Mundo ficciónIniciar sesiónAssenti, e naquele instante, compreendi: não havia volta.
A Mansão Rocha não era apenas uma casa. Era um campo de batalha silencioso, onde cuidado, desejo e controle se misturavam. Victor ditava as regras, e Mel… Mel era minha razão para obedecer e minha culpa em potencial. Enquanto ela se aninhava junto a mim, senti que, a partir daquele momento, minha vida jamais seria a mesma. Ele seguiu me guiando pelo corredor, silencioso, deixando um rastro de autoridade e mistério. Os corredores da Mansão Rocha estavam silenciosos, cada passo meu ecoando como um lembrete da decisão que estava prestes a tomar. Victor me conduziu até seu escritório, elegante, organizado, frio. Sobre a mesa, uma pasta com o contrato me esperava, e senti o peso da responsabilidade ao pegar aquele documento. — Aqui estão os termos — disse ele, com a voz firme. — Leia com atenção. Cada cláusula define suas responsabilidades, horários e regras com Mel. Peguei a caneta, respirando fundo. Cada palavra reforçava em minha mente que eu não estava apenas aceitando um emprego; estava aceitando ser submissa a tudo que aquele homem quisesse, como se não fosse apenas uma babá, mas algo sobre o qual ele teria total controle. — Entendi — murmurei, assinando cada página com cuidado. Victor recolheu o contrato, seus olhos frios fixos em mim. — Muito bem. Amanhã começará oficialmente — disse, pausando para estudar minha expressão. — Hoje, não há necessidade de levar Mel ou iniciar nada. Apenas vá para casa, descanse, e retorne amanhã. Meu coração apertou. Eu queria começar imediatamente, estar ao lado da menina, protegê-lo, mas obedeci. — Sim, senhor — respondi, tentando manter a voz firme. Ao sair do escritório, Mel me esperava no corredor. Seus olhos grandes e brilhantes me fixaram. — Você vai voltar, né? — perguntou, a voz trêmula de esperança. Sorri, ajoelhando-me para ficar à altura dela. — Sempre, Mel. Amanhã estarei de volta para brincar e cuidar de você. Prometo. Ela soltou um risinho tímido, mas os olhos ainda refletiam o medo que a disciplina rígida do pai impunha. — Não traga nada estranho, certo? — disse Victor, surgindo atrás dela, o tom firme cortando a doçura do momento. Assenti, sentindo a tensão subir. — Nada, senhor. Apenas voltarei amanhã. Mel me segurou pela mão, e eu percebi, novamente, a mistura de afeto e responsabilidade que agora me prendia àquela pequena vida. — Até amanhã — sussurrei, apertando sua mão. Enquanto caminhava de volta para minha própria casa, a estrada estreita e silenciosa parecia mais longa do que nunca. Cada passo lembrava-me da promessa feita, do contrato assinado, e do fato de que, amanhã, minha vida entraria de vez em um mundo de regras, controle e olhares intensos. O peso da responsabilidade me acompanhava, mas algo em meu peito dizia que não conseguiria recuar. Pude sentir que Mel precisava de mim, e, de certa forma, eu já precisava dela, com esses pensamentos peguei no sono amanhã será um grande dia, não sei o que me espera naquela casa.






