O silêncio do escritório era quase absoluto, quebrado apenas pelo som das teclas sob os dedos ágeis de Lucas, o assistente pessoal de Damian Blackwell. A madrugada já avançava, mas o CEO não parecia disposto a ir embora. A cidade, vista da parede envidraçada, brilhava como um tabuleiro de diamantes distantes. Damian observava tudo de pé, as mãos nos bolsos, o olhar fixo em nada — ou talvez, em alguém. — Tem algo, senhor Blackwell — disse Lucas, com a voz controlada, embora houvesse uma centelha de desconforto em seu tom. Damian girou o rosto devagar, os olhos frios como lâminas. — Fale. Lucas respirou fundo, hesitando por um segundo. — As informações sobre Adrian Valmont. Fiz o que o senhor pediu… segui cada rastro, cada deslocamento. E... encontrei o que parece ser uma segunda vida. A tensão no ar se tornou quase palpável. Damian deu alguns passos, a sombra de um sorriso torto surgindo nos lábios. — Continue. — Ele viaja com frequência para Brentmore, uma cidade pequena a meno
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