Mundo de ficçãoIniciar sessão**Ele precisava de uma babá. O que ele não sabia é que precisava de um novo amor para curar seu coração partido.** Neil Bodvan, um enigmático bilionário de Nova York, vive uma vida reclusa, assombrado pelo misterioso desaparecimento de sua esposa. Outrora uma figura proeminente na alta sociedade, ele agora se esconde em sua mansão, um homem quebrado, dedicando-se apenas ao trabalho e à criação de seu filho, Loren. O mundo sussurra sobre a tragédia dos Bodvan, mas ninguém conhece a verdade por trás das paredes daquela casa silenciosa. Alice Coone é uma jovem lutando para manter sua família à tona após a morte de seu pai. Com dívidas crescentes e uma mãe narcisista disposta a tudo por dinheiro, Alice aceita um emprego como babá na casa dos Bodvan, vendo-o como sua única salvação. Ela espera um trabalho, não um envolvimento com o chefe incrivelmente atraente, mas frio e distante. O que começa como um arranjo profissional logo se transforma em algo mais. Alice, com seu calor e bondade, começa a quebrar as barreiras de gelo ao redor do coração de Neil. Ela se torna não apenas uma babá para Loren, mas a figura materna que o menino tanto desejava. E para Neil, ela se torna uma luz inesperada em sua vida sombria, despertando sentimentos que ele pensava estarem mortos para sempre. Mas o passado de Neil é uma sombra longa, e os segredos que cercam o desaparecimento de sua esposa ameaçam destruir a frágil felicidade que ele e Alice estão construindo. Entre o ciúme, a paixão crescente e as maquinações de uma ex-esposa que pode não estar tão desaparecida quanto parece, eles devem lutar por seu amor e pela família que ambos merecem.
Ler mais# Capítulo 1: O Sussurro de Park Avenue
**Ponto de Vista: Narrador**
Nova York, em sua essência, é uma cidade de memórias curtas e apetites insaciáveis. As estações mudam com uma velocidade implacável, e com elas, as manchetes, os rostos da moda e os nomes na boca do povo. Na selva de arranha-céus que arranham um céu muitas vezes indiferente, a fama é um vapor fugaz, e o esquecimento, um predador paciente. Ninguém sabia disso melhor do que os cronistas sociais e os abutres da alta sociedade que, há não muito tempo, se banqueteavam com a vida de Neil Bodvan.
Ele fora o sol em torno do qual a galáxia social da cidade parecia orbitar. Um bilionário de herança antiga e faro moderno para os negócios, Neil não era apenas rico; ele era magnético. Suas festas na mansão de Park Avenue eram lendárias, eventos onde o champanhe fluía como um rio dourado e os segredos eram a moeda mais valiosa. A imprensa o amava, as mulheres o desejavam, e os homens o invejavam com uma mistura de admiração e ressentimento. Ele era a personificação do sonho nova-iorquino, um rei Midas moderno cujo toque transformava tudo em ouro e glamour.
E então, o silêncio.
Não foi um desaparecimento gradual, uma lenta retirada dos holofotes. Foi um eclipse súbito e total. De um dia para o outro, as portas da mansão Bodvan se fecharam. Os convites pararam de chegar. As colunas de fofocas, antes repletas de suas conquistas e excessos, encontraram um vácuo. Neil Bodvan, o epicentro da vida social de Manhattan, simplesmente... evaporou. E com ele, sua esposa, a etérea e bela Annelise, cujo sorriso enigmático era a única coisa que rivalizava com a fortuna do marido em termos de valor e mistério.
Hoje, a mansão Bodvan ainda se ergue em seu endereço privilegiado, uma fortaleza de calcário e janelas escuras que parecem absorver a luz da rua em vez de refleti-la. Para os turistas que passam em ônibus de dois andares, é apenas mais um exemplo da opulência arquitetônica da cidade. Mas para os poucos que se lembram, para a velha guarda que dançou em seus salões de baile, a casa é um mausoléu. Um monumento ao que foi e ao que ninguém sabe o que se tornou.
As fofocas, claro, nunca morreram por completo. Elas apenas se transformaram em sussurros, em teorias trocadas em jantares privados e nos cantos escuros dos clubes mais exclusivos. Alguns diziam que Annelise o havia abandonado, fugindo com um artista europeu e levando consigo uma parte considerável da fortuna. Outros, mais sombrios, murmuravam sobre um colapso, uma doença mental que a teria levado a uma clínica reclusa na Suíça. Havia até mesmo quem sugerisse algo mais sinistro, um desaparecimento forçado, um segredo tão profundo que precisou ser enterrado sob camadas de silêncio e dinheiro.
Mas ninguém sabia. A verdade, se é que existia uma, estava trancada atrás daquelas portas de carvalho maciço, guardada por uma equipe de funcionários tão leais quanto silenciosos. Eles entravam e saíam por uma entrada de serviço discreta, seus rostos impassíveis, seus movimentos coreografados para atrair o mínimo de atenção. Eram fantasmas a serviço de um rei fantasma, mantendo a ordem em um castelo onde a vida parecia ter sido suspensa.
Por dentro, a poeira não tinha permissão para assentar. Os cristais dos lustres eram limpos semanalmente, os tapetes persas aspirados diariamente, e a vasta coleção de arte moderna era mantida sob um controle climático perfeito. Tudo era impecável, preservado, como um museu particular esperando por um curador que nunca aparecia. A casa respirava, mas de forma superficial, mecânica. Faltava-lhe a alma, o riso, o tilintar de taças, o caos vibrante que um dia a preenchera.
Às vezes, uma figura podia ser vista em uma das janelas do último andar. Uma silhueta alta, imóvel, observando a cidade pulsar abaixo. Seria ele? Neil Bodvan? O homem que tinha o mundo a seus pés e escolheu, ou foi forçado, a chutá-lo para longe? A figura nunca permanecia por muito tempo. Um vislumbre, um contorno contra a luz fraca do entardecer, e então se retirava para as sombras, deixando a janela como um olho vazio e sem vida.
O mistério dos Bodvan tornou-se uma lenda urbana para a elite de Nova York. Um conto de advertência sobre a fragilidade da felicidade, mesmo quando construída sobre uma montanha de dinheiro. A sociedade, com sua memória curta, seguiu em frente. Novos bilionários surgiram, novas festas se tornaram o assunto da cidade. Mas a casa permaneceu. Um lembrete silencioso e imponente de que, por trás das fachadas mais brilhantes, podem se esconder os segredos mais escuros. O que realmente aconteceu com Annelise? E quem, ou o quê, era o homem que agora assombrava os corredores de sua própria vida, um prisioneiro em sua fortaleza dourada? A cidade não sabia, mas a história estava longe de terminar. Ela apenas aguardava a chegada de uma nova personagem, alguém de um mundo completamente diferente, para virar a página.
# Capítulo 30: A Dança **Ponto de Vista: Alice Coone** O jantar foi uma provação. Sentei-me em silêncio, fingindo interesse na comida requintada, enquanto a conversa fluía ao meu redor. Arthur, o pai de Neil, foi meu salvador. Ele me incluía na conversa, fazia-me perguntas gentis sobre mim mesma (evitando cuidadosamente meu emprego) e contava anedotas engraçadas que me faziam sorrir. Neil, por outro lado, estava em seu próprio mundo de silêncio tenso. Ele respondia a perguntas diretas com monossílabos, seus olhos constantemente varrendo a sala, como um soldado em território inimigo. Eu podia sentir os olhares. De outras mesas, mulheres com joias ofuscantes e sorrisos de tubarão me avaliavam, seus olhares demorando-se em meu vestido, em meu colar, e depois em meu rosto, com uma expressão de desdém mal disfarçado. Os sussurros eram um zumbido constante no fundo da sala. Eu era o enigma da noite, e eles estavam determinados a
# Capítulo 29: Entrando na Arena **Ponto de Vista: Alice Coone** "Aceitável." A palavra de Neil, fria e desdenhosa, foi como um balde de água gelada. Todo o brilho da transformação, toda a confiança que Isabelle havia cuidadosamente construído em mim, evaporou-se em um instante. Eu voltei a ser a babá, a impostora em um vestido emprestado. A humilhação era uma queimação lenta em meu peito. Coloquei minha mão em seu braço, o gesto parecendo estranho e íntimo demais. Seu braço era duro como aço sob o tecido fino de seu smoking. Ele não olhou para mim enquanto me conduzia para o carro, um sedã de luxo com um motorista esperando. A viagem até o hotel Plaza, onde a gala estava sendo realizada, foi feita em um silêncio denso e desconfortável. Eu olhava para as luzes da cidade passando, meu reflexo uma estranha borrada no vidro da janela. Eu me sentia como uma tola. Uma tola por pensar, mesmo que por um momento
# Capítulo 28: A Visão em Azul Meia-Noite**Ponto de Vista: Neil Bodvan**O dia da gala chegou, e com ele, uma ansiedade fria que se instalou no fundo do meu estômago. Eu não sentia esse tipo de nervosismo há anos. Nem mesmo as negociações de bilhões de dólares me deixavam assim. Mas a perspectiva de voltar à arena social, de ser o centro das atenções, de sentir os olhares e os sussurros, era paralisante.Eu passei o dia trancado em meu escritório, tentando me distrair com o trabalho, mas minha mente continuava a vagar. Para a noite que viria. E para ela.Isabelle, a estilista, me ligou no dia anterior para me dar um relatório. "Ela é adorável, Neil", disse ela. "E tem um gosto impecável. Escolhemos um vestido azul-escuro. Discreto, mas deslumbrante. Você ficará satisfeito."Satisfeito. A palavra parecia inadequada. Eu não estava procurando satisfação. Eu estava procurando... eu não sabia o que estava procurando. Uma distração? Uma aliada? Uma barreira humana contra a piedade do mundo
# Capítulo 27: A Transformação**Ponto de Vista: Narrador**Neil não era um homem alheio às ansiedades de uma mulher se preparando para um evento formal. Ele tinha visto Annelise passar pelo ritual inúmeras vezes: as semanas de planejamento, as provas de vestidos, a seleção de joias. Ele sabia que Alice, com sua modesta formação, não teria os recursos – nem o guarda-roupa – para uma noite como a gala da fundação. E ele não tinha intenção de deixá-la se afogar.Se ele queria que ela fosse sua âncora, ele precisava garantir que ela se sentisse confiante e segura, não como um peixe fora d'água. Ele queria que o mundo a visse não como "a babá", mas como a mulher intrigante e bonita que ele via. A mulher que ele estava, para seu próprio terror, começando a desejar.Dois dias depois de seu pedido, ele agiu. Ele não a consultou. Ele não perguntou o que ela queria. Ele simplesmente orquestrou tudo com a precisão de uma operação militar, a única maneira que conhecia de expressar... cuidado.Al
# Capítulo 26: O Peso de um "Sim"**Ponto de Vista: Alice Coone**Saí do escritório de Neil sentindo-me como se estivesse flutuando e me afogando ao mesmo tempo. O "sim" que eu disse parecia ecoar nos corredores, um som pequeno que havia desencadeado um terremoto. Eu, Alice Coone, do Queens, iria a uma gala de caridade da alta sociedade como acompanhante de Neil Bodvan. A ideia era tão surreal que eu esperava acordar a qualquer momento.Voltei para a sala de jogos, onde Loren ainda estava diligentemente trabalhando em seu castelo de Lego. A normalidade da cena era um contraste gritante com a turbulência dentro de mim."O papai te deu uma bronca?", ele perguntou, seus olhos grandes e preocupados."Não, querido", eu ri, o som um pouco trêmulo. "Seu pai não me deu uma bronca. Ele... ele me pediu um favor."Nas horas que se seguiram, a realidade da minha decisão começou a se instalar, e com ela, uma onda de pânico. O que eu tinha feito? Eu não pertencia àquele mundo. Eu não saberia como a
# Capítulo 25: Um Pedido Inesperado**Ponto de Vista: Alice Coone**A confissão de Neil na noite da festa de Halloween deixou uma marca indelével. A tensão entre nós não desapareceu; pelo contrário, tornou-se uma entidade viva, respirando no espaço entre nós. Havia uma consciência aguçada em cada olhar, em cada palavra trocada. Ele estava ciente de mim, e eu estava dolorosamente ciente dele.Ele continuou a se juntar a nós no café da manhã, e suas interações com Loren tornaram-se mais frequentes e menos forçadas. Às vezes, ele até se dirigia a mim diretamente, perguntando sobre meu dia ou sobre os planos que eu tinha para as crianças, sua voz sempre um barítono controlado, mas seus olhos traindo uma curiosidade mais profunda.Eu me sentia como se estivesse andando em uma corda bamba. Cada dia era um ato de equilíbrio, tentando manter meu profissionalismo enquanto meu coração batia um pouco mais rápido sempre que ele entrava em uma sala. Eu me lembrava constantemente de suas palavras:





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