Mundo ficciónIniciar sesiónMariana, 22 anos, tem o roteiro da vida perfeita traçado: recém-formada, dona de uma beleza voluptuosa e uma ambição voraz, ela busca seu lugar no topo do mundo corporativo enquanto mantém um relacionamento seguro com Lucas. No entanto, as portas dos grandes escritórios permanecem fechadas. Tudo muda quando ela consegue uma entrevista com Enzo, um magnata bilionário, arrogante e devastadoramente atraente. A tensão entre os dois é imediata e elétrica. Porém, Enzo surpreende ao não oferecê-la uma mesa no escritório, mas sim uma posição de altíssima confiança: ser babá de seu filho de quatro anos. O salário é obsceno, muito superior ao de qualquer executivo júnior, e Mariana, seduzida pelo dinheiro e pelo luxo, aceita o desafio. Dentro da mansão, Mariana se vê no centro de uma gaiola de ouro, onde Enzo mantém um casamento de fachada com uma esposa fria e distante. A convivência diária com o menino aproxima Mariana do pai solitário. O que começa como uma tensão profissional explode em um romance proibido. Nos braços do patrão, Mariana vive um despertar sexual avassalador, descobrindo que seu corpo tem um poder que ela desconhecia, enquanto Enzo encontra nela o fogo que julgava ter perdido para sempre.
Leer másMariana alisou a beca de formatura em frente ao espelho do quarto, e um sorriso satisfeito curvou seus lábios. O tecido azul-marinho caía sobre seu corpo, mas ela sabia que o verdadeiro espetáculo estava por baixo.
Aos vinte e dois anos, Mariana era uma mulher que ocupava espaço. Com 1,72m de altura, ela possuía uma estatura que lhe conferia uma presença imponente, especialmente quando somada à sua postura confiante. Crescera em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, filha de um engenheiro e de uma dentista, e aprendera cedo que sua beleza não era apenas um atributo, mas um poder.
O vôlei, paixão de sua adolescência, havia esculpido sua estrutura. As pernas eram longas, torneadas e firmes, coxas poderosas que denunciavam anos de saltos na rede. Seus glúteos possuíam aquela rigidez muscular arrogante de atleta, projetando-se com uma curvatura perfeita.
Mas o que realmente parava o trânsito eram seus seios. Grandes, perfeitamente desenhados, desafiando a gravidade e atraindo olhares que ela fingia ignorar, mas secretamente adorava. Havia nela uma mistura explosiva de atleta e pin-up — forte embaixo, voluptuosa em cima.
Ela tirou a beca, ficando apenas de lingerie cor da pele diante do espelho. Girou o corpo, admirando a silhueta. Gostava do que via. Seus grandes olhos castanhos e o rosto de traços delicados ainda guardavam uma certa ingenuidade, a de quem sabe que é desejada, mas ainda não testou a extensão real desse efeito no mundo adulto.
— Mari? Você está pronta? — a voz veio do corredor, seguida por duas batidas leves.
Era Lucas.
Mariana vestiu um vestido envelope floral que abraçava suas curvas e abriu a porta. Lucas estava lá, sorrindo aquele sorriso fácil e seguro de sempre.
Eles formavam um par que sempre gerava comentários discretos. Lucas tinha 1,69m — três centímetros a menos que ela descalça, e dez a menos quando ela decidia usar seus saltos favoritos. Ele era magrelo, ombros estreitos, postura levemente curvada de quem vive no computador. Ele a amava com uma devoção absoluta, e Mariana gostava dessa segurança. Lucas não a desafiava; ele a idolatrava.
— Uau — disse ele, ajeitando os óculos de aro fino, os olhos percorrendo o corpo dela com admiração reverente. — Você está... incrível, Mari. Como sempre.
Ele se aproximou para beijá-la. Mariana não se curvou; ela gostava que ele tivesse que erguer o queixo. Era um lembrete físico sutil de quem dominava a cena. O beijo foi carinhoso, com gosto de menta e familiaridade. As mãos finas de Lucas pousaram na cintura dela, parecendo pequenas e frágeis contra a robustez do corpo dela.
— Tenho uma surpresa — disse ele, puxando uma caixinha de veludo. — Não é o anel oficial ainda, estou juntando o bônus, mas é uma promessa.
Era um colar delicado com um pingente de infinito.
— Meus pais vão ajudar com a entrada do apartamento na Tijuca — continuou ele, animado. — Assim que eu virar sênior, a gente casa. Imagina, Mari? Nossa vida toda planejada.
Mariana sorriu, sentindo o peso do colar no pescoço. Era o roteiro perfeito. Segurança, conforto, varanda gourmet. Lucas seria um marido fiel e um pai amoroso. Mas, enquanto ele falava sobre financiamentos, Mariana sentiu uma inquietação vibrar em suas coxas. Ela era um carro esporte potente prestes a ser usado apenas para ir ao supermercado.
— É lindo, Lu — disse ela, virando-se para o espelho. O colar parecia frágil em seu colo farto.
— Agora, me conta... decidiu sobre a vaga no escritório do seu tio?
Mariana girou, os cabelos longos chicoteando o ar. A expressão dela mudou, ganhando um ar decidido.
— Recusei.
Os olhos de Lucas se arregalaram por trás das lentes.
— Como assim? Mari, era a chance perfeita. Salário garantido, família...
— Eu sei. Mas eu não me matei de estudar quatro anos para virar gerente administrativa numa transportadora pequena, Lucas. — Ela passou as mãos pelas próprias coxas, um gesto inconsciente de vitalidade e impaciência. — Eu não nasci para ficar sentada atrás de uma mesa em um galpão na Zona Norte. Eu quero mais.
— Mas o mercado está difícil... — Lucas tentou argumentar, a voz mansa, preocupada.
— Não para quem tem a minha formação e a minha vontade. — Mariana ergueu o queixo, os olhos brilhando com ambição. — Eu vou mirar alto, Lucas. Vou mandar meu currículo para as gigantes. Multinacionais, bancos de investimento, as Big Four. Eu quero a Faria Lima, o Centro, os prédios de vidro. Eu quero o topo.
Lucas suspirou, abraçando a cintura dela e encostando a cabeça no ombro dela, a altura exata para ele. Ele parecia resignado, como sempre ficava diante da força da natureza que era sua namorada.
— Você é ambiciosa, Mari. Eu admiro isso. Mas promete que não vai esquecer da gente quando virar uma executiva importante?
Mariana riu, afagando os cabelos ralos do namorado. Ela sabia que chamava atenção. Sabia que, ao entrar nas salas de entrevista daquelas grandes corporações, sua presença física seria notada tanto quanto seu diploma. E, sendo honesta consigo mesma, ela contava com isso.
O apartamento de Lucas parecia cada vez menor diante da presença expansiva de Mariana. O ar, antes carregado de cheiro de livros antigos e café, agora era dominado pelo perfume importado dela e por uma tensão elétrica que fazia as mãos do professor tremerem antes mesmo de ela cruzar a soleira. Lucas não era mais o homem que corrigia provas com retidão; ele era um satélite orbitando o sol negro de Mariana.— De joelhos, Lu — ela ordenou, assim que a porta foi trancada.Ela não tirou o casaco imediatamente. Ficou de pé sobre ele, observando-o obedecer com uma prontidão que a excitava. Mariana retirou de sua bolsa uma gravata de seda preta — não uma dele, mas uma que ela havia "subtraído" do closet de Enzo. O toque do tecido caro em suas mãos era um lembrete do mundo que ela estava prestes a tomar.— Hoje, você não vai apenas obedecer. Você vai me pertencer no silêncio — ela sussurrou, dobrando a gravata e usando-a para vendar Lucas.Com a visão privada, os outros sentidos dele se aguçar
O sol do meio-dia em São Paulo não trazia clareza, apenas um calor sufocante que refletia a tensão no asfalto. As instruções de Enzo haviam sido cirúrgicas: Mariana deveria pegar dois táxis diferentes, descer em uma galeria comercial movimentada nos Jardins e usar a entrada de serviço de um apart-hotel discreto, onde ele mantinha uma unidade sob o CNPJ de uma holding fantasma. Não podiam se dar ao luxo de um segundo erro; em Ibiza, o risco era um tempero, mas no território de Helena e do Desembargador, o risco era o cadafalso.Mariana seguiu cada passo à risca. Quando entrou no flat, o silêncio era absoluto, interrompido apenas pelo zumbido do ar-condicionado central. Enzo a esperava perto da janela, observando o trânsito lá embaixo com a postura de um rei exilado. Ao ouvi-la chegar, ele se virou e caminhou em sua direção com a urgência de quem buscava o único refúgio de verdade em um mundo de mentiras.Ele tentou segurar o rosto dela, inclinando-se para um beijo que carregava a memór
O retorno ao Brasil trouxe consigo o peso úmido do ar de São Paulo, mas Mariana já não respirava o mesmo oxigênio que as outras babás que lotavam o saguão de desembarque. Enquanto Helena e Enzo seguiam para o carro blindado, trocando palavras secas sobre a agenda da semana, Mariana carregava Theo com uma postura que beirava a altivez. O bronzeado de Ibiza era uma marca de guerra, um lembrete constante do que ela provara e do que pretendia conquistar.Ela mal esperou desfazer as malas no quartinho de serviço da mansão. Sua prioridade era o elo mais fraco e, ao mesmo tempo, o mais vital de sua estratégia: Lucas. Ele era a sua âncora com a humanidade, mas também o seu projeto de corrupção. Mariana precisava que ele deixasse de ser o juiz de sua moralidade para se tornar o cúmplice de seus desejos.Na noite de terça-feira, ela alegou uma folga acumulada e seguiu para o apartamento dele. Lucas a recebeu com a mesma expressão de conflito que ela já esperava — uma mistura de alívio por vê-la
O Gulfstream cortava a estratosfera em um silêncio absoluto, interrompido apenas pelo zumbido aristocrático das turbinas. Do lado de fora da janela, o mundo era um tapete de nuvens tingido pelo crepúsculo; do lado de dentro, a atmosfera era de uma polidez gélida. Helena estava imersa em fones de ouvido com cancelamento de ruído, folheando uma revista de arte, enquanto Enzo, sentado na poltrona de couro oposta, revisava documentos em seu tablet com uma expressão de total indiferença, como se as horas anteriores em Ibiza nunca tivessem ocorrido.Mariana, sentada na seção traseira com Theo adormecido ao seu lado, sentia-se um rádio sintonizado em uma frequência de estática alta. Sua cabeça estava avoada, perdida em um looping sensorial que a desconectava da realidade imediata. Ela olhava para as mãos de Enzo e não via o empresário; via o homem que a segurara pelo cabelo com uma firmeza possessiva. Ela fechava os olhos e ainda sentia o rastro fantasmagórico daquelas quatro mãos explorando
A voz de Enzo, calma e controlada, ecoou na escuridão da venda, enquanto suas mãos, firmes, mantinham Mariana ancorada pela nuca. O calafrio que a percorreu transformou-se em uma curiosidade sombria. Para vencer os Cavalcanti, Mariana precisava entender a extensão de sua depravação. Ela não recuaria.As mãos de Enzo começaram a passear pelo seu corpo, deslizando sobre o linho do vestido. Logo, as quatro mãos estavam nela. A dupla orquestração era hipnotizante. Uma das mãos, ela reconhecia a de Enzo, subia e descia por suas costas, traçando a linha da coluna vertebral, enquanto a outra se demorava em sua coxa, explorando a pele macia sob o tecido. Simultaneamente, as mãos da terceira pessoa, mais leves e ágeis, desamarraram o cinto do vestido e o puxaram lentamente pelos ombros. O tecido escorregou para o chão, revelando a lingerie preta que agora parecia um convite.Os beijos começaram. Um na curva do pescoço, de Enzo, úmido e urgente, e outro na parte interna da coxa, da pessoa miste
O sol de Ibiza não apenas iluminava; ele revelava. Naquela tarde, o resort de luxo onde os Cavalcanti se hospedavam parecia uma joia lapidada, onde o branco ofuscante do mármore contrastava com o azul magnético da piscina infinita que parecia desaguar no Mediterrâneo. Helena havia partido cedo para um passeio exclusivo em um iate com um grupo de aristocratas europeus, deixando a suíte real mergulhada em um silêncio seletivo, interrompido apenas pelo som das ondas e pelo borrifar suave das fontes do hotel.Mariana estava na varanda da suíte anexa, segurando a mão de Theo, que observava os peixes no laguinho ornamental do átrio inferior. Mas seus olhos não estavam na criança. Seus olhos estavam lá embaixo, na área VIP da piscina branca do hotel.Enzo estava sozinho em uma das cabanas exclusivas. Ele nadava com braçadas lentas e potentes, cortando a água cristalina como um predador em seu habitat. Quando ele finalmente emergiu, apoiando os braços na borda de mármore para se impulsionar p





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