O relógio marcava seis da manhã quando Damian Blackwell entrou em seu escritório. A cidade ainda despertava, as luzes das ruas piscando sob uma névoa cinzenta. Ele, no entanto, já estava em movimento. Sempre estava. Lucas o esperava, pontual como o relógio suíço que trazia no pulso. Sobre a mesa, um envelope pardo repousava, discreto, como uma promessa de respostas.
— Está tudo aqui, senhor — disse o secretário. — Pesquisei de forma reservada, como pediu.
Damian assentiu, sem levantar o olhar.