A vila estava silenciosa quando chegamos. O céu escuro ainda guardava a lua cheia atrás das nuvens, e o vento carregava o cheiro da floresta, misturado ao perfume da terra molhada. Cada passo meu ao lado de Augusto fazia o chão vibrar de leve, e eu sentia cada músculo dele tenso, pronto para qualquer sinal de perigo.
— Fique atrás de mim — disse ele, firme, o olhar percorrendo cada sombra ao nosso redor.
Não me movi. Em vez disso, cruzei os braços, erguendo o queixo em desafio.
— Não vou me esconder, Augusto. — Minha voz saiu firme, carregada de determinação. — Não vou me afastar de você só porque você decidiu que sou frágil.
Ele parou abruptamente, me olhando como se tivesse acabado de perceber que a mulher ao lado dele não era mais a mesma que ele conhecera.
— Você não entende o que está acontecendo… — começou, com a voz baixa, quase um rosnado contido. — Este lugar não é seguro. Dante ainda está à espreita.
— Eu sei quem está observando — respondi, sem recuar. — Mas fugir não vai m