O domingo no evento de carros clássicos se transformou em uma tarde inesperada de intimidade. Rebeca e Otávio, com sua química espontânea, logo se afastaram, deixando Eliza e Gabriel sozinhos. Eles passearam entre os veículos reluzentes, e Gabriel, com uma paixão que Eliza nunca imaginara, explicou cada detalhe dos motores, a história por trás de cada modelo, os desafios de restauração. Eliza, embora não entendesse muito de mecânica, ouvia fascinada. Não era apenas o que ele falava, mas a forma como seus olhos escuros brilhavam com entusiasmo, a maneira como ele gesticulava com as mãos fortes. Ela, por sua vez, compartilhou histórias engraçadas da faculdade de medicina e as pequenas vitórias do seu primeiro mês no Saint Jude. As risadas deles se misturavam ao som dos motores e da música ambiente. Em um momento, Gabriel a levou até um Chevrolet Impala 1967 impecável. — Esse é o meu sonho — ele confessou, os olhos fixos no carro. — Restaurar um clássico como esse, peça por peça
Ler mais