CAPÍTULO 06

— Obrigada… — murmurou. Hesitou, como se lutasse consigo mesma para decidir se falava ou não o que lhe ia no coração. — Mas… estiveste acordado este tempo todo?

— Sim. — respondeu sem demora.

— Não devias. Faz mal ficar sem dormir.

Ele deu um passo em frente.

Era a primeira vez, desde o noivado, que trocavam palavras que não estavam ligadas a obrigações, aparências ou protocolos.

Era uma conversa simples, mas carregada de algo novo.

— Fiquei acordado para o caso de precisares de mim.

Afirmou, como se fosse uma verdade inquestionável.

Darya fitou-o, surpresa. As palavras, tão banais em aparência, soaram-lhe como algo impossível. Ninguém, desde a morte do pai, mostrara tal cuidado. Sempre fora ignorada, silenciada, como se a sua dor não tivesse importância. Engoliu em seco, sentindo o coração tremer.

Quis dizer o quanto aquilo significava. Quis agradecer de forma mais profunda. Mas a voz interior, moldada por anos de rejeição, cortou-lhe as intenções: não fales demais, nã
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