Mundo ficciónIniciar sesiónQuando Emily Carter, uma jovem determinada e desesperada por dinheiro, aceita a vaga de babá na isolada Mansão Rocha, não imaginava que entraria em um mundo de controle, desejo e segredos sombrios. Victor Rocha, o proprietário da mansão, é um homem dominante e controlador, que impõe regras rígidas, não apenas para a babá, mas também para sua filha, Mel, uma menina doce e meiga que se esconde atrás da rigidez do pai. Entre horários impossíveis, toques proibidos e olhares que queimam, Emily se vê dividida entre medo, desejo e culpa, enquanto tenta proteger Mel e sobreviver aos jogos emocionais de Victor. Em uma casa onde coisas estranhas acontece e nada é o que parece, quem está no controle realmente: Victor, Emily… ou o próprio coração?
Leer másIntrodução
Eu não estava procurando um emprego. Eu estava procurando uma saída. As contas se acumulavam, os avisos se tornavam cada vez mais urgentes, e a sensação de fracasso me acompanhava até nos momentos de silêncio. Quando a vaga surgiu, contratação imediata — não fiz perguntas demais. Respondi ao anúncio imediatamente. O endereço era isolado, mas o salário era alto; no momento, isso era suficiente. A casa ficava longe da cidade, escondida entre árvores altas e uma estrada estreita que parecia não levar a lugar nenhum. Assim que a vi ao longe, a Mansão Rocha se erguia como um monumento silencioso sobre a colina: isolada, imponente, fria. Jamais imaginaria que um simples anúncio de emprego pudesse me levar até aquele portão preto e imponente, muito menos que encontraria uma vida inteira à espera de minhas decisões atrás das paredes de pedra. Mas eu precisava desse emprego. Desesperadamente. Cada conta, cada dívida, cada sonho não realizados pesava mais do que a própria coragem. Quando Victor Rocha apareceu para a entrevista — elegante, sério, frio — e mencionou a razão da contratação, cuidar de sua filha, Mel, senti como se uma luz tivesse se acendido no fim do túnel. Mel era uma menina de sete anos, doce, meiga, cheia de energia e curiosidade, mas que se retraía sob o rigor do pai. Senti imediatamente uma conexão, uma necessidade de proteger aquela pequena vida que parecia perdida entre regras e silêncio. Não imaginaria que, ao cruzar o portão da mansão, eu não entraria apenas em um trabalho, mas em um mundo onde controle, desejo e perigo se misturavam — algo que pairava no ar e no olhar daquele homem sobre mim. Capítulo 1: Emily O carro rangeu no portão da Mansão Rocha, e meu coração disparou. Tive a sensação de que não estava entrando apenas em uma casa, mas em algo que prometia mudar minha vida de maneiras que eu ainda não conseguia compreender. O anúncio dizia “babá residente” e oferecia muito mais do que eu esperava. Mas dinheiro não é tudo — ou talvez, naquele momento, fosse exatamente tudo. A estrada estreita se perdia entre árvores altas, e a mansão surgia cada vez maior, silenciosa e impassível, como se me observasse, avaliando cada passo meu antes mesmo de eu atravessar o portão. Respirei fundo. Cada fôlego era pesado, carregado de expectativa e medo. Por que aquela oportunidade parecia tão perigosa e irresistível ao mesmo tempo? Então ele apareceu. Victor Rocha. Alto, impecável, frio. Nada em seu semblante entregava gentileza, mas havia algo que pesava mais que qualquer sorriso poderia oferecer: poder. — Emily Carter — disse, olhando-me como se pudesse enxergar dentro de mim. — Sim — respondi, engolindo em seco, tentando soar confiante. — A vaga é para cuidar da minha filha — explicou, direto. — Ela se chama Mel. Sete anos. Alegre, curiosa, mas precisa de limites. Meu estômago apertou. Já sabia que aquela menina seria o centro de tudo. Meu trabalho, minha culpa, minha responsabilidade… e, talvez, minha razão para ficar. Victor me conduziu pelo corredor longo, cada passo ecoando na casa silenciosa. O ar parecia mais pesado, quase carregado de expectativa. Ele não me dava sorrisos; apenas observava. Cada detalhe, cada hesitação minha, parecia registrado. Finalmente, chegamos a uma sala iluminada por uma luz suave. No centro, Mel brincava com bonecas, concentrada, como se nada pudesse quebrar aquele momento. Assim que me viu, os olhos dela brilharam, e um sorriso tímido se abriu: — Oi… você vai brincar comigo? — perguntou, voz doce e meiga. Agachei-me para ficar na altura dela. — Oi, Mel! Claro que sim. — Senti um aperto no peito, consciente de que aquela pequena vida agora dependia de mim. Victor permaneceu à porta, observando, quase imóvel. — Ela só se abre assim quando se sente segura — disse. — Precisa que continue assim. Silêncio e controle são essenciais. Mel aproximou-se e segurou minha mão com delicadeza. — Você vai ficar comigo? — sussurrou. — Vou sim, Mel — respondi, sentindo uma mistura de proteção e receio que não conseguia decifrar. Victor me lançou um último olhar antes de se afastar. — Aceita mais do que um emprego — disse. — Aceita responsabilidade total: rotina, cuidado… e, principalmente, ela.Victor A decisão veio antes do amanhecer. Não foi dramática. Foi prática. E exatamente por isso, dolorosa. Arrumei a mala em silêncio, escolhendo apenas o essencial. Reuniões fora da cidade. Dois dias. Talvez três. Trabalho suficiente para justificar o afastamento — e tempo suficiente para tentar reorganizar o que eu tinha bagunçado. Antes de sair, parei diante do quarto de Mel. Entrei devagar. Ela dormia de lado, abraçada ao travesseiro, respirando tranquila. Ajoelhei ao lado da cama, ajeitei uma mecha de cabelo em seu rosto. — Papai vai viajar — murmurei, mesmo sabendo que ela não ouviria. — Mas volto logo. Fechei a porta com cuidado. No corredor, encontrei Emily. Ela estava parada, como se já soubesse. — Você vai sair cedo — disse. — Vou viajar — respondi. — Trabalho. Ela assentiu. Nenhuma pergunta. Nenhuma acusação. Isso doeu mais do que qualquer confronto. — Mel sabe? — perguntou. — Ainda não. Você pode dizer a ela. — Claro. O silêncio se estendeu entre nós.
Victor Esperei ouvir a porta do quarto dela fechar. Esperei tempo demais. O silêncio da mansão voltou a me pressionar o peito — aquele silêncio que só existe quando algo importante está sendo evitado. Subi as escadas sem pensar. Não por impulso. Por decisão. A porta do quarto de Emily estava encostada. A luz, baixa. Bati uma vez. Curto. Formal demais para o que eu sentia. — Emily. Ela abriu a porta devagar. Os olhos ainda carregavam o resto da conversa que não terminou no restaurante. Nem comigo. Nem com o outro. — Você não devia estar aqui — disse, mas não se afastou. — Eu sei. Fiquei à porta. Mantive distância por dois segundos inteiros. — Você não estava bem quando chegou — continuei. — E eu não sou bom em fingir que não vejo. Ela respirou fundo. — Isso não é seu papel. — É — corrigi. — Desde que você entrou nessa casa. O silêncio se estendeu. Perigoso. — Eu não posso fazer isso de novo — ela murmurou. — Não depois de hoje. — Eu não vim repetir — respond
Emily Os dias seguintes se organizaram numa rotina cuidadosa demais. Victor manteve distância. Eu mantive profissionalismo. E Mel… Mel tentava nos costurar com perguntas simples demais para serem inocentes. — Você dormiu mal de novo — ela disse numa manhã, me observando enquanto eu preparava o suco. — Como sabe? — Você pisca diferente quando está cansada. Sorri, surpresa. — Deve ser coisa da sua cabeça. Ela negou com convicção. — Não é. Papai pisca assim também. Aquilo me atravessou mais do que deveria. Victor entrou na cozinha nesse instante. Parou ao ouvir a última frase. — O que eu faço? — perguntou ele. — Pisca estranho — Mel respondeu, rindo. Victor olhou para mim. Por um segundo, quase sorriu. Quase. Depois o controle voltou ao lugar. Victor Eu estava falhando em algo básico: fingir normalidade. Emily fazia tudo certo. Distância correta. Tom correto. Nenhum passo fora da linha. E ainda assim, a casa parecia desalinhada. Mel estava melhor fisicamente,
Victor Ficar foi mais difícil do que pedir. Emily permaneceu parada no meio do quarto, como se qualquer passo pudesse quebrar algo invisível entre nós. Não havia clima de desejo. Havia exaustão. Verdade. Medo mal resolvido. Mel dormia profundamente, respirando com dificuldade leve, mas estável. Aproximei-me da cama. Passei a mão pelos cabelos da minha filha com cuidado quase reverente. — Eu falhei com ela — murmurei. Emily se aproximou devagar. — Não. Você só tentou ser tudo sozinho por tempo demais. Fechei os olhos. — A casa sempre foi grande demais quando ela fica doente — continuei. — O silêncio vira ameaça. Emily não respondeu. Mas sentou-se na poltrona ao lado da cama. Presente. Firme. Aquilo fez algo em me ceder. Não era desejo. Era alívio. Emily Eu sabia que ficar mudava tudo. Mas sair mudaria mais ainda. Victor parecia menor ali. Não fraco — humano. Um homem que construiu muralhas e agora não sabia onde apoiar o peso quando elas rachavam. — Você não pre
Levei outra mulher naquela noite. E mais uma depois. Nenhuma ficou. Todas eram iguais no fim: Tentavam preencher um espaço que não entendiam. Emily passava por mim nos corredores com educação impecável. Profissional. Fria. Aquilo me irritava mais do que qualquer confronto. Ela estava erguendo um muro. E eu odiava muros que não podia atravessar. Uma noite, ao voltar mais cedo do que o habitual, ouvi vozes na sala. Emily e Mel. — Promete que nunca vai embora? — Mel perguntou, a voz sonolenta. — Eu prometo ficar enquanto você precisar de mim — Emily respondeu, suave. Parecia simples. Mas não era. Porque eu ouvi ali algo que não me incluía. E isso doeu mais do que deveria. Emily Naquela noite, quando fui para o quarto, encontrei a porta entreaberta. Victor estava ali. Sem paletó. Sem máscara. — Você está afastando Mel de mim — disse, direto. Meu corpo ficou tenso. — Eu jamais faria isso. — Então por que ela só fala de você? — Porque eu estou aqui — respondi. — Pre
Victor Quando finalmente nos afastamos, o corpo ainda em alerta, o coração descompassado, eu soube: Nada tinha sido casual. Nada tinha sido esquecido. A praia ficou para trás. Mas algo em nós tinha atravessado um limite irreversível. Victor Depois que vi aquela buceta molhada e sentir com os meus dedos o controle que tinha acabou, por mim eu passa 24 fudendo ela, e os gritos dela meus Deus me deixou mais louco como um louco sem controle, essa mulher não tem ideia do que vou fazer com ela de agora em diante. Enquanto a levava de volta ao carro, uma única certeza me acompanhava: Eu não tinha acabado de tomá-la. Eu tinha acabado de perdê-la para sempre… O carro ainda estava parado quando o silêncio ficou insuportável. O som distante do mar parecia um lembrete do que quase tinha acontecido — do que ainda vibrava entre nós. Victor foi o primeiro a se mover. Ele virou no banco, apoiando um braço atrás do meu encosto, criando uma prisão suave, calculada. Não me tocou de imediat
Último capítulo