O silêncio do escritório era quase absoluto, quebrado apenas pelo som das teclas sob os dedos ágeis de Lucas, o assistente pessoal de Damian Blackwell. A madrugada já avançava, mas o CEO não parecia disposto a ir embora. A cidade, vista da parede envidraçada, brilhava como um tabuleiro de diamantes distantes. Damian observava tudo de pé, as mãos nos bolsos, o olhar fixo em nada — ou talvez, em alguém.
— Tem algo, senhor Blackwell — disse Lucas, com a voz controlada, embora houvesse uma centelha