Reclamei com o Chefe Errado!

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Romance
Última actualización: 2026-03-25
FannyMotta  En proceso
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Resumen
Índice

Ela achou que estava enfrentando o homem que arruinou sua vida. Mas Jade Oliveira bateu no portão errado… e caiu direto nos braços do homem mais poderoso — e perigoso — da cidade. Guilherme Vanelli não perdoa erros. Mas quando uma desconhecida ousada o desafia, ele enxerga além da fúria: ele vê uma tentação. Agora, presa a um trabalho/contrato que nunca quis, Jade é lançada em um mundo de segredos, luxos e um desejo perigoso. Cada olhar incendeia mais, cada confronto os aproxima, até que se render parece inevitável. Mas no mundo de Guilherme um único passo em falso pode custar tudo, será Jade capaz de superar todo o passado?

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Capítulo 1

Capítulo 1:  Explodindo Contra Um italiano

Se Jade soubesse quem estava do outro lado do portão, teria engolido o ódio e ido embora, mas, como ela não sabia...

— É aqui — Jade Oliveira murmura para si mesma, tentando transformar a própria voz em coragem ao parar diante do portão.

Alto demais para quem está com raiva.

Ela aperta a alça da bolsa no ombro, sentindo o couro frio contra a palma suada da mão. O ferro preto, pesado, ostenta arabescos dourados que brilham mesmo sob o céu nublado. No topo, câmeras de vigilância a acompanham como olhos de águia.

Jade b**e uma vez contra as grades do portão.

Nada acontece.

Ela b**e de novo. Mais forte.

— Ei! — Grita, a voz atravessando o frio da manhã. — Tem alguém aí?

O coração martela no peito, não de medo, mas de urgência. Sequer se deu tempo de pensar direito sobre o que tinha que fazer, apenas sabia que tinha que fazer algo. O celular no bolso vibra como um lembrete cruel de que o mundo não vai esperar ela se recompor.

Uma terceira batida.

É quando ele aparece.

Vem do fundo do jardim, caminhando com a calma de quem não precisa se preocupar com nada. Terno escuro, postura impecável, celular colado ao ouvido. Cada passo é medido, preciso. O cabelo castanho-escuro está penteado para trás, exceto por uma mecha rebelde que cai sobre a testa. Ele a afasta com um gesto automático, quase irritado com a própria imperfeição.

Tudo nele lembra a rigidez necessária em um segurança particular.

— …resolva isso hoje. — o homem diz ao telefone, a voz baixa, carregada de autoridade.

Jade se aproxima ainda mais do portão, ignorando o nó estranho que se forma no estômago. Não é hora de arrependimentos.

— Ei, você aí! — Grita. — Ô do terno!

O homem para.

Lentamente, vira-se para ela, como se não acreditasse que alguém realmente havia ousado gritar daquela forma com ele. Os olhos azuis a analisam de cima a baixo sem pressa, como se estivesse decidindo se ela merece ser respondida.

Jade odeia aquele olhar no mesmo instante.

Ele encerra a ligação e guarda o celular no bolso.

— O que quer, donna? — Pergunta, enquanto enfia ambas as mãos enluvadas nos bolsos da calça de linho.

— Quero falar com o seu chefe. — Jade dispara, erguendo o queixo. Apesar de estar a vários passos de distância, sente a diferença de altura, mas não recua. — Agora.

O canto da boca dele se move quase imperceptivelmente. Não chega a ser um sorriso. Os olhos dele varrem cada centímetro do corpo de Jade, fazendo-a se sentir como um inseto exótico em exibição.

— Por que tá me olhando assim, com essa cara de taxo? — Jade se exalta, batendo de novo no ferro. — Vai logo chamar seu patrão!

— Vattene, donna!

Aquilo é o estopim.

— Ir embora é o caralho! — Jade b**e a mão no portão novamente, a vibração do ferro sobe pelos dedos dela. A raiva também. — Não arredo o pé daqui até falar com o maldito do seu chefe, puttano! — Ela semicerra os olhos, mantendo o queixo bem erguido.

— Este é meu último aviso, donna, vá…

— Vá à merda com seus avisos, seu segurançazinho! — Ela rebate, a voz tremendo de raiva e frustração. — Quero falar com chefe, agora!

O homem dá um passo à frente.

Apenas um.

O suficiente para deixar claro o tamanho da diferença entre eles. Ele inclina a cabeça de leve, olhando-a de cima, e, por um instante, o ar fica mais denso, pesado; Jade tem a sensação de estar correndo perigo.

Recue. — Sua consciência grita.

Não mesmo! Tarde demais! — Rebate mentalmente.

— Vai chamar ou não vai? — Jade rosna entre dentes.

— Ragazza…

— Não me chama assim! — Ela interrompe, o corpo vibrando. — Seu segurançazinho metido a besta, só porque tem seu emprego tá se achando melhor do que eu?

— Do que...

— Você sabe o que é acordar e descobrir que não tem mais emprego? — Jade despeja, sem freio.  — Ter uma criança doente para sustentar? Ver um bilionário mimado mandar explodir uma empresa porque a mulherzinha dele não queria concorrência?

O silêncio cai como um bloco.

Dois homens surgem mais afastados no jardim, atentos. Jade percebe, revira os olhos. Já foi longe demais para recuar.

— É sério isso? Precisa de reforço? — Ela respira fundo. — Vai, chama logo a porra do seu chefe. Não vou me demorar.

Os olhos azuis escurecem.

— Você não sabe onde está se metendo.

— Sei sim. — Jade rebate, rindo sem humor. — Tô no quintal de mais um rico covarde que acha que dinheiro compra tudo, batendo boca com um subordinado que também se acha demais.

Ele se aproxima do portão.

Agora está perto o suficiente para que ela sinta o perfume caro, discreto, nada doce. Jade engole seco, mas força seu corpo a permanecer como está.

— Seu chefe é um lixo! — ela dispara, cuspindo cada palavra. — Um parasita! Um desgraçado que fodeu com a vida de centenas de pessoas! Quero que ele tome bem no meio do cu!

O vento passa entre eles.

Por um segundo, o alívio que Jade pensou que sentiria ao pôr esses pensamentos para fora, não vem. Muito pelo contrário, a sensação de perigo dentro dela apenas cresce, fazendo-a quase se arrepender das palavras.

— Termine — o segurança diz, baixo.

— Quero falar com o dono dessa casa, agora! — Jade grita, tentando se manter corajosa.

Novamente ele a olha de cima a baixo.

— Está falando.

O mundo dá um tranco.

— Como é? — Jade pisca.

— O chefe deste território sou eu.

— Q-quê?...

A boca de Jade abre, ficando seca por alguns segundos, o coração falha uma batida.

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Capítulo 1:  Explodindo Contra Um italiano
Capítulo 2: E Agora, Jade?
Capítulo 3: Ninguém Trai o Don
Capítulo 4: O Chefe Errado
Capítulo 5: Rua Sem Saida
Capítulo 6: Homem Na Parede de Vidro
Capítulo 7: A Presa do Don
Capítulo 8: Vigiando de Perto
Capítulo 9: Barganha com o Don
Capítulo 10: Mudança Em 7 Dias
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