Eu ainda estava acordada.
O sono se recusava a vir desde o momento em que fechei a porta do meu quarto. Meu corpo permanecia em alerta, sensível demais, como se cada nervo estivesse esperando algo. Ou alguém.
Levantei-me, incapaz de permanecer deitada. Caminhei até a cozinha em silêncio, buscando água, ar, qualquer coisa que me distraísse dos pensamentos que insistiam em retornar ao mesmo ponto: Victor.
Eu sentia quando ele estava por perto antes mesmo de vê-lo.
Foi assim naquela noite.
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