Mundo ficciónIniciar sesiónClare sofre com a perda dos pais, que foram brutalmente assassinados. A única testemunha é a própria Clare, mas seu bloqueio psicológico a fez "esquecer". Ela muda de cidade, de casa, de colégio... Tudo por uma vida pacata. David apenas quer uma vida normal, sem machucar ninguém novamente.
Leer más*POV AUTOR*
"Não queria abandonar meus amigos. Ir para um lugar novo implica isso, pessoas novas, hábitos novos, sensações novas.Tudo aqui me lembra eles. Estou cansada dos olhares de pena que as pessoas me lançam." Pensou Clare dentro do trem. Seu estomago dava voltas de ansiedade em ver sua avó. Já não se viam á sete meses, desde o enterro. Ela só queria chegar e acabar com essa angústia. Só sua avó conseguiria fazê-la se sentir melhor.Já podia até sentir o cheiro dela, flor de cerejeira. Ela aspirou o ar. Um cheiro de brisa fresca invadiu sua narina. Se virou para a porta de sua cabine e ele estava lá. – Posso ficar aqui?- perguntou o rapaz sério.- Aqui foi o único lugar com menos pessoas que encontrei. Prometo que não vai perceber que estou aqui. Só quero descansar um pouco. – Ok.- disse se virando para a janela. Ela viu seu reflexo fechar a porta e se deitar. Conseguiu ver bem. Ele era alto, de pele morena, cabelos negros, olhos que pareciam duas psinas. E o sorriso que ele deu em agradecimento fez o coração da Clare disparar. Desde que terminara com Troy não olhara para nenhuma pessoa. Mesmo que quisesse não conseguiria, suas sessões de terapia exigiam muito. Quis afastar seus pensamentos da presença dele e do seu cheiro. Relaxou e acabou dormindo. Acordou com o barulho dos freios do trem. Olhou pela janela e encontrou sua avó esperando. Se levantou, pegou sua mochila e já ia sair da cabine, mas viu que o rapaz estava dormindo ainda. – Chegamos.- disse alto para ele ouvir, mas não deu resultado. Ela se curvou em cima dele e deu uma leve chacoalhada nele. – Ei, chegamos. Ele segurou com força seu pulso. Ela se assustou com aquilo. A expressão dele era de fúria e confusão. – Me solta!- ela disse puxando o braço. Ele percebendo o que havia ocorrido a soltou com vergonha do que acontecera. – Me desculpe.- disse seco. Ela se levantou apressada e saiu dali correndo. "É isso que eu ganho em tentar ajudar". Pensou enquanto corria para os braços de sua avó. – Vamos querida, vamos pra casa.- disse a senhora. Entraram na casa, Clare já conhecia aquele lugar. Sempre gostou de passar noites em volta da lareira ouvindo as histórias que seu avô lhe contava. – Vó, vou tomar um banho. – Vou preparar um lanchinho pra você. Clare subiu as escadas e foi para o quarto que sempre dormia quando passava as férias lá. Parou na porta. Sua avó havia mudado o quarto. Não tinha mais a beliche que dividia com sua prima Joana ou seu primo Jefferson. Agora tinha uma única, grande cama. A direita do quarto havia uma porta que dava ao banheiro. Á esquerda o guarda roupa. Em frente a janela, uma escrivaninha com alguns livros e um retrato dela com os primos. Entrou no banho. Ficou pensando na nova vida que levaria ali, aquilo era um recomeço. *** – Clare, visita!- chamou a senhora no pé da escada. " Visita? Deve ser mais um vizinho vindo dar boas vindas." Ela respirou fundo e desceu as escadas. Na sala viu duas pessoas, uma garota de cabelo curto, olhos verdes, não muito diferente de Clare e um brilho de felicidade no olhar. O outro era um garoto, que sorriu quando Clare entrou. – Joana!- abraçou Clare.- Jeff!- abraçou o garoto, forte de cabelo castanho e sorriso maroto. Não se lembrava dele ser tão grande daquele jeito. – Já faz algum tempo que moramos num apartamento perto da escola.- começou Joana enquanto se sentavam.- Jeff ganhou ganhou uma bolsa de estudos para jogar no time da universidade. Mamãe não deixaria ele morar sozinho. Sabe como são os garotos, não sobreviveriam sem nós.- riram. – Sério! Isso é ótimo, pelo menos posso dizer que já conheço alguém nesta cidade. – Família não conta.- retrucou Jeff passando o braço em volta de Clare e puxando-a para o seu peito. – Viemos te buscar para comprar o uniforme da escola.- Joana se levantou pegando sua bolsinha. – Não sem antes comerem um pedacinho de bolo.- a senhora entrara sorridente com uma bandeja. – Vovó, a senhora adivinhou meu pensamento.- disse Jeff pegando a bandeja e colocando-a numa mesinha e beijando a avó.- Como consegue?- piscou devorando um pedaço do bolo. ******POV CLARE "Não, não pode ser... de novo... não" eu pensava enquanto me acalmava nos braços do David. - Ele está vivo!- exclamou Jeff. Me agachei perto de Chuck colocando o ouvido para ouvir sua respiração.- David, me ajude à levar ele para dentro.- pediu Jeff. Deitaram Chuck no carpete felpudo do chão. David abriu devagar a camisa ensanguentada do Chuck e fez uma cara de tristeza. - Droga! - falou sentando no chão colocando as mãos na cabeça. - O que foi David? Por que "droga"?- falei desesperada. - Ele foi mordido.- as palavras de David soaram como lamento. - O que aconteceu aqui Clare?- Jeff me olhava preocupado.- Você se transformou, não foi? Um murmuro veio do corpo no carpete. - Temos que fazer alguma coisa, ou ele vai sangrar até morrer.- informou David.- Posso usar teu celular Jeff?- este lhe entregou o aparelho.- Alô, tio? Encontramos ela. Guan está ainda ai?- disse andando pela sala.- Preciso de vocês, tem alguém mordido, se não agirmos, ele morrerá logo. E
*POV AUTOR Clare não pensava encontrar Chuck naquela mercearia. Antes mesmo que ela falasse ou pudesse dizer qualquer coisa, ele capturou sua boca, dando-lhe um beijo apaixonante e cheio de saudades. - Chuck!- ela cortou o beijo envergonhada pelas pessoas que os olhavam ali. Então...como foi sexta?- disfarçou pegando o saco de farinha do chão. - Até que foi legal. Queria você lá comigo, ai seria perfeito.- sorriu evidenciando suas covinhas . - Hum.- ela se virou para ir ao caixa pagar pela compra. - Mas compensaremos hoje. Vou te levar em um lugar. Garanto que vai gostar.- passou o braço em volta dos ombros da garota indo com ela ao caixa. Ela não sabia o que dizer á ele. Clare gostava de Chuck. Se sentia bem ao lado dele. Gostava dos carinhos, dos beijos, do sorriso e suas covinhas... ele não a tratava como "a coitadinha que perdeu os pais". Ele a fazia sentir forte, preparada pra qualquer rasteira que a vida pudesse lhe dar. Sentia tudo isso por ele. No entanto tinh
*POV CLARE Chegamos em casa (David e eu), o almoço já estava acontecendo. - Vocês demoraram. - Jeff falava colocando algumas folhas verdes em seu prato. - Sentem-se, vou pegar mais pratos.- minha avó se levantou indo ao armário. Me sentei ao lado do Jeff depois de beijar seu rosto. David ficou á minha frente ao lado do seu tio. Vovó ficou na ponta. - Como você está?- Jeff afagava minha mão por baixo da mesa. - Bem, na medida do possível.- passar a manhã relaxando me fez bem.- Ainda estou digerindo toda essa coisa. - Onde vocês foram?- Vovó se manifestou maternal. - Ãm, David me levou em um lugar pra me ensinar a controlar a "coisa".- corei olhando pra David me lembrando do que ocorrera depois do treino. - E como foi?- indagou Jeff olhando pra David. - Foi bom. O zumbido no meu peito está quase imperceptível. - Ela se saiu muito bem.- David cortou piscando pra mim. "Por que ele faz isso comigo?" - Isso é muito bom querida!- exclamou vovó. -Posso falar com você ?- sussur
*POV DAVID Enfim contamos a verdade para Clare. Quase me desesperei quando ela começou a perder o controle. Daria tudo pra que ela não passasse por isso. Mas é como dizem: " é um mal necessário ". Deitei ela em sua cama, a cobri e me sentei ao lado da cama segurando sua mão. Eu devia estar muito cansado mesmo, pra acabar dormindo todo curvado. Metade do corpo na cadeira e a outra na cama da Clare. Escutei alguém me chamando, endireitei na cadeira e vi a avó de Clare com uma bandeja nas mãos. – Bom dia, trouxe o café.- informou colocando a bandeja em cima da escrivaninha.- Você deve estar faminto, venha comer.- ela falava baixo para não acordar Clare. – Obrigado.- agradeci tomando um gole de suco. – Ela não acordou de madrugada, deve ser um bom sinal.- a senhora estava agora sentada onde eu havia dormido.- Se quiser, pode descansar no meu quarto. – Eu estou bem. Se não se importa gostaria de ficar aqui até ela acordar. - eu comia um pedaço de bolo enquanto olhava para Clare.
Último capítulo