Fiquei no carro por alguns minutos depois que ela entrou.
O motor desligado.
As mãos apoiadas no volante.
A respiração pesada demais para alguém que dizia ter controle.
Eu deveria ter ido embora.
Deveria ter encerrado aquilo ali, retomado a distância segura entre patrão e funcionária, entre razão e impulso.
Mas não fui.
Observei a mansão em silêncio, as janelas iluminadas em poucos pontos, como olhos que se mantinham abertos na escuridão. Aquela casa sempre foi meu refúgio. Minha fortale