Victor
Fechei a porta do quarto com mais força do que pretendia.
O silêncio me recebeu. As inteiras pareciam observar, cúmplice daquele momento em que eu não precisava manter a máscara de homem intocável, dono de si, senhor absoluto das regras que ele mesmo criara.
A imagem dela não me deixava.
Minha doce Emily encostada na bancada da cozinha.
O leve tremor no corpo quando ele se aproximou.
O olhar dividido entre resistência e entrega.
Ela não havia recuado.
Esse era o problema.
afrouxou a gravata, jogando-a sobre a poltrona. O paletó veio em seguida. Cada movimento era tenso, contido, como se o próprio corpo exigisse algo que eu vinha negando há tempo demais.
Atravessou o quarto até a cama, passando a mão pelos cabelos, respirando fundo. Mas o ar não bastava, meu pau estava duro e eu só pensava em fuder com ela na quela cozinha.
Fechou os olhos.
E ela estava lá.
A forma como o corpo dela reagira ao toque.
A respiração falha.
A tentativa inútil de parecer