Mundo de ficçãoIniciar sessãoA manhã seguinte chegou carregada de um silêncio pesado. A Vila parecia adormecida, mas Augusto sabia que cada sombra, cada galho quebrado, podia esconder um perigo. Ele sentia os olhos de Dante observando à distância, calculando, esperando o momento certo para atacar — e isso o deixava em alerta absoluto.
— Hellena — chamou, a voz baixa, firme — fique atrás de mim.Ela balançou a cabeça, sem medo, mas com a consciência clara de que ele estava protegendo-a. Ela não precisava disso, mas compreendia a intensidade do instinto dele. Augusto era Alfa, e sua possessividade e dever de proteger eram indissociáveis de sua natureza.Enquanto avançavam pelas ruas estreitas da Vila, Augusto percebia cada movimento, cada detalhe. O som de passos distantes, o farfalhar das folhas, o cheiro da terra molhada — tudo estava ampliado, tudo carregado de significado. Ele podia sentir o cheiro de Dante ainda mais perto, mesmo que o rival permanecesse escondido, um observador silencioso.H






