O Bilionário quer uma mãe para o seu filho

O Bilionário quer uma mãe para o seu filhoPT

Romance
Última atualização: 2026-01-15
Ana Paula de Souza  Atualizado agora
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Índice

**Ele precisava de uma babá. O que ele não sabia é que precisava de um novo amor para curar seu coração partido.** Neil Bodvan, um enigmático bilionário de Nova York, vive uma vida reclusa, assombrado pelo misterioso desaparecimento de sua esposa. Outrora uma figura proeminente na alta sociedade, ele agora se esconde em sua mansão, um homem quebrado, dedicando-se apenas ao trabalho e à criação de seu filho, Loren. O mundo sussurra sobre a tragédia dos Bodvan, mas ninguém conhece a verdade por trás das paredes daquela casa silenciosa. Alice Coone é uma jovem lutando para manter sua família à tona após a morte de seu pai. Com dívidas crescentes e uma mãe narcisista disposta a tudo por dinheiro, Alice aceita um emprego como babá na casa dos Bodvan, vendo-o como sua única salvação. Ela espera um trabalho, não um envolvimento com o chefe incrivelmente atraente, mas frio e distante. O que começa como um arranjo profissional logo se transforma em algo mais. Alice, com seu calor e bondade, começa a quebrar as barreiras de gelo ao redor do coração de Neil. Ela se torna não apenas uma babá para Loren, mas a figura materna que o menino tanto desejava. E para Neil, ela se torna uma luz inesperada em sua vida sombria, despertando sentimentos que ele pensava estarem mortos para sempre. Mas o passado de Neil é uma sombra longa, e os segredos que cercam o desaparecimento de sua esposa ameaçam destruir a frágil felicidade que ele e Alice estão construindo. Entre o ciúme, a paixão crescente e as maquinações de uma ex-esposa que pode não estar tão desaparecida quanto parece, eles devem lutar por seu amor e pela família que ambos merecem.

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Capítulo 1

1

# Capítulo 1: O Sussurro de Park Avenue

**Ponto de Vista: Narrador**

Nova York, em sua essência, é uma cidade de memórias curtas e apetites insaciáveis. As estações mudam com uma velocidade implacável, e com elas, as manchetes, os rostos da moda e os nomes na boca do povo. Na selva de arranha-céus que arranham um céu muitas vezes indiferente, a fama é um vapor fugaz, e o esquecimento, um predador paciente. Ninguém sabia disso melhor do que os cronistas sociais e os abutres da alta sociedade que, há não muito tempo, se banqueteavam com a vida de Neil Bodvan.

Ele fora o sol em torno do qual a galáxia social da cidade parecia orbitar. Um bilionário de herança antiga e faro moderno para os negócios, Neil não era apenas rico; ele era magnético. Suas festas na mansão de Park Avenue eram lendárias, eventos onde o champanhe fluía como um rio dourado e os segredos eram a moeda mais valiosa. A imprensa o amava, as mulheres o desejavam, e os homens o invejavam com uma mistura de admiração e ressentimento. Ele era a personificação do sonho nova-iorquino, um rei Midas moderno cujo toque transformava tudo em ouro e glamour.

E então, o silêncio.

Não foi um desaparecimento gradual, uma lenta retirada dos holofotes. Foi um eclipse súbito e total. De um dia para o outro, as portas da mansão Bodvan se fecharam. Os convites pararam de chegar. As colunas de fofocas, antes repletas de suas conquistas e excessos, encontraram um vácuo. Neil Bodvan, o epicentro da vida social de Manhattan, simplesmente... evaporou. E com ele, sua esposa, a etérea e bela Annelise, cujo sorriso enigmático era a única coisa que rivalizava com a fortuna do marido em termos de valor e mistério.

Hoje, a mansão Bodvan ainda se ergue em seu endereço privilegiado, uma fortaleza de calcário e janelas escuras que parecem absorver a luz da rua em vez de refleti-la. Para os turistas que passam em ônibus de dois andares, é apenas mais um exemplo da opulência arquitetônica da cidade. Mas para os poucos que se lembram, para a velha guarda que dançou em seus salões de baile, a casa é um mausoléu. Um monumento ao que foi e ao que ninguém sabe o que se tornou.

As fofocas, claro, nunca morreram por completo. Elas apenas se transformaram em sussurros, em teorias trocadas em jantares privados e nos cantos escuros dos clubes mais exclusivos. Alguns diziam que Annelise o havia abandonado, fugindo com um artista europeu e levando consigo uma parte considerável da fortuna. Outros, mais sombrios, murmuravam sobre um colapso, uma doença mental que a teria levado a uma clínica reclusa na Suíça. Havia até mesmo quem sugerisse algo mais sinistro, um desaparecimento forçado, um segredo tão profundo que precisou ser enterrado sob camadas de silêncio e dinheiro.

Mas ninguém sabia. A verdade, se é que existia uma, estava trancada atrás daquelas portas de carvalho maciço, guardada por uma equipe de funcionários tão leais quanto silenciosos. Eles entravam e saíam por uma entrada de serviço discreta, seus rostos impassíveis, seus movimentos coreografados para atrair o mínimo de atenção. Eram fantasmas a serviço de um rei fantasma, mantendo a ordem em um castelo onde a vida parecia ter sido suspensa.

Por dentro, a poeira não tinha permissão para assentar. Os cristais dos lustres eram limpos semanalmente, os tapetes persas aspirados diariamente, e a vasta coleção de arte moderna era mantida sob um controle climático perfeito. Tudo era impecável, preservado, como um museu particular esperando por um curador que nunca aparecia. A casa respirava, mas de forma superficial, mecânica. Faltava-lhe a alma, o riso, o tilintar de taças, o caos vibrante que um dia a preenchera.

Às vezes, uma figura podia ser vista em uma das janelas do último andar. Uma silhueta alta, imóvel, observando a cidade pulsar abaixo. Seria ele? Neil Bodvan? O homem que tinha o mundo a seus pés e escolheu, ou foi forçado, a chutá-lo para longe? A figura nunca permanecia por muito tempo. Um vislumbre, um contorno contra a luz fraca do entardecer, e então se retirava para as sombras, deixando a janela como um olho vazio e sem vida.

O mistério dos Bodvan tornou-se uma lenda urbana para a elite de Nova York. Um conto de advertência sobre a fragilidade da felicidade, mesmo quando construída sobre uma montanha de dinheiro. A sociedade, com sua memória curta, seguiu em frente. Novos bilionários surgiram, novas festas se tornaram o assunto da cidade. Mas a casa permaneceu. Um lembrete silencioso e imponente de que, por trás das fachadas mais brilhantes, podem se esconder os segredos mais escuros. O que realmente aconteceu com Annelise? E quem, ou o quê, era o homem que agora assombrava os corredores de sua própria vida, um prisioneiro em sua fortaleza dourada? A cidade não sabia, mas a história estava longe de terminar. Ela apenas aguardava a chegada de uma nova personagem, alguém de um mundo completamente diferente, para virar a página.

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