A noite caía pesada sobre a vila. O vento arrastava as folhas pelo chão, e a lua cheia surgia entre nuvens, lançando sombras dançantes por todos os cantos. O ar estava carregado, quase elétrico, e cada ruído parecia amplificado.
Segurando firme a mão de Hellena, Augusto avançava com passos silenciosos, os sentidos afiados em alerta máximo. Cada fibra do seu corpo vibrava, pronto para qualquer sinal de ameaça. Mas não era apenas a vila que o preocupava. Era o vínculo recém-formado que pulsava entre eles, quente e selvagem, e o perfume de Hellena que ainda queimava suas narinas.
— Sinta isso — murmurou ele, a voz baixa, quase um rosnado, enquanto parava diante de uma sombra que se movia entre as árvores. — Alguém nos observa.
Eu estreitei os olhos, sentindo o mesmo arrepio que Augusto. — Quem?
Ele fechou os punhos, os músculos do braço saltando sob a pele. — Dante.
A simples menção do nome fez meu coração disparar. Conhecido pela crueldade e astúcia, Dante sempre fora uma ameaça silenci