Enquanto Rebeca e Otávio haviam saído para buscar lenha extra — uma desculpa clara para deixarem os dois sozinhos — Gabriel preparou o cenário. A mesa de madeira rústica estava posta com simplicidade, mas iluminada por dezenas de velas que banhavam o ambiente com uma luz dourada e acolhedora.
Eliza apareceu na sala usando um suéter de tricô largo e meias grossas, mas para Gabriel, ela nunca esteve tão linda. O reflexo das chamas nos cabelos ruivos dela parecia uma pintura.
— Gabriel, isso está maravilhoso — ela sussurrou, aproximando-se da mesa.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, segurou as mãos dela e a conduziu para a cadeira. Após o jantar, o silêncio entre eles não era de hesitação, mas de uma expectativa doce. Gabriel levantou-se, contornou a mesa e ajoelhou-se ao lado dela.
— Eliza, no hospital eu sou treinado para tomar decisões rápidas e lógicas. Mas com você, eu aprendi que a lógica não explica o que eu sinto. Você entrou na minha vida e reorganizou tudo. E