Prazer Executivo: A Nova Babá
Prazer Executivo: A Nova Babá
Por: Damon Cross
Recém-formada

Mariana alisou a beca de formatura em frente ao espelho do quarto, e um sorriso satisfeito curvou seus lábios. O tecido azul-marinho caía sobre seu corpo, mas ela sabia que o verdadeiro espetáculo estava por baixo.

Aos vinte e dois anos, Mariana era uma mulher que ocupava espaço. Com 1,72m de altura, ela possuía uma estatura que  lhe conferia uma presença imponente, especialmente quando somada à sua postura confiante. Crescera em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, filha de um engenheiro e de uma dentista, e aprendera cedo que sua beleza não era apenas um atributo, mas um poder.

O vôlei, paixão de sua adolescência, havia esculpido sua estrutura. As pernas eram longas, torneadas e firmes, coxas poderosas que denunciavam anos de saltos na rede. Seus glúteos possuíam aquela rigidez muscular arrogante de atleta, projetando-se com uma curvatura perfeita.

Mas o que realmente parava o trânsito eram seus seios. Grandes, perfeitamente desenhados, desafiando a gravidade e atraindo olhares que ela fingia ignorar, mas secretamente adorava. Havia nela uma mistura explosiva de atleta e pin-up — forte embaixo, voluptuosa em cima.

Ela tirou a beca, ficando apenas de lingerie cor da pele diante do espelho. Girou o corpo, admirando a silhueta. Gostava do que via. Seus grandes olhos castanhos e o rosto de traços delicados ainda guardavam uma certa ingenuidade, a de quem sabe que é desejada, mas ainda não testou a extensão real desse efeito no mundo adulto.

— Mari? Você está pronta? — a voz veio do corredor, seguida por duas batidas leves.

Era Lucas.

Mariana vestiu um vestido envelope floral que abraçava suas curvas e abriu a porta. Lucas estava lá, sorrindo aquele sorriso fácil e seguro de sempre.

Eles formavam um par que sempre gerava comentários discretos. Lucas tinha 1,69m — três centímetros a menos que ela descalça, e dez a menos quando ela decidia usar seus saltos favoritos. Ele era magrelo, ombros estreitos, postura levemente curvada de quem vive no computador. Ele a amava com uma devoção absoluta, e Mariana gostava dessa segurança. Lucas não a desafiava; ele a idolatrava.

— Uau — disse ele, ajeitando os óculos de aro fino, os olhos percorrendo o corpo dela com admiração reverente. — Você está... incrível, Mari. Como sempre.

Ele se aproximou para beijá-la. Mariana não se curvou; ela gostava que ele tivesse que erguer o queixo. Era um lembrete físico sutil de quem dominava a cena. O beijo foi carinhoso, com gosto de menta e familiaridade. As mãos finas de Lucas pousaram na cintura dela, parecendo pequenas e frágeis contra a robustez do corpo dela.

— Tenho uma surpresa — disse ele, puxando uma caixinha de veludo. — Não é o anel oficial ainda, estou juntando o bônus, mas é uma promessa.

Era um colar delicado com um pingente de infinito.

— Meus pais vão ajudar com a entrada do apartamento na Tijuca — continuou ele, animado. — Assim que eu virar sênior, a gente casa. Imagina, Mari? Nossa vida toda planejada.

Mariana sorriu, sentindo o peso do colar no pescoço. Era o roteiro perfeito. Segurança, conforto, varanda gourmet. Lucas seria um marido fiel e um pai amoroso. Mas, enquanto ele falava sobre financiamentos, Mariana sentiu uma inquietação vibrar em suas coxas. Ela era um carro esporte potente prestes a ser usado apenas para ir ao supermercado.

— É lindo, Lu — disse ela, virando-se para o espelho. O colar parecia frágil em seu colo farto.

— Agora, me conta... decidiu sobre a vaga no escritório do seu tio?

Mariana girou, os cabelos longos chicoteando o ar. A expressão dela mudou, ganhando um ar decidido.

— Recusei.

Os olhos de Lucas se arregalaram por trás das lentes.

— Como assim? Mari, era a chance perfeita. Salário garantido, família...

— Eu sei. Mas eu não me matei de estudar quatro anos para virar gerente administrativa numa transportadora pequena, Lucas. — Ela passou as mãos pelas próprias coxas, um gesto inconsciente de vitalidade e impaciência. — Eu não nasci para ficar sentada atrás de uma mesa em um galpão na Zona Norte. Eu quero mais.

— Mas o mercado está difícil... — Lucas tentou argumentar, a voz mansa, preocupada.

— Não para quem tem a minha formação e a minha vontade. — Mariana ergueu o queixo, os olhos brilhando com ambição. — Eu vou mirar alto, Lucas. Vou mandar meu currículo para as gigantes. Multinacionais, bancos de investimento, as Big Four. Eu quero a Faria Lima, o Centro, os prédios de vidro. Eu quero o topo.

Lucas suspirou, abraçando a cintura dela e encostando a cabeça no ombro dela, a altura exata para ele. Ele parecia resignado, como sempre ficava diante da força da natureza que era sua namorada.

— Você é ambiciosa, Mari. Eu admiro isso. Mas promete que não vai esquecer da gente quando virar uma executiva importante?

Mariana riu, afagando os cabelos ralos do namorado. Ela sabia que chamava atenção. Sabia que, ao entrar nas salas de entrevista daquelas grandes corporações, sua presença física seria notada tanto quanto seu diploma. E, sendo honesta consigo mesma, ela contava com isso.

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