continuação...
Levei outra mulher naquela noite.
E mais uma depois.
Nenhuma ficou.
Todas eram iguais no fim:
Tentavam preencher um espaço que não entendiam.
Emily passava por mim nos corredores com educação impecável. Profissional. Fria. Aquilo me irritava mais do que qualquer confronto.
Ela estava erguendo um muro.
E eu odiava muros que não podia atravessar.
Uma noite, ao voltar mais cedo do que o habitual, ouvi vozes na sala.
Emily e Mel.
— Promete que nunca vai embora? — Mel perguntou, a voz sonolenta.
— Eu prometo ficar enquanto você precisar de mim — Emily respondeu, suave.
Parecia simples.
Mas não era.
Porque eu ouvi ali algo que não me incluía.
E isso doeu mais do que deveria.
Emily
Naquela noite, quando fui para o quarto, encontrei a porta entreaberta.
Victor estava ali.
Sem paletó.
Sem máscara.
— Você está afastando Mel de mim — disse, direto.
Meu corpo ficou tenso.
— Eu jamais faria isso.
— Então por que ela só fala de você?
— Porque eu estou aqui — respondi. — Pre