Em 'O Vazio no Topo', Elias Thorne, um implacável CEO lobisomem e Alfa de uma poderosa alcatéia na Pensilvânia, vive sob o peso de uma maldição cruel. Ele já conheceu sua Luna, Maressa, mas a mesma bruxa vingativa que amaldiçoou sua mãe a tirou dele, condenando-o a nunca mais encontrar outra companheira predestinada. Desde então, Elias se fechou para o amor, construindo um império tecnológico enquanto a solidão profunda o consome. Sua vida meticulosamente controlada é virada de cabeça para baixo quando Lyra Meadow, uma jovem e curiosa bruxa em treinamento dentro de sua própria alcatéia, entra em sua empresa como estagiária. O que Elias não sabe é que Lyra é sua Luna, a mulher que ele estava destinado a nunca encontrar. O primeiro encontro deles desencadeia uma atração inexplicável e uma série de eventos que ameaçam desvendar os segredos de Elias e aprofundar os mistérios da maldição. Enquanto Lyra começa a desvendar seus próprios poderes e a sentir a conexão com Elias, ambos são forçados a confrontar o destino. Eles devem lidar com os perigos de uma bruxa vingativa que pode ressurgir e navegar pelas complexidades de um amor proibido. Será que Elias e Lyra conseguirão quebrar a maldição e forjar seu próprio destino, ou o vazio no topo consumirá tudo? Uma história de fantasia urbana, romance e suspense, onde o poder e a magia se entrelaçam com o mundo corporativo.
Leer másO arranha-céu de vidro e aço da Thorne Industries perfurava o céu cinzento da Filadélfia como uma agulha afiada, um monumento à ambição e ao poder. No último andar, atrás de uma mesa de ébano polido que parecia absorver a luz, Elias Thorne observava a cidade se estender abaixo, um tapete cintilante de luzes e sombras. O burburinho da metrópolis, que para a maioria era um sinal de vida, para ele era apenas um ruído distante, um eco vazio em sua existência. Ele era o CEO de um império multinacional, um lobisomem Alfa de uma das mais antigas e poderosas alcatéias da Pensilvânia, e ainda assim, sentia um vazio que nenhuma fortuna ou poder poderia preencher.
Seus olhos, de um azul gélido que raramente traía emoção, varriam o horizonte. A maldição. Era ela que o acompanhava como uma sombra persistente, um fardo invisível que pesava mais do que qualquer responsabilidade corporativa. Ele já havia encontrado sua Luna, Maressa, mas a mesma bruxa vingativa que amaldiçoou sua mãe a tirou dele, condenando-o a nunca mais encontrar outra companheira predestinada. Desde então, Elias vivia em um purgatório de solidão, um vazio que nenhuma fortuna ou poder poderia preencher. A cada dia, a sensação de incompletude se aprofundava, uma ferida aberta que se recusava a cicatrizar. Ele havia se tornado um mestre em esconder sua dor, projetando uma imagem de frieza e implacabilidade que afastava qualquer um que ousasse se aproximar demais.
O som suave da porta de seu escritório se abrindo o trouxe de volta à realidade. Sua assistente, a impecável Sra. Albright, entrou com uma pilha de documentos. “Sr. Thorne, a reunião com os acionistas está marcada para as dez. E a lista de novos estagiários para o programa de desenvolvimento de talentos está pronta para sua revisão.”
Elias assentiu, sem desviar o olhar da janela. “Deixe-os na mesa. Estarei lá em breve.”
A Sra. Albright, acostumada à sua postura distante, colocou os papéis e saiu tão silenciosamente quanto entrou. Elias finalmente se virou, seus olhos pousando na pilha de currículos. Estagiários. Mais rostos novos, mais almas jovens cheias de esperança e ambição. Ele se perguntava se algum deles um dia sentiria o mesmo vazio que ele. Provavelmente não. A maldição era dele, e só dele.
Ele pegou o primeiro currículo, lendo os nomes e qualificações com uma eficiência quase robótica. Nada fora do comum. Até que seus dedos roçaram um nome em particular. Lyra Meadow. Uma pontada, quase imperceptível, atravessou seu peito. Era como um acorde dissonante em uma sinfonia perfeita, um desvio inesperado em sua rotina monótona. Ele franziu a testa. O que era aquilo? Uma anomalia. Ele ignorou a sensação, passando para o próximo nome. Mas a imagem do nome de Lyra Meadow permaneceu em sua mente, uma pequena chama em meio à escuridão de sua existência.
Enquanto Elias se preparava para mais um dia de reuniões e decisões corporativas, Lyra Meadow estava a quilômetros de distância, em um pequeno apartamento repleto de livros e ervas secas. Ela era uma estudante universitária, mas suas noites eram dedicadas a um tipo diferente de aprendizado. Lyra era uma bruxa em treinamento, uma das poucas na alcatéia de Elias que possuía o dom da magia. Seus poderes ainda eram incipientes, mas ela sentia uma energia crescente dentro de si, uma conexão com o mundo invisível que a cercava.Hoje era um dia importante. Ela havia sido aceita no prestigiado programa de desenvolvimento de talentos da Thorne Industries, uma oportunidade que muitos considerariam um sonho. Para Lyra, era mais do que isso. Era uma chance de aprender, de se aprofundar em um mundo que, embora parecesse mundano, poderia esconder segredos e conhecimentos que a ajudariam em sua jornada mágica. Ela não sabia o que esperar, mas a curiosidade a impulsionava.
Ao chegar ao imponente edifício da Thorne Industries, Lyra sentiu uma onda de energia. Não era a energia da cidade, mas algo mais antigo, mais primal. Era a energia da alcatéia. Ela sabia que Elias Thorne era o Alfa, mas nunca o havia visto pessoalmente. Ele era uma figura lendária, um líder respeitado e temido. A ideia de trabalhar em sua empresa a deixava um pouco nervosa, mas também excitada.
O saguão era um espetáculo de mármore e vidro, com pessoas apressadas em todas as direções. Lyra seguiu as instruções para a sala de reuniões onde os novos estagiários seriam apresentados. A sala já estava cheia, e ela encontrou um lugar vazio perto da janela. O nervosismo aumentou quando a porta principal se abriu e uma figura imponente entrou. Era Elias Thorne. Ele era ainda mais impressionante pessoalmente do que nas fotos que vira online. Seus olhos azuis, que pareciam ver através de tudo, varreram a sala, e por um breve momento, seus olhares se encontraram.
Lyra sentiu um choque, uma corrente elétrica percorrendo seu corpo. Não era apenas a admiração por um líder poderoso, mas algo mais profundo, mais visceral. Era como se uma parte dela, que ela nem sabia que existia, tivesse despertado. Elias, por sua vez, sentiu a mesma pontada que havia sentido ao ver o nome dela no currículo, mas desta vez, era mais forte, mais insistente. Ele tentou ignorar, atribuindo a sensação ao cansaço ou ao estresse. Mas, enquanto ele começava a falar sobre o programa, seus olhos continuavam a voltar para a jovem bruxa sentada perto da janela, uma estranha sensação de familiaridade e anseio crescendo em seu peito amaldiçoado.
O amanhecer trouxe consigo uma nova camada de determinação para Elias e Lyra. O ar fresco da floresta, ainda úmido pelo orvalho da noite, parecia carregar a promessa de um novo começo. Com o amuleto de obsidiana de Elara pendurado no pescoço de Lyra, pulsando suavemente com uma energia ancestral, eles se embrenharam na mata densa, deixando para trás a segurança relativa do Coven. A jornada para o Coração da Floresta não seria uma simples caminhada; seria uma prova de sua fé, de sua união e de sua capacidade de enfrentar os perigos que espreitavam nas sombras do mundo mágico.Elias, acostumado à eficiência e à tecnologia, sentiu-se estranhamente à vontade na natureza selvagem. Seus sentidos de lobisomem estavam aguçados, captando os cheiros da terra úmida, o farfalhar das folhas sob seus pés e os sons distantes da vida selvagem. Ele liderava o caminho, seus passos firmes e confiantes, enquanto Lyra o seguia, seus olhos curiosos absorvendo cada detalhe do ambiente. Ela sentia a magia da
A decisão de Elias de visitar o Coven de Lyra não foi tomada levianamente. Para um Alfa lobisomem, acostumado a comandar e a ter controle absoluto, adentrar um território dominado por bruxas, especialmente aquelas com uma história tão intrincada e, por vezes, sombria quanto a Família Sombria, era um ato de vulnerabilidade sem precedentes. Ele havia passado a vida construindo um império de poder e influência, onde cada movimento era calculado, cada risco minimizado. Mas com Lyra, com a promessa de quebrar a maldição que o acorrentava, ele estava disposto a se aventurar em águas desconhecidas, a baixar a guarda de uma forma que jamais imaginou ser possível. A esperança, antes um inimigo traiçoeiro, agora era um farol, guiando-o para um futuro que ele ousava sonhar.Lyra, por sua vez, sentia uma mistura de orgulho e apreensão. Levar Elias para o Coven era um passo significativo, um sinal de confiança mútua que solidificava a aliança deles. Mas ela também sabia que o Coven, com suas tradi
O silêncio no escritório de Elias Thorne era tão denso que Lyra podia quase tocá-lo. A proposta, audaciosa e quase insana, pairava no ar, desafiando a lógica e a frieza calculista do CEO lobisomem. Elias, de pé, com as mãos cerradas sobre a mesa de ébano, parecia uma estátua esculpida em granito, seus olhos azuis gélidos fixos em Lyra. A batalha interna em seu semblante era quase palpável: a esperança, um fio tênue e perigoso, lutava contra o medo arraigado de uma maldição que o havia assombrado por séculos. Ele havia se fechado para o amor, para a conexão, para qualquer vislumbre de felicidade, convencido de que seu destino era a solidão, um preço amargo por um erro que não era seu. Mas ali estava ela, Lyra Meadow, uma bruxa em treinamento, sua Luna, oferecendo não apenas uma saída, mas uma parceria, uma chance de reescrever um destino que ele considerava selado.Lyra, por sua vez, não vacilou. Ela o observava com uma mistura de determinação e compaixão, ciente do peso de suas palavr
Determinada a entender a maldição e a complexa teia que a ligava a Elias, Lyra começou sua própria pesquisa. Ela vasculhou os antigos tomos do Coven, buscando referências a maldições de linhagem e a formas de quebrá-las. Quanto mais ela lia, mais percebia a profundidade do sofrimento de Elias e a gravidade da situação. A maldição não era apenas sobre a incapacidade de encontrar uma Luna; era sobre a negação do amor, da conexão, da própria essência de um lobisomem.Enquanto isso, na Thorne Industries, Elias lutava contra a crescente perturbação que Lyra causava em sua vida. Ele tentou se concentrar nos negócios, nas fusões e aquisições, mas a imagem dela, seus olhos curiosos e sua energia vibrante, o assombravam. A pontada em seu peito, antes uma dor familiar, agora era um anseio, uma fome que ele não ousava reconhecer. Ele se pegava observando-a nas reuniões, admirando sua inteligência e sua paixão, e a cada vez, a culpa o corroía. Ele a havia afastado, a havia tratado com frieza, tud
O choque do primeiro contato visual com Elias Thorne reverberou em Lyra muito depois que a reunião de apresentação dos estagiários terminou. Era mais do que a simples admiração por um homem poderoso; era uma ressonância, um eco de algo profundo e antigo que ela não conseguia decifrar. Enquanto os outros estagiários se dispersavam, animados com as perspectivas de suas novas funções, Lyra permaneceu por um momento, sentindo a energia residual na sala. Era a alcatéia, ela sabia, mas havia algo mais, algo que a puxava para Elias de uma forma que a deixava intrigada e um pouco assustada.Nos dias que se seguiram, a vida na Thorne Industries se tornou uma rotina de aprendizado intenso. Lyra mergulhou de cabeça nos projetos, absorvendo cada nova informação como uma esponja. Ela era inteligente, dedicada, e sua mente ágil rapidamente se destacou entre os demais. Elias, por sua vez, observava-a de longe. Ele tentava manter a distância, a muralha de frieza que havia construído ao longo dos sécu
O arranha-céu de vidro e aço da Thorne Industries perfurava o céu cinzento da Filadélfia como uma agulha afiada, um monumento à ambição e ao poder. No último andar, atrás de uma mesa de ébano polido que parecia absorver a luz, Elias Thorne observava a cidade se estender abaixo, um tapete cintilante de luzes e sombras. O burburinho da metrópolis, que para a maioria era um sinal de vida, para ele era apenas um ruído distante, um eco vazio em sua existência. Ele era o CEO de um império multinacional, um lobisomem Alfa de uma das mais antigas e poderosas alcatéias da Pensilvânia, e ainda assim, sentia um vazio que nenhuma fortuna ou poder poderia preencher.Seus olhos, de um azul gélido que raramente traía emoção, varriam o horizonte. A maldição. Era ela que o acompanhava como uma sombra persistente, um fardo invisível que pesava mais do que qualquer responsabilidade corporativa. Ele já havia encontrado sua Luna, Maressa, mas a mesma bruxa vingativa que amaldiçoou sua mãe a tirou dele, co
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