Mundo de ficçãoIniciar sessãoTiana Gonzalez, uma mexicana carismática, amável e geniosa, lutou muito para viver o sonho americano e encontrou nas Indústrias Carmichael uma oportunidade de crescer na vida e cuidar dos seus pais. Ela não sabia que as mudanças que teria de fazer na sua vida para trabalhar na nova empresa iria tomar um rumo totalmente inesperado. Lidar com seu novo chefe é mais difícil do que ela imaginava, porém, Tiana tem sangue quente, e se não for fácil para ela, também não será para ele. Anthony Carmichael nunca imaginou que teria a chance de ganhar a confiança do pai após alguns erros do seu passado, agora, à frente da nova Sede, ele fará tudo o que tiver ao seu alcance para não decepcionar sua família. Ao conhecer Tiana pela primeira vez, percebeu que a convivência com ela não seria fácil, mas ele está mais que pronto para esse desafio, e lutará muito para se aproximar da bela jovem esquentada, porque se ele achou que ganhar seu coração não seria fácil, vai entender que tem coisas que ele jamais esperaria dessa secretária Infernal.
Ler maisESSA É UMA OBRA DERIVADA DO LIVRO “FAZENDO O CEO DE CADELINHA” ACONSELHO A LER O PRIMEIRO LIVRO, PARA NÃO PERDER TODA A EMOÇÃO DA ESTÓRIA. GARANTO QUE VÃO AMAR O PRIMEIRO LIVRO.
___ Tony Ouço bips constantes à medida em que vou acordando e tentando abrir meus olhos. Minha boca está seca e meu corpo está pesado, ao mesmo tempo leve. Tento me orientar para descobrir onde estou e como cheguei até aqui. — Ele está acordando… graças a Deus meu bebê está acordando! – Ouço a voz da minha mãe enquanto sinto sua mão quente e macia no meu rosto. — Vou chamar o médico, e não o bombardeie de perguntas, querida! – A voz do meu pai me faz forçar a abrir os olhos. Mesmo tudo demorando para focar, ainda consigo ver sua silhueta saindo do quarto branco. “Por que meus pais estão aqui? Por que minha mãe parece tão preocupada?” As lembranças do dia anterior começam a vir em flashes curtos, e me forço a lembrar como se fosse um quebra cabeças. Olho para a minha mãe, que está com um rosto cansado, e me olha com expectativas, e a conhecendo como conheço, sei que está doida para saber tanto quanto eu. — Oi, meu querido, como está se sentindo? – Fala alisando meus cabelos, como fazia quando eu estava doente na minha infância. — Eu-eu estou… com sede… – Me forço a falar sentindo minha boca seca com um gosto amargo. — Vamos esperar o médico chegar, e já sabemos se pode tomar água. — Ah, não… estou num hospital? – Minha voz sai arranhando pela secura. — Você não se lembra de nada? Você chegou aqui com uma facada no abdômen, filho! As lembranças voltam com tudo sobre aquela noite. Não lembro de muita coisa, tem partes cortadas, mas definitivamente me lembro de como levei essa facada. A dor que senti quando ela entrou, como se fosse brasa quente, o choque que tive quando percebi a faca pendurada na minha barriga, o sangue escorrendo… — Filho, você precisa se lembrar de alguma coisa… foi assaltado? Se envolveu numa briga? — Magda! – A voz firme do meu pai chama a atenção dela. E o jeito que ela olha para ele, não deixa dúvidas que ele vai pagar por tê-la interrompido. — Querida, não faça perguntas agora, a polícia irá fazê-las assim que ele estiver em condições para responder. — Eu não me lembro de nada mamãe! Os dois se entreolham, mas não direi nada do que aconteceu, minha cabeça está confusa e a polícia não vai fazer nada, pois eu mesmo farei. ... MESES ATRÁS Minha vida deu uma virada gigantesca nos últimos meses, eu estava num perfeito equilíbrio. Estava noivo de uma mulher doce, estava na gerência de uma empresa de renome e voltei a ter uma boa convivência com a minha família, depois de anos me escondendo feito um rato covarde. Mas o destino me atropelou como uma locomotiva grande e pesada, revirando tudo de cabeça para baixo. Cada plano, cada momento que estava vivendo, cada conquista foi perdida, me deixando desorientado e perdido. Tinha uma noiva e ela me traiu, reencontrei um amor e ela já estava vivendo sua vida, tive um plot twist que ainda não me recuperei, mas isso é conversa para outro momento. Fui demitido por conflitos de interesse de uma amizade falsa, e era algo que convivi por muito tempo, com pessoas fazendo de tudo para tomar o que não é seu. Estou numa nova fase, uma filial da empresa da minha família foi aberta em Nova York, e serei o CEO, meu pai não consegue conter a alegria de ter seus únicos filhos tomando conta do seu negócio. Se me contasse anos atrás que eu estaria assumindo algo tão sério, não acreditaria. Achei que viveria de maneira mais leve e despreocupada, e hoje, vejo que serei responsável por algo tão grande, que não sei se darei conta. … Hoje amanheceu chuvoso em Connecticut, gerando um caos no trânsito, tive que fazer um pequeno desvio onde acabei passando por uma poça de água molhando algumas pessoas que estavam tentando correr da chuva que ainda caia, eu me amaldiçoei por isso, pois realmente não vi essas pessoas, não vi a poça de água. — Merda! - Xingo pela minha falta de atenção. Chegando na sede das Indústrias Carmichael, estaciono o carro e aguardo o elevador chegar aqui mesmo do estacionamento, o meu telefone toca e eu atendo. =LIGAÇÃO ON= — Oi Logan? — Onde você está? — Acabei de chegar, com essa chuva, o trânsito está daquele jeito. — Certo, como a última candidata não compareceu para a entrevista, você pode passar no RH e pegar uns documentos e vir aqui para conversarmos? — Passo, sim, estou aguardando o elevador já nos vemos. — Até já, irmão! =LIGAÇÃO OFF= O elevador chega, e assim que entro, meu celular vibra, olho a tela e vejo alguns e-mails novos. Leio calmamente e o elevador pára no saguão, ouço passos rápidos, como se alguém tivesse correndo, mas antes do elevador fechar completamente coloco a mão entre as portas, as fazendo abrirem novamente, ele fecha e abre em seguida, mas ainda deu tempo de ouvir uma voz do outro lado. — Segura a porta, segura… ahhh merda! Seu idiota, não custava segurar para mi… A suas palavras finais não passam de um sussurro, quando as portas se abrem a deixando muito sem graça. Com uma olhada minuciosa, vejo uma mulher latina muito bonita e toda molhada. Ela tem cabelos negrös ondulados e longos, um corpo escultural com seios fartos, cintura fina e um belo rosto delicado. Seus lábios são carnudos, grandes olhos castanhos e nariz fino, a sua blusa na cor creme está toda colada ao corpo, mostrando bem as suas curvas, deixando evidente seu sutiã de renda vermelho. Ela pigarreia, e entra quando as portas se fecham o silêncio chega ser gritante. — Obrigada e… me desculpe, é que hoje tudo parece não estar dando certo. — Por nada, sei bem como é! – Eu falo sem olhá-la, tentando ler meu e-mail. — Mas você me chamou de quê mesmo? – Pergunto voltando a olhar para ela, que fica vermelha ao me encarar. — Mais uma vez, me desculpe! — Idiota? Hahaha! – Sorrio não acreditando que ela me chamou assim e quando o elevador se abre eu saio sem olhar para trás, porque sei que ela está constrangida, e vou em direção ao R.H. Com os papeis em mãos pego o elevador para ir até a sala do Logan, ao chegar lá a sua secretária fala que o ele pediu para que eu aguardasse. Minutos depois, a porta do escritório se abre revelando ele e a bela morena que acabei de ver no elevador. — Ah, que bom você está aqui, deixa eu te apresentar a senhorita Tiana González, ela é... — Uma fofa! Me chamou de idiota agora pouco! – Falo provocando. Logan levanta uma sobrancelha e me encara sem entender, em seguida ele olha para Tiana. — Senhor Carmichael, foi um mal entendido, mas eu posso explicar! - Ela suplica ao Logan, ao mesmo tempo que me dá uma sutil olhada fulminante. — Então explica! – Falo a deixando com o seu rosto vermelho, e posso jurar que ela está muito brava. — É... como falei lá no elevador senhor, o meu dia não foi nada como esperei. Um energúmeno passou com o carro jogando água em todos, me atrasei na tentativa de me secar e acabei descontando no senhor, me desculpe! — Tony! – Ouço o Logan me chamar. – A Tiana Gonzáles será sua nova assistente em Nova York. Um sorriso cresce em meu rosto, enquanto vejo o semblante dela cair e depois se transformar em choque. Antes que eu fale algo ela começa. — Espera aí senhor, mas a vaga que vocês estão disponibilizando não seria aqui? — Por acaso não leu o anúncio, senhorita González? – Logan perguntou impaciente. — Sim senhor, quer dizer não senhor… como vi o anúncio achei que seria para essa empresa e pela excitação acabei não terminando de ler e fui correndo me inscrever para a vaga. — Mas você ainda vai querer a vaga? Será para a filial de Nova York, onde meu irmão estará à frente. Ela chega a pensar por um segundo e depois responde determinada. — Sim senhor, ficarei com a vaga, só teve esse mal entendido da minha parte! — Mais dois não é mesmo? Estou vendo que terei que ficar de olho em você, e esses mal entendidos. Primeiro não lê o anúncio, segundo me chamou de idiota, terceiro me chamou de energúmeno… — Ai meu Deus, era você?... – Seu rosto se transforma em uma carranca, mas ela respira e se acalma. – Mas não precisará se preocupar senhor… Carmichael, não se preocupe, não vai voltar a acontecer. — Então, senhorita González, como o meu irmão falou, vou estar a frente da filial, então espero que em duas semanas já esteja instalada na cidade, antes de começar as atividades. Pois suponho que não estava preparada para uma mudança. — Realmente não estava, mas vou cuidar disso agora mesmo. – Ela fala determinada. — Então ficamos assim, a minha secretária entrará em contato para mais informações detalhadas, muito obrigado e seja bem-vinda as indústrias Carmichael! - Logan encerra a reunião. — Certo, aguardarei ansiosa, e muito obrigada pela oportunidade, e me desculpem mais uma vez! “Isso será muito divertido!” Assim ela sai da sala nos deixando a sós, e quando olho para Logan, ele está com um sorrisinho de deboche no seu rosto e já sei que lá vem piada, mas antes me antecipo. —Nem vem, Logan! Vamos ao assunto que importa, na sala de reuniões. Saio da sala deixando ele rindo, mas ouço os seus passos atrás de mim. E sei que o dia vai ser longo.Tiana Júnior estava melhor, prestes a ir para casa. E eu estou ansiosa para sair deste lugar frio e sem vida. Ouvi as enfermeiras conversando enquanto eu estava no banheiro, e uma delas citou: “ uma mulher que levou uma surra” ela deu a entender que estava no quarto ao lado. Sai imediatamente do banheiro e elas se assustam, provavelmente achando que eu estava no quarto de Júnior. — Vocês estão falando da mulher que eu dei uma surra? Porque se ela estiver aqui, quero vê-la. As duas se entreolharam receosas. — A mulher que você… enfrentou… está no quarto 312. Ela está estável, está sob custódia da polícia. Não é bom a senhorita se estressar. Eu não respondi, só assenti. Parte de mim queria sentir remorso. A outra parte, a parte que guarda mágoa, o sangue mexicano quente, que minha mãe sempre dizia que eu herdara, ainda queimava de raiva. Eu não me arrependia, nem um pouco. Mas a curiosidade, misturada com o medo, me consumia. O que ela estava sentindo agora? Raiva? Vergonha? Me
Júnior Tiana não saia do meu lado nenhum minuto sequer. Só saia quando minha mãe estava aqui e a noite porque não poderíamos dormir juntos.A porta abriu e dois policiais entraram, expressões sérias. Um deles, o mais velho, segurava um bloco de notas.— Senhor Carmichael, desculpe incomodar. Precisamos fazer algumas perguntas sobre o ataque. O agressor estava encapuzado, mas temos imagens das câmeras do prédio. O senhor reconheceu a voz? Alguma característica?Eu fechei os olhos por um segundo. A voz ainda ecoava na minha cabeça. Mas eu não queria dizer nada ainda. Não sem provas.— Não reconheci a voz. Estava escuro e só vi o capuz e a faca.O policial assentiu.— Estamos investigando. A mulher que você e sua esposa enfrentaram antes, Ingrid, está sendo ouvida. Ela nega envolvimento, mas temos a gravação antiga dela. Vamos cruzar tudo, e se houver conexão com o ataque, vamos descobrir.Tiana apertou minha mão, eu senti o corpo dela tremer de novo.— Obrigado — murmurei. — Só… protej
Junior Quando acordo de novo, o quarto está mais escuro. Luz suave de abajur, o bip do monitor ainda constante. Eu abro os olhos devagar, sentindo a dor no abdômen como uma brasa acesa, mas suportável.E ela está ali. Tiana.Sentada na cadeira de rodas ao lado da cama, pálida, olhos vermelhos e inchados, cabelo preso num coque bagunçado, vestindo uma blusa larga do hospital. Ela segura minha mão direita com as duas dela, como se tivesse medo de soltar. Quando vê que eu acordei, as lágrimas voltam a cair.— Junior… — sussurra, voz quebrada e trêmula.Eu tento falar, mas a garganta está seca. Consigo só um som rouco, com um bolo de dor e alívio entalada.— Você… está bem?Ela balança a cabeça, chorando baixo.— Me perdoa… me perdoa, amor… é tudo culpa minha…Eu franzo a testa, confuso. Tento me sentar, mas a dor me faz gemer. Ela se levanta rápido gemendo de dor e ajuda a ajustar o travesseiro atrás de mim.— Culpa sua? Do que você tá falando?Ela senta na beira da cama, ainda segurand
TianaAcordei com uma dor profunda, que não estava só no corpo. Era como se alguém tivesse arrancado algo de dentro de mim enquanto eu dormia. O quarto do hospital era branco demais, frio demais. As luzes fluorescentes incomodavam meus olhos pela extrema claridade. Eu pisquei devagar, tentando entender onde estava. O braço direito doía por causa do acesso venoso. A barriga… a barriga parecia estranhamente leve, vazia.Uma enfermeira se aproximou com um sorriso gentil, mas cauteloso.— Senhorita Gonzalez, você acordou. Como se sente?Eu tentei falar, mas a voz saiu rouca, quase inaudível.— Junior… onde está o Junior?Ela hesitou, depois segurou minha mão com delicadeza.— Seu namorado está na UTI. Estável, a cirurgia correu bem. Ele perdeu muito sangue, mas está respondendo ao tratamento.Eu fechei os olhos suspirando, e o alívio veio primeiro, que ele estava vivo. Depois veio a outra sensação, a que eu estava tentando ignorar desde que acordei. A dor no ventre não era só da facada em
Último capítulo