.— Pr
— Eu não quero brincar com os sentimentos de ninguém, Safira. Não vou fazer isso com o Scott — falo, firme.— Você poderia namorar o Scott de mentira. Eu aposto que ele toparia na hora — Safira insiste, me deixando pensativa.Eu não ganharia nada fazendo isso. Porém, se aceitasse, mostraria ao senhor William que ele não é o único homem na face da Terra.— Eu não acho que seja uma boa ideia… mas vou pensar nisso — digo, tentando me recompor.Não vou permitir que as palavras do senhor William me afetem. Ele não tem esse direito.Safira volta para a sua sala, enquanto eu tento me concentrar no trabalho.A manhã passa em um piscar de olhos. Como qualquer besteira apenas para enganar o estômago e retorno às minhas tarefas.O senhor William me chama para ir até sua sala. Respiro fundo antes de encará-lo novamente.Bato na porta e, logo em seguida, ele manda que eu entre.— Vou precisar que você fique até mais tarde. Tem essas papeladas para revisar. Quero tudo pronto hoje — diz, sem sequer
“Não se apaixone.” Essas foram as suas palavras — e elas me desestabilizaram por completo. Porque, mesmo sem querer admitir, eu já estava apaixonada. O que eu sinto quando estou perto dele, eu nunca senti nem mesmo com o Hugo, a pessoa que um dia acreditei amar. Quando o senhor William está por perto, eu perco o fôlego, perco a voz. Meu corpo treme, um frio toma conta do meu estômago, e o coração dispara como se fosse saltar pela boca. Eu nunca havia sentido nada assim. E quando sinto o seu toque — ou quando ele me beijou — não sei explicar exatamente o que acontece dentro de mim. Só sei de uma coisa: quando seus lábios tocam os meus, nasce uma necessidade quase desesperada de permanecer ali… e nunca mais ir embora. E quando suas mãos me tocam, a ausência delas dói. Quando ele me disse que não se arrependia do que aconteceu, que não foi um erro e que não iria agir como se fosse, algo nasceu em meu peito: uma esperança silenciosa, perigosa… mas impossível de ignorar. Mesmo
Último capítulo