Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle jurou nunca mais amar. Ela só precisava de um motivo para continuar vivendo. Heitor é um CEO poderoso, mas quebrado. Abandonado pela esposa com dois filhos pequenos, ele transformou seu coração em gelo e sua casa em uma fortaleza de solidão. Ele não precisa de uma babá; ele precisa de um milagre. Alice perdeu tudo. Após lutar em vão contra o câncer da filha, restou-lhe apenas o luto e o desespero. Ao aceitar o emprego na mansão de Heitor, ela não esperava que o choro de dois órfãos de mãe fosse o único som capaz de preencher o vazio em seu peito. Em uma semana, ela mudou a casa. Em um mês, ela mudou a alma do CEO. Heitor nunca repetia encontros, mas agora não consegue imaginar a vida sem o olhar amendoado da mulher que curou seus filhos. Mas o que acontece quando a ex-mulher decide voltar para reclamar o lugar que nunca mereceu? Será o amor de Alice forte o suficiente para vencer a manipulação de quem só conhece a ganância?
Ler maisA madrugada de 14 de maio em São Paulo estava excepcionalmente fria, mas dentro da mansão Albuquerque, a atmosfera estava carregada de uma eletricidade quente. Alice estava na 39ª semana de gestação. O quarto de Liam, posicionado estrategicamente entre o de Léo e o de Luna, estava pronto há semanas. Os móveis de carvalho claro exalavam um perfume suave de madeira nova, e o papel de parede de constelações brilhava discretamente sob a luz do abajur, criando um cenário de sonhos para o novo herdeiro. Cada manta de cashmere e cada pelúcia haviam sido cuidadosamente posicionadas por Isabela e Selma, esperando apenas pelo seu dono.Por volta das três da manhã, o silêncio da suíte principal foi quebrado por um suspiro profundo de Alice. Ela sentiu a primeira contração verdadeira — não era como os alarmes falsos das semanas anteriores; era uma onda de pressão que nascia na base das costas e abraçava seu ventre com uma força inegável. Ela se sentou na cama, respirando pausadamente
A gestação de Alice seguia de forma tranquila, mas com um brilho que parecia emanar de sua pele e iluminar cada cômodo da mansão. No quarto mês, a barriga já começava a despontar sob os vestidos de seda, uma curva suave que se tornara o centro das atenções de todos na casa. Antes mesmo de saberem o sexo, as discussões sobre nomes preenchiam os jantares de domingo, com Heitor e Alice sentados à mesa, cercados por Léo e Luna. — Se for menino, eu quero um nome que tenha a mesma força dos irmãos, mas que traga uma modernidade — dizia Heitor, massageando os pés de Alice após um longo dia dela no Instituto Marina Santos. — Eu andei pesquisando e gosto muito de Liam. É curto, forte e significa "guerreiro de vontade inabalável". Acho que combina com tudo o que passamos para chegar até aqui. Alice sorriu, sentindo o carinho das mãos grandes de Heitor, e encostou a cabeça no ombro do marido. — É perfeito, Heitor. Eu amo como soa ao lado de Léo e Luna. E se fos
Um ano havia se passado desde que os sinos da capela na mansão Albuquerque tocaram para anunciar o "sim" de Heitor e Alice. O tempo, que outrora parecia um inimigo cruel para ambos, agora corria com uma suavidade doce, preenchido por risos infantis e o som constante de novos projetos. A mansão não era mais apenas um monumento à riqueza; era um lar vivo. Alice, agora Sra. Albuquerque, não apenas se adaptara ao seu papel, como o transformara. Ela era a força por trás do Instituto Marina Santos, que em doze meses havia se tornado uma referência nacional no apoio a mães em situação de vulnerabilidade e no tratamento de doenças raras infantis. O Florescer do Instituto Naquela manhã de terça-feira, Alice caminhava pelos corredores da sede do Instituto, localizada em um prédio restaurado no centro de São Paulo. O ambiente era o oposto da frieza hospitalar: as paredes eram pintadas em tons pastéis, havia áreas de recreação coloridas e o cheiro de café fresc
O sol começou a se despedir no horizonte de São Paulo, tingindo o céu com camadas de ouro, lavanda e um rosa profundo que parecia refletir a paleta de cores escolhida para aquela tarde. Na mansão Albuquerque, o ar não estava apenas carregado com o perfume inebriante de milhares de gardênias e peônias brancas; havia uma eletricidade vibrante, um sentimento de que o tempo estava se dobrando para honrar um momento de justiça poética. O que antes era uma casa de mármore e silêncios pesados, agora pulsava como um coração vivo. O Despertar e a Transformação de Alice Alice acordou antes mesmo que a primeira equipe de apoio chegasse. O silêncio da manhã na suíte era quebrado apenas pela respiração rítmica de Luna, que completaria dois anos no próximo mês e insistira em dormir no "quarto da mamãe" naquela noite. Heitor, seguindo a tradição de Isabela de que os noivos não deveriam se ver desde o jantar da noite anterior, havia se retirado para a suíte de hóspedes na ala










Último capítulo