Mundo de ficçãoIniciar sessão“Ele é o último homem com quem eu dividiria um teto. Mas o destino — e o contrato de aluguel — pensaram diferente.” Após um término humilhante e a demissão no mesmo dia, Lara, 26 anos, precisa de um lugar barato para morar em São Paulo. E rápido. Desesperada, ela aceita dividir um loft com um estranho. Só que o “estranho” é Caio Moreno, ex-colega de faculdade, seu antigo inimigo número um, conhecido por sua língua afiada, beleza absurda e fama de pegador. Eles não se suportavam. Agora dividem o mesmo sofá, o mesmo banheiro... e paredes bem finas. Mas a tensão vira faísca. As brigas viram provocações. E o que era um acordo temporário, logo vira um jogo perigoso entre desejo e orgulho. Porque viver sob o mesmo teto com alguém que te tira do sério... pode te levar ao limite — ou direto para a cama dele.
Ler maisDeixar o loft não foi fácil para nenhum dos dois. Aquele espaço pequeno, com paredes que haviam sido testemunhas de tantos momentos intensos, era muito mais do que um apartamento — era o lugar onde, após anos se desencontrando na faculdade e resistindo às provocações, Lara e Caio finalmente se encontraram de verdade. Entre farpas, discussões e desafios, eles descobriram ali o que ninguém podia tirar: o amor que crescia mesmo em meio à tensão. Cada canto daquele loft guardava um pouco da história deles — risadas apertadas, conversas até tarde da noite, até mesmo brigas que só os fizeram entender que não dava para viver um sem o outro. A mudança para a casa grande veio alguns meses depois do casamento, como um passo natural para a vida que queriam construir. A nova casa tinha espaço para tudo: para os sonhos que eles sonhavam juntos e para os planos que ainda nem haviam imaginado. O quintal amplo com árvores frondosas, os quartos iluminados, a cozinha onde Caio adorava inventar no
A cerimônia tinha terminado há pouco mais de uma hora, e o céu já escurecia com delicadeza, tingindo o lago com tons de azul e dourado refletidos pelas luzes que pendiam entre as árvores. O quintal da casa estava agora transformado em um pequeno paraíso iluminado por luzes âmbar, arranjos florais e a alegria dos convidados. Depois do beijo, da troca de alianças e do primeiro “sim” dito diante de todos, Lara e Caio passaram por um corredor humano de palmas e pétalas jogadas com alegria, rindo como duas crianças que haviam descoberto um segredo bonito demais para guardar. Agora, sob uma tenda decorada com cortinas brancas e luzes suspensas, o som suave de uma valsa começou a tocar. — Pronta? — Caio perguntou, estendendo a mão. — Sempre. — respondeu Lara, sorrindo. Eles entraram na pista sob os olhares encantados dos convidados. Começaram com uma valsa clássica, os passos elegantes e sincronizados, rodando
O quintal da casa estava mágico. O gramado parecia mais verde do que em qualquer outro dia, e o lago ao fundo refletia um céu limpo, sem uma única nuvem. Os bancos estavam cheios de gente querida, mas era como se o tempo estivesse preso entre o som suave da música e o coração acelerado de quem esperava por algo eterno. A cerimônia começou. A trilha instrumental ecoava pelo espaço com delicadeza, anunciando os primeiros passos: os padrinhos e madrinhas começaram a entrar em duplas, andando lentamente pelo caminho coberto de pétalas claras. Cada um deles carregava algo mais do que flores ou sorrisos — havia história entre aquelas mãos entrelaçadas, memórias entre aqueles olhares cúmplices. Amigos de infância, irmãos de alma, confidentes. Testemunhas não só de um amor, mas de toda a jornada até ali. A última dupla saiu, e os convidados se ajeitaram nos bancos. O som mudou. O início suave da versão instrumental de “Logo Eu”
LARA Acordei com o som de risos abafados na cozinha e o cheiro de café se espalhando pelo apartamento de Lana. A primeira coisa que senti foi o coração bater diferente — apertado e eufórico. A segunda, foi uma espécie de vazio cheio: hoje meus pais não estariam comigo. E ainda assim, era o dia mais importante da minha vida. Hoje eu casaria com Caio. Levantei devagar, tentando manter a respiração sob controle. Era como se o corpo já soubesse que tudo estava prestes a mudar. E ele não sabia se corria ou congelava. Na cozinha, Lana já estava à frente do caos organizado. Uma das minhas tias-avós derrubava açúcar na toalha, a outra colocava flores demais na mesa do café e dizia que “era pra dar sorte”. — Dormiu? — perguntou Lana, me olhando com aquele olhar de irmã postiça preocupada. — Tentei. Dormi um pouco. Acordei suando. Pensei em fugir. Mas aí lembrei que ele ia estar me esperando. E então... eu quis correr até ele. Ela sorriu como se fosse chorar. Mas se segurou





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