Mundo de ficçãoIniciar sessãoNascida sob o luar prateado, Helena sempre foi diferente — uma loba completa desde o nascimento, dona de um poder raro e uma alma livre. Cresceu cercada por amor, força e união em sua alcateia, acreditando que o destino seria generoso. Mas tudo muda na noite em que, em uma festa da faculdade, um cheiro inebriante desperta algo profundo e selvagem dentro dela. O destino a marca, e ela descobre o que toda loba sonha encontrar: seu companheiro. Só que ele a rejeita. A dor da rejeição é dilacerante, e Helena tenta se reconstruir entre cicatrizes e raiva. O que ela não esperava era que Augusto, o irmão mais velho do homem que a desprezou — o mesmo lobo rebelde que todos temem e que viveu exilado por desafiar as regras — voltaria à cidade. Augusto é perigoso, irresistível e carrega um segredo capaz de mudar tudo: ele é o Alfa Supremo, o mais forte de todos os continentes. Entre eles nasce uma conexão proibida — feita de fogo, feridas e redenção. E quando o passado e o destino colidem, a loba rejeitada descobrirá que às vezes… a marca verdadeira não vem da lua, mas do coração.
Ler maisO ar da Vila parecia pesado, quase sufocante. Cada sombra carregava potencial ameaça, e Augusto sentia Dante observando, calculando, esperando o momento certo para agir. Ele caminhava lentamente, atento a cada detalhe, com Hellena sempre a seu lado, pronta para qualquer movimento.— Fique perto de mim — murmurou Augusto, a voz baixa, firme, quase um comando, mas carregada de cuidado.Hellena assentiu, o coração acelerado, consciente de que o momento que se aproximava era mais perigoso do que qualquer instinto já havia alertado. Mas, ao mesmo tempo, não havia medo que a paralisasse. Ela era forte, inteligente e sabia que, juntos, eram mais do que apenas dois lobos em uma Vila: eram uma força a ser respeitada.Dante surgiu entre as sombras, o sorriso frio e calculista nos lábios. Ele não atacou imediatamente. Observava, testava, provocava com a presença, cada gesto calculado para despertar a fúria de Augusto.— Então vocês decidiram finalmente mostrar a cara — disse Da
A manhã seguinte chegou carregada de um silêncio pesado. A Vila parecia adormecida, mas Augusto sabia que cada sombra, cada galho quebrado, podia esconder um perigo. Ele sentia os olhos de Dante observando à distância, calculando, esperando o momento certo para atacar — e isso o deixava em alerta absoluto.— Hellena — chamou, a voz baixa, firme — fique atrás de mim.Ela balançou a cabeça, sem medo, mas com a consciência clara de que ele estava protegendo-a. Ela não precisava disso, mas compreendia a intensidade do instinto dele. Augusto era Alfa, e sua possessividade e dever de proteger eram indissociáveis de sua natureza.Enquanto avançavam pelas ruas estreitas da Vila, Augusto percebia cada movimento, cada detalhe. O som de passos distantes, o farfalhar das folhas, o cheiro da terra molhada — tudo estava ampliado, tudo carregado de significado. Ele podia sentir o cheiro de Dante ainda mais perto, mesmo que o rival permanecesse escondido, um observador silencioso.H
A noite caía pesada sobre a Vila. O vento carregava folhas secas, farfalhando como sussurros, e cada sombra parecia se mover com vida própria. Augusto liderava, mas seus olhos nunca se desviavam de Hellena. Ele sabia que o perigo não estava apenas nas sombras; estava no olhar de Dante, nas intenções silenciosas que pairavam sobre todos.Hellena sentia cada passo, cada músculo tenso de Augusto. Ele caminhava à frente, mas de vez em quando lançava olhares rápidos para ela, como se estivesse medindo não apenas a distância, mas também a sua reação. Ela percebeu que ele não estava apenas alerta ao ambiente — estava alerta a ela, à forma como respondia ao perigo.— Fique perto — murmurou Augusto, baixo, sem olhar para trás.— Sempre — respondeu ela, a voz firme, tentando ignorar o frio que subia pela espinha.Eles avançavam silenciosos, como se fossem sombras entre sombras. Cada galho quebrando sob seus pés parecia ecoar demais. Hellena sabia que qualquer distração poderia ser fatal. E ela
A noite caía pesada sobre a vila. O vento arrastava as folhas pelo chão, e a lua cheia surgia entre nuvens, lançando sombras dançantes por todos os cantos. O ar estava carregado, quase elétrico, e cada ruído parecia amplificado.Segurando firme a mão de Hellena, Augusto avançava com passos silenciosos, os sentidos afiados em alerta máximo. Cada fibra do seu corpo vibrava, pronto para qualquer sinal de ameaça. Mas não era apenas a vila que o preocupava. Era o vínculo recém-formado que pulsava entre eles, quente e selvagem, e o perfume de Hellena que ainda queimava suas narinas.— Sinta isso — murmurou ele, a voz baixa, quase um rosnado, enquanto parava diante de uma sombra que se movia entre as árvores. — Alguém nos observa.Eu estreitei os olhos, sentindo o mesmo arrepio que Augusto. — Quem?Ele fechou os punhos, os músculos do braço saltando sob a pele. — Dante.A simples menção do nome fez meu coração disparar. Conhecido pela crueldade e astúcia, Dante sempre fora uma ameaça silenci
A vila estava silenciosa quando chegamos. O céu escuro ainda guardava a lua cheia atrás das nuvens, e o vento carregava o cheiro da floresta, misturado ao perfume da terra molhada. Cada passo meu ao lado de Augusto fazia o chão vibrar de leve, e eu sentia cada músculo dele tenso, pronto para qualquer sinal de perigo.— Fique atrás de mim — disse ele, firme, o olhar percorrendo cada sombra ao nosso redor.Não me movi. Em vez disso, cruzei os braços, erguendo o queixo em desafio.— Não vou me esconder, Augusto. — Minha voz saiu firme, carregada de determinação. — Não vou me afastar de você só porque você decidiu que sou frágil.Ele parou abruptamente, me olhando como se tivesse acabado de perceber que a mulher ao lado dele não era mais a mesma que ele conhecera.— Você não entende o que está acontecendo… — começou, com a voz baixa, quase um rosnado contido. — Este lugar não é seguro. Dante ainda está à espreita.— Eu sei quem está observando — respondi, sem recuar. — Mas fugir não vai m
O som da floresta ainda parecia ecoar dentro de mim. Cada passo que eu dava ao lado de Augusto fazia o chão vibrar de leve, como se a terra reconhecesse a força que caminhava sobre ela. O vento carregava o cheiro dele — denso, amadeirado, quente — e isso bastava para meu corpo inteiro reagir, mesmo quando eu tentava pensar em qualquer outra coisa.A luta havia acabado, mas o ar ainda cheirava a sangue e adrenalina.Dante tinha fugido.Mas algo me dizia que ele ainda estava por perto.Observando.O silêncio entre mim e Augusto era quase palpável. Eu podia ouvir a respiração dele, firme e contida, como se cada inspiração fosse um esforço para manter o autocontrole. Seus ombros ainda estavam tensos, o maxilar travado, e o olhar — aquele olhar dourado que por instantes brilhava sob o luar — denunciava o que ele tentava esconder: o lobo ainda estava à flor da pele.— Você está ferido, — murmurei, sem conseguir disfarçar a preocupação. — Deveríamos parar um pouco.Ele balançou a cabeça. — N
Último capítulo