Traída Pelo Herdeiro, Casada com o Bastardo

Traída Pelo Herdeiro, Casada com o BastardoPT

Romance
Última actualización: 2026-04-21
Lótus. A  Completo
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Resumen
Índice

Karen passou a vida acreditando que, fora dos muros do orfanato Saint Mary, o mundo seria finalmente bom com ela. Aos dezoito anos, conseguiu um emprego em uma luxuosa rede de hotéis e cassinos de Las Vegas e conheceu Peter Sterling, o herdeiro perfeito: rico, bonito e gentil. Mas na noite em que achou que seria pedida em namoro, descobriu a verdade cruel: Peter só se aproximou dela por um motivo: precisava de um rim para salvar a vida de sua verdadeira namorada. Em pânico, Karen fugiu e entrou no carro errado. O carro de Sebastian Sterling — o filho bastardo da poderosa família Sterling, e irmão de Peter. Frio, calculista e misterioso, Sebastian lhe oferece proteção... em troca de um casamento de fachada. Mas o que parece ser um refúgio logo se revela outra armadilha. Porque em Las Vegas, nada é o que parece e todo pacto tem um preço.

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Capítulo 1

Capítulo 1: O Mundo Aqui Fora é Cruel

"Karen, o mundo lá fora é cruel, querida. As pessoas são desonestas. Não confie em ninguém e proteja seu coração."

Esse foi o conselho que Karen recebeu da senhora Malcolm seis meses atrás, quando deixou o orfanato Saint Mary.

Mas ela tinha certeza de que era apenas preocupação de uma velha amarga, pois a sua vida, afinal, parecia um conto de fadas.

Conseguiu um emprego em uma grande rede de hotéis em Las Vegas e, naquela noite, estava prestes a jantar com Peter Sterling — um herdeiro rico, bonito e atencioso que a fazia se sentir especial.

Peter a tratava com uma gentileza que ela nunca tinha conhecido. Mandava flores no trabalho, lembrava o horário das refeições, dizia que foi “amor à primeira vista”.

 Ela acreditava. Queria acreditar.

Enquanto esperava o elevador, Karen alisou o vestido simples que havia comprado com o primeiro salário. As mãos tremiam levemente, o coração batia rápido demais.

Aquela noite seria perfeita — ela tinha certeza de que ele a pediria em namoro. Talvez até em noivado.

Desistiu de esperar o elevador e decidiu ir pela escada.

"Alguns andares só", murmurou.

O coração dela parecia leve. Tudo, finalmente, parecia dar certo.

Mas, no terceiro andar, uma voz familiar ecoou pela escadaria.

"A idiota da Karen está atrasada. Eu disse oito horas e já são oito e dez."

Ela parou. O som das palavras pareceu não fazer sentido. Peter era gentil. Peter a amava.

"Eu não sinto nada por ela, mas você precisa do rim, Lindsay. A equipe médica já está aqui. Só mais alguns dias e tudo estará resolvido."

O mundo se despedaçou.

“Ela é uma órfã ignorante. Nada nela me atrai.”

Karen deu um passo para trás e esbarrou em uma estátua decorativa. O barulho ecoou como um disparo.

Silêncio.

"Alguém está aí?" A voz de Peter soou alerta.

O pânico explodiu no peito dela. O ar parecia sumir. Ela virou e desceu as escadas correndo, os saltos batendo no mármore como tambores anunciando sua fuga. Atrás dela, a porta da escadaria se abriu com força.

"Karen? Pare!"

Ela não parou. As lágrimas vinham sem controle. O gosto salgado queimava na boca.

"Karen, espera! Deixa eu explicar! Isso é uma brincadeira!"

Ela desceu até o subsolo, correu entre os carros, o coração explodindo no peito.

 Idiota. Idiota. IDIOTA.

 A voz da Senhora Malcolm ecoava em sua mente: As pessoas são desonestas.

"Karen, vamos conversar!"

Ela se escondeu entre os carros e ouviu os passos apressados de Peter se aproximando. O som de seus sapatos ressoava como ameaça.

Um carro preto e elegante estava estacionado com o motor ligado. Karen nem pensou. Abriu a porta traseira e mergulhou para dentro, batendo a porta atrás de si.

Mas, em segundos, uma voz fria e irritada a surpreendeu.

 "Saia do meu carro."

O tom era baixo e perigosamente calmo.

Karen levantou o rosto. Um homem estava sentado ao lado dela, com o laptop aberto no colo. Os olhos cinzentos dele a fitaram com uma mistura de incredulidade e fúria. Era bonito de uma forma brutal — maxilar definido, cabelo negro perfeitamente penteado, terno que provavelmente custava mais do que seis meses do salário dela.

E estava visivelmente irritado com a invasão. O maxilar contraído, os dedos longos batendo de leve no teclado do laptop, como se tentassem conter a própria paciência.

"Eu preciso de ajuda,” ela implorou.

"Eu não me importo."

A voz dele era fria, quase entediada. Não havia espaço para empatia ali, apenas controle.

"Por favor, me ajuda… aquele homem quer—"

"Você trapaceou nos jogos?" ele a interrompeu, sem sequer levantar o olhar, como se estivesse acostumado a ouvir desculpas de pessoas desesperadas.

Karen piscou, confusa.

 "Não! Aquele homem quer o meu rim!"

O som das palavras dela pareceu pairar no ar, grotesco, absurdo demais para ser verdade. Ele finalmente ergueu o olhar e, pela primeira vez, os olhos cinzentos encontraram os dela.

Não havia piedade ali. Apenas cálculos e avaliação.

Por um segundo, ele pareceu prestes a responder, mas algo o fez parar. O olhar dele desceu para o pescoço de Karen, onde o tecido do vestido se afastou um pouco. Havia uma medalha pequena, com um número quase apagado pelo tempo: 125478 SM.

Ele conhecia aquela medalha..

Os dedos dele se moveram devagar, como se a visão daquilo tivesse perfurado uma camada de gelo que ele mantinha há anos.

"SM..." murmurou, mais para si do que para ela. A expressão dele mudou — a irritação deu lugar a algo mais sombrio, mais tenso. Lembranças.

Karen não entendeu. Tentou recuar, mas o olhar dele a manteve presa.

"Por que você tem esse pingente?" a voz dele continuava baixa.

"Eu… cresci no Saint Mary. Saí há seis meses."

Os olhos dele se estreitaram, e por um instante Karen achou que ele fosse dizer algo — mas o som de passos apressados ecoou do lado de fora.

O retorno de Peter.

O semblante de Sebastian mudou. Em um instante, a indecisão desapareceu, substituída por uma autoridade desconcertante.

"Fique abaixada", ele ordenou.

Karen hesitou, mas antes que pudesse reagir, a mão dele pousou em sua nuca — firme, quente, impositiva. Ele a empurrou suavemente para baixo, escondendo-a.

O calor do toque dele atravessou o tecido fino do vestido. O perfume era caro — e havia algo mais escuro nele, algo que fez o coração de Karen acelerar por um motivo que nada tinha a ver com medo.

Batidas na janela. Secas. Urgentes.

O homem abaixou o vidro apenas alguns centímetros.

"Sebastian?" A voz de Peter soou surpresa, quase trêmula.

Sebastian manteve o olhar fixo em frente, o maxilar imóvel.

 "Eu vim falar com o Leonel."

Do lado de fora, Peter respirava com dificuldade. O suor escorria pela têmpora, o terno desalinhado. A compostura elegante de herdeiro havia desaparecido.

 "Você viu uma garota? Vestido azul, cabelo castanho?"

Karen prendeu o ar. O corpo inteiro dela encolhido contra o banco de couro, o rosto pressionado no frio do assento. O cheiro de couro misturado ao perfume caro de Sebastian a cercava, sufocante.

"Não", ele respondeu, seco.

"Ela veio pra este lado, tenho certeza—"

Sebastian virou o rosto, devagar, os olhos cinzentos encontrando os de Peter através da fresta do vidro. O silêncio se estendeu como uma lâmina.

"Não vi ninguém. E estou ocupado."

A forma como ele disse ocupado não deixava espaço para réplica. Era um aviso. Um corte limpo.

Karen podia ouvir o som do coração dela martelando dentro do carro — ou talvez fosse o dele, impossível saber.

Do lado de fora, Peter hesitou, e pela primeira vez, soou pequeno.

 "Se você vê-la..."

"Não vou ver." Sebastian interrompeu, a voz baixa, porém carregada de autoridade. "Agora saia da frente do meu carro."

O vidro subiu com um estalo final.

Karen permaneceu imóvel, os olhos fixos na linha do paletó dele, a respiração presa. Lá fora, as passadas de Peter se afastaram — rápidas, relutantes, e depois… silêncio.

Dentro do carro, o ar parecia diferente. Mais denso.

Sebastian largou o laptop e encostou o corpo no banco, finalmente permitindo-se respirar. "Dirija", ele disse para o motorista.

Então virou o rosto para ela, o olhar frio e cortante. A pausa que se seguiu foi mais ameaçadora do que um grito.

 "Agora me diga… quem é você?"

"Eu sou... a camareira do hotel. Achei que seria pedida em namoro."

Sebastian arqueou uma sobrancelha, sem esconder o desdém.

 "Pelo Peter?"

"Vocês se conhecem?"

"Somos irmãos."

O sangue fugiu do rosto de Karen. Ela piscou, sem conseguir acreditar.

"Não... isso não pode ser..."

Tentou abrir a porta, mas Sebastian foi mais rápido. A mão dele agarrou seu pulso com firmeza — não o bastante para machucar, mas o suficiente para deixá-la imóvel.

"Se você era íntima do Peter," ele disse com voz baixa, controlada, "deve saber que nos odiamos. Ele me chama de..."

"Bastardo", sussurrou Karen, a voz trêmula.

O olhar de Sebastian se cravou nela. Frio e invasivo, como se estivesse vendo um reflexo antigo de si mesmo.

“Acredite, já me chamaram de coisas piores.”

O carro ficou em silêncio. Do lado de fora, a cidade brilhava com luzes de néon, indiferente.

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Noemia Lidia
Estou gostando muito. Mas o sofrimento de Karen está dando nos nervos
2026-05-20 04:48:14
2
130 chapters
Capítulo 1: O Mundo Aqui Fora é Cruel
Capítulo 2: A Mansão De Sebastian
Capítulo 3: Memórias de Ontem
Capítulo 4: O Pedido de Casamento
Capítulo 5: O Contrato
Capítulo 6: Minutos Antes do Casamento.
Capítulo 7: Cerimônia
Capítulo 8: A Descoberta
Capítulo 9: O Confronto
Capítulo 10: A Conversa
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