Helena Moreau nunca confundira desejo com hesitação.
Ela sabia reconhecer o instante exato em que uma porta ainda estava entreaberta — e era nesse espaço mínimo que costumava entrar. Para Helena, o erro das pessoas comuns era esperar permissões. O poder, ela aprendera cedo, não se pedia. Se ocupava.
E naquela tarde, o andar executivo da Blackwell Industries oferecia exatamente o que ela precisava: silêncio, ausência de testemunhas diretas e uma atmosfera carregada de histórias não resolvidas.
E