Mundo de ficçãoIniciar sessão🌑 O Despertar do Alfa – A Origem Blackwolf 🐺 Entre florestas ancestrais e segredos de sangue, uma antiga maldição desperta. Em Riverwood, um casamento forjado por necessidade une Serena Blackwolf, uma loba indomável, a Jackson Grimwood, um homem honrado lançado a um pacto que envolve poder, sobrevivência e um herdeiro em perigo. Perseguida pelo próprio avô, o tirano William Blackwolf, Serena luta para proteger o filho que carrega uma criança capaz de destruir um império construído sobre medo e violência. Entre magia, instinto e escolhas impossíveis, um Alfa desperta… e o destino de toda uma linhagem será reescrito em sangue, coragem e amor. 🐺🩸 O nascimento do verdadeiro Alfa começa aqui. ⸻ ⚠️ Aviso de Conteúdo – Leitura +18 🔞 Esta obra contém violência física e emocional, linguagem imprópria, temas sensíveis, relações intensas e situações de risco. Não recomendada para leitores que buscam romances leves ou convencionais.
Ler maisA noite caiu sobre Riverwood como uma mortalha pesada.O hospital afundou em um silêncio absoluto. Silêncio demais.No quarto 402, a única luz vinha do poste da rua, filtrada pelas persianas.Serena deitou-se na cama auxiliar que os médicos haviam colocado no canto do quarto. O peito dela subia e descia em um sono exausto e profundo.Jackson não conseguia dormir.Os olhos azuis dele estavam cravados nela. Na barriga dela. No filho deles.O instinto de proteção queimava suas veias, mantendo seu cérebro em alerta máximo.De repente, a temperatura do quarto pareceu cair dez graus.A pele de Jackson arrepiou sob as bandagens. Os anos de ronda nas ruas de Riverwood o haviam ensinado a ler o ambiente.O silêncio lá fora não era de paz. Era o silêncio que precedia o abate.Ele era só um humano, mas sentiu na pele.Ele prendeu a respiração e focou toda a sua audição na porta.Um som. Quase imperceptível.O leve roçar de borracha contra o linóleo.Passos.Não eram enfermeiras. Alguém que anda
Sete dias se passaram desde que Jackson acordou. Para um homem acostumado a impor a lei nas ruas de Riverwood e proteger a própria casa com os punhos e com o distintivo, a imobilidade era uma tortura física excruciante.Mas a verdadeira humilhação vinha de dentro. Vinha da fraqueza.Jackson olhou para a pequena mesa de cabeceira de metal ao lado da maca. Havia um copo de plástico transparente ali, cheio de água pela metade.Sua garganta parecia forrada com vidro moído. O tubo de oxigênio que usara nos primeiros dias havia deixado sua traqueia em carne viva. Ele precisava daquela água.Ele apertou os dentes, ignorando o aviso que seu cérebro enviou.Jackson forçou o ombro direito para frente. O gesso no braço esquerdo pesava como uma âncora de chumbo, desequilibrando seu centro de gravidade.O movimento foi mínimo, mas as suturas que fechavam o rasgo em suas costelas gritaram em protesto. O couro de sua pele repuxou, e um gemido rouco, humilhante e contido, escapou por entre seus lábi
A porta não apenas abriu. Ela explodiu contra o batente.O som da madeira estilhaçando foi o tiro de largada para o caos. Jackson, pregado à cama por fios, tubos e gesso, só teve tempo de ver um vulto avançar.Era Ethan Walker.Não era o Ethan que ele conhecia das patrulhas noturnas ou das noites de bebedeira na delegacia de Riverwood.O rosto de Ethan estava deformado pelo ódio. As veias do pescoço saltadas, os olhos injetados de um sangue que parecia ferver sob a pele.— Seu desgraçado! — O grito de Ethan veio acompanhado pelo peso de seu corpo saltando sobre a maca.Jackson não conseguiu sequer erguer os braços.A dor nas costelas, quando o peso de Ethan o atingiu, foi um relâmpago de agonia que quase o fez desmaiar instantaneamente.As mãos de Ethan, grossas e calejadas pelo trabalho na polícia, fecharam-se em volta do pescoço de Jackson.O aperto foi imediato. Brutal.As pontas dos dedos de Ethan pressionaram exatamente sobre as suturas que fechavam a jugular de Jackson. Ele sent
A escuridão não era um refúgio. Era um abismo sólido, pesado e impregnado com o cheiro ácido de éter e o odor metálico de sangue velho.Jackson tentou puxar o ar, mas o mundo explodiu em chamas brancas dentro de seu peito.Cada costela quebrada parecia um estilhaço de vidro moendo seus pulmões. O esforço mínimo de respirar era uma agonia que o fazia querer mergulhar de volta no esquecimento, mas a consciência o arrastava para a superfície com a brutalidade de um gancho de carne.Ele abriu os olhos. A luz fluorescente do hospital de Riverwood, fria e oscilante, cortou suas retinas como navalhas.Jackson tentou articular uma palavra, mas o rosto repuxou violentamente. Os pontos em seu supercílio e bochecha latejaram, lembrando-o de que sua pele fora remendada como um pedaço de couro velho.— Se... Serena... — O nome saiu como um rascunho de som, uma vibração seca e desesperada que rasgou sua garganta e o fez ver estrelas de dor atrás das pálpebras.— Não fale, Jackson. Por favor, não te
Último capítulo