Mundo ficciónIniciar sesiónRenata tem a vida destruída ao flagrar o noivo na cama com a própria meia-irmã. Órfã de mãe e rejeitada pelo pai, que insiste em um casamento de aparências, ela rompe o noivado e abandona a casa onde cresceu. Sem ter para onde ir, encontra abrigo na casa da madrinha — uma mulher simples, de coração generoso, que lhe oferece um quarto, trabalho em sua lanchonete e a chance de seguir o sonho recém-conquistado: cursar Medicina, porém, é forçada a encarar o passado no casamento do ex-noivo com a irmã. É ali que conhece Rafael, um médico de olhos azuis intensos, que a protege da hostilidade do pai, das provocações da irmã e da crueldade do homem que quase destruiu sua vida. Entre conversas, danças e um beijo inesquecível, nasce uma conexão intensa — livre de promessas, marcada pelo desejo e pela proteção. A distância, as ameaças do passado e a decisão de Rafael de seguir uma formação no exterior impedem que esse sentimento se transforme em compromisso. Anos depois, formada e mais forte, Renata aceita um trabalho em Itajubá. O que ela não imagina é que o destino a colocará novamente frente a frente com o único homem que a fez se sentir segura quando tudo estava desmoronando. E alguns amores não terminam — apenas esperam o momento certo para recomeçar. Livro 2: Anthony é médico-diretor de um grande hospital e aprendeu a manter o coração trancado. Marcado por perdas, ele vive sem promessas e sem raízes. Após um episódio violento, é forçado a aceitar ajuda em sua própria casa. Rosângela surge intensa, reservada e cheia de segredos. A convivência desperta uma atração que nenhum dos dois planejou. Entre silêncios, desejo e feridas abertas, o passado ameaça interferir. Amar pode ser o risco que eles nunca quiseram correr.
Leer másAnthony Assim que ela seguiu em direção à recepção, eu virei para o outro lado do corredor.Caminhei até a sala do Rogério sem bater, abrindo a porta com a intimidade de sempre.— Oxente… — ele levantou o olhar na mesma hora, surpreso. — O que é que tu faz aqui?Soltei um riso de canto, entrando.— Vim acompanhar a Rosângela. Ela tá fazendo entrevista com o Leonardo.Ele arqueou a sobrancelha.— Oxe… então ela vai trabalhar aqui?— Vai. Vai trabalhar com o Leonardo.Rogério balançou a cabeça, rindo.— Rapaz, eu não sabia disso não.Dei de ombros, me jogando na cadeira à frente da mesa dele.— Eu também não. Descobri agora.Ele riu mais uma vez, se recostando na cadeira.— E aí… — cruzou os braços, me analisando — como é que tá essa vida de casado?Passei a mão na barba, soltando um suspiro leve… mas com um sorriso que eu nem tentei esconder.— Tem alguém pra atender agora?— Não, tô de boa. Fala.Inclinei o corpo pra frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.— Tem sido uma loucura…
Rosângela Eu estava completamente atrasada, despenteada e com o cheiro dele impregnado em cada poro.Anthony ergueu o rosto do meu pescoço devagar, os olhos ainda carregados… mas agora mais calmos, satisfeitos.— A entrevista… — murmurei, ainda tentando organizar meus pensamentos.Ele soltou um riso baixo.— A gente definitivamente se empolgou.Sorri, passando a mão pelos cabelos.— Um pouco.Ficamos em silêncio por alguns segundos, daquele jeito confortável… sem peso, sem dúvida. Só nós.Então ele se levantou da cama e estendeu a mão pra mim.— Vem.— Pra onde?— Banho. Você não vai chegar lá assim, né?Olhei pra mim mesma e ri.— Justo.Segurei a mão dele e me deixei puxar. Entramos no banheiro juntos, e logo o som da água preenchia o ambiente. O vapor começou a subir, criando aquele clima quente e acolhedor.Anthony me puxou pela cintura, me encaixando contra o corpo dele debaixo do chuveiro.Dessa vez não havia urgência.Só cuidado.As mãos dele deslizavam devagar pelos meus braç
Rosângela — Anthony... eu... — minha voz sumiu, transformada em um suspiro agudo.Ele não parou. Pelo contrário, intensificou o contato, sugando com uma força que me fez perder o chão. O prazer veio como uma onda gigante, começando na base da minha espinha e explodindo em cada terminação nervosa.Eu travei. Meus dedos cravaram no couro cabeludo dele enquanto o primeiro espasmo me atingia.— Isso... — ele murmurou contra a minha pele, a voz abafada, mas sentindo cada tremor meu.Eu gozei. Forte. Desesperadamente.Senti meu corpo relaxar contra o colchão enquanto as contrações vinham uma atrás da outra, despejando tudo na boca dele. O Anthony não se afastou; ele saboreou cada segundo, mantendo o rosto colado a mim, bebendo do meu prazer como se fosse o néctar mais precioso do mundo.O silêncio que se seguiu no quarto era preenchido apenas pela minha respiração ruidosa e descompassada. Meus olhos estavam fechados, e a sensação de flutuar era quase real.Senti quando ele subiu de
Rosângela Subi as escadas sentindo o peso do olhar dele nas minhas costas. No café, eu tinha deixado claro: ia tomar um banho e sair para ver um emprego. Naquele momento, o Antony parou tudo. Ficou me olhando, com aquele jeito de quem não conseguia entender por que eu estava escolhendo o caminho mais difícil.— Não precisa você ir, pimentinha... — ele disse, com a voz baixa — eu te dou o que você estiver precisando.Eu sabia que, para ele, era simples assim. Mas para mim, não.— Eu sei, Anthony... mas eu quero.Ele não insistiu mais lá embaixo, apenas assentiu, mas aquele silêncio dele dizia muita coisa.Entrei no quarto, fui direto para o banheiro e deixei a água levar um pouco da ansiedade. Eu precisava me sentir útil, precisava do meu próprio espaço. Quando terminei, me enrolei na toalha e saí, ainda secando o rosto.Parei de repente.O Anthony estava lá. Sentado na cama, me esperando.— Pensei que você já tivesse descido — falei, sentindo meu corpo reagir à presença dele










Último capítulo