Mundo ficciónIniciar sesiónCollins Laurent acreditava ter a vida perfeita em Londres, até encontrar o namorado, Sebastian Miller, nos braços de outra. Traída e com o orgulho ferido, ela decide que aquela será a última vez que chorará por ele. Levada pelas amigas a um dos hotéis mais exclusivos da cidade, Elara se perde no brilho do champanhe e nos olhos tempestuosos de um desconhecido. A química é instantânea, visceral e absoluta. Mas, ao amanhecer, ela foge do quarto de luxo antes mesmo de saber o nome do homem que a fez esquecer o próprio mundo. Dias depois, o destino joga sua carta mais cruel. Elara consegue o emprego dos sonhos na prestigiada holding de hotelaria Cavendish & Co., mas o recomeço profissional traz fantasmas inesperados. Sebastian, seu ex-namorado narcisista, trabalha no mesmo prédio e está convencido de que a contratação de Elara é um plano desesperado para reconquistá-lo. No entanto, o verdadeiro choque acontece no 40º andar. Ao ser apresentada ao dono do império, Elara estaca: Henry Cavendish não é apenas o bilionário mais poderoso e reservado da Europa; ele é o "desconhecido" daquela noite. Enquanto Elara tenta manter o profissionalismo e esconder o segredo que os une, Henry se torna sua sombra. Ele é obcecado, protetor e perigosamente atraído por ela, mas o abismo de classe entre uma estrategista de marketing e um herdeiro da aristocracia britânica é apenas o primeiro obstáculo. Entre as intrigas de Sebastian, que tenta sabotar a ascensão de Elara, e a vigilância de uma "amiga" de infância de Henry, decidida a ocupar o lugar de futura esposa Cavendish, Elara e Henry mergulham em um jogo de sedução proibida. Nos corredores frios da empresa e nas suítes quentes dos hotéis, eles descobrirão que algumas atrações são como incêndios: impossíveis de apagar e capazes de destruir tudo ao redor.
Leer másEu me gabava de quanto o meu noivo era perfeito. De como ele me entendia e me amava. De como íamos crescer juntos e de como os nossos planos para depois da faculdade eram iguais; nada poderia dar errado. O dia em que ele me pediu em casamento foi o dia mais feliz da minha vida.
Era o que eu pensava.
Agora, aqui estou eu, parada na porta do seu quarto, no pior dia da minha vida, vendo-o com outra mulher.
Eu acabara de ser demitida da empresa onde estava há dois anos, por motivos de corte de gasto; saí e vim direto para cá para chorar em seus braços. O apartamento estava com as luzes apagadas, o que estranhei, já que ele me dissera, há menos de uma hora, que estava trabalhando de casa.
E não foi só isso que chamou a minha atenção.
A cada passo que eu dava para dentro, sons estranhos ecoavam por todo o apartamento. Eu já sabia o que era, mesmo me negando a entender o que estava acontecendo. Eu devia ter dado meia-volta assim que percebi que havia algo errado, mas precisava ver com os meus próprios olhos.
Aqui estou eu, vendo o meu noivo meter em outra mulher, faltando três meses para o nosso casamento. Eles estão tão entretidos um com o outro que não perceberam a minha presença nos últimos cinco minutos.
Eu não chorei, não gritei, mas sabia que precisava fazer algo.
Acendi a luz do quarto, assustando-os com a surpresa da situação; imagino que não esperavam que a luz acendesse do nada. A mulher gritou e cobriu-se. Sebastian, por outro lado, se afastou e olhou-me, e o seu rosto expressou várias emoções de uma só vez. Primeiro veio a confusão com frustração, depois o reconhecimento e, então, o desespero e o medo.
— Collins? — ele pergunta, com a confusão e o desespero começando a transbordar na voz. — Amor, eu...
Levanto a mão, fazendo sinal para que ele se cale, e ele obedece. Respiro fundo para manter a minha compostura; não vou chorar, não ali, não na frente deles.
— Desculpe atrapalhar o momento de vocês, mas não vi hora melhor para deixar isto aqui — digo, fazendo todo o esforço para manter a voz firme enquanto tiro a minha aliança de noivado.
Coloco o objeto em cima da cômoda perto da porta. A garota olha tudo em silêncio, mas parece haver uma sombra de sorriso satisfeito no seu rosto. Sebastian me encara o tempo todo, abrindo e fechando a boca várias vezes, mas nada sai; não havia como ele argumentar ou explicar naquele momento, nem em qualquer outro.
— Não precisa se esforçar para dizer nada, não haverá como reverter isso de qualquer maneira. Não quero saber o porquê ou o como; a única coisa que quero a partir de agora é que me deixe em paz.
Dito isso, apenas dou as costas e saio. Ouço a mulher dizer algo, mas não consigo compreender bem. Segundos depois, ouço passos apressados atrás de mim, mas não faço questão de olhar. Sebastian insiste em me chamar algumas vezes enquanto me persegue, mas apenas apresso o passo e saio do apartamento, feliz por o elevador abrir assim que o chamo.
Entro e solícito o fechamento das portas imediatamente. Assim, quando Sebastian aparece no meu campo de visão, já não dá mais tempo de impedir que as portas se fechem.
No momento em que chego ao lado de fora, começo a ligar desesperadamente para minha melhor amiga, Madison, enquanto chamo um táxi. Assim que entro no carro, ela atende:
— Fala, gatona! — diz do outro lado da linha, bastante animada e alheia à minha dor. Foi o suficiente para me fazer cair no choro. Ao perceber o meu desespero, ela volta a dizer: — Collins, você está chorando? O que houve?
Não consegui formar uma frase coerente pelos próximos dois minutos, então apenas disse:
— E-ele me tra-aiu... — Foi tudo o que consegui pronunciar.
Ouvi os xingamentos da minha melhor amiga do outro lado; logo em seguida, ela me pediu para ir ao seu apartamento assim que soube que eu estava no táxi. Foi o que fiz, mas sem entender exatamente o que estava acontecendo, porque a dor no meu peito mal me deixava respirar.
Collins não era ingênua a ponto de acreditar cegamente que ele voltaria. Já ouvira histórias suficientes de mulheres que acordavam sozinhas após uma noite de entrega, e ela mesma já estivera do outro lado da moeda algumas vezes. Ver aquele bilhete, escrito com uma caligrafia firme e elegante, a pegou de surpresa. Havia uma promessa ali, algo que ela não sabia se estava pronta para aceitar.— Bom, ele deixou um bilhete — anunciou Collins, após alguns segundos analisando o papel. — Diz que teve uma emergência, mas que volta logo.— Emergência... — Madison bufou do outro lado da linha, e Collins pôde quase ver a amiga revirando os olhos. — Um clássico. Você vai esperar?A pergunta não carregava julgamento, apenas uma curiosidade tingida de preocupação. Madison sabia o quanto as últimas semanas tinham sido turbulentas para a amiga e o quanto aquela noite poderia ter sido apenas uma válvula de escape perigosa.Collins suspirou fundo, fechando os olhos. Pequenos flashes da noite anterior co
A noite fora longa e satisfatória; não houve centímetro do corpo de Collins que Lucian não tivesse explorado, nem posição que ambos não tivessem testado. Ele não lhe deu espaço para recuperar o fôlego, e ela tampouco desejou. Testaram os limites em praticamente todos os cantos da suíte, do tapete felpudo às poltronas de veludo, deixando intocados apenas a sacada e o escritório privado — por pouco.Lucian a fizera descobrir sensações que Collins sequer sabia existirem. Levando-a ao ápice repetidas vezes, ele parecia movido por uma fome insaciável, querendo sempre mais e mais dela, como se tentasse gravá-la em sua memória.Só conseguiram dormir quando o amanhecer já despontava no horizonte. No instante em que a primeira luz cortou o céu londrino, eles finalmente fecharam os olhos, exaustos e preenchidos.Poucas horas depois, no entanto, um som agudo e insistente cortou o silêncio do quarto. Collins acordou sentindo a cabeça latejar violentamente — um presente amargo da ressaca. As corti
Pensei por um instante. Na verdade, eu estava faminta; não comia nada desde que saíra de casa. Envergonhada, balancei a cabeça em um sim silencioso. Ele sorriu e me roubou mais um beijo antes de se afastar definitivamente, dizendo que prepararia algo para comermos.Assim que ele saiu do quarto, o peso da realidade começou a se infiltrar. Me peguei pensando no tamanho da loucura que eu acabara de cometer. Eu poderia ter me metido em uma fria colossal, mas a sorte — algo que me faltava há tempos — resolvera me dar um presente. Pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia grata por aquele escape momentâneo das ruínas da minha própria vida.Claro, havia mil perguntas que eu adoraria fazer, mas nenhuma delas parecia ser da minha conta. Como, por exemplo: como um barman teria acesso a uma suíte daquelas? Seria um bônus extravagante por anos de serviço, ou ele desfrutava de privilégios mais... pessoais? Talvez estivesse saindo com alguém de grande poder aquisitivo? Mas, se fosse o caso, po
Mas não era o suficiente. Nem para ele, nem para mim. Lucian me virou de lado em um movimento ágil, elevando minha perna até apoiá-la em seu ombro. Ele investiu novamente, mas agora o ângulo permitia que ele fosse mais fundo, mais forte, mais rápido. Eu mal conseguia processar a intensidade; era um prazer tão avassalador que eu sabia, a cada estocada, que estava sendo levada de volta ao limite.Ao perceber minha respiração falhar, Lucian intensificou o ritmo, atingindo meu ponto mais sensível com uma precisão torturante. Sem qualquer resistência restante, entreguei-me a um segundo clímax, arqueando o corpo enquanto gritava o nome dele contra o travesseiro.Ele manteve o movimento impetuoso por mais alguns instantes, em uma cadência final e urgente, antes de se retirar e marcar minha pele com o calor do seu próprio ápice.Lucian deixou o corpo cair ao meu lado, deitando-se de costas. Ficamos ali, inertes, envoltos em um silêncio quebrado apenas por nossas respirações pesadas tentando e





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