Mundo de ficçãoIniciar sessãoAos dezesseis anos, Kayla Prescott se prepara para deixar o colégio interno católico onde passou a vida inteira, vinculado ao orfanato que sempre chamou de lar. Tudo muda quando a instituição recebe uma notícia inesperada: seus pais biológicos foram encontrados, e ela será enviada para viver com eles. Mas o reencontro com sua verdadeira família reserva muito mais do que uma nova casa. Kayla terá que lidar com segredos enterrados, uma nova dinâmica familiar — e com Kaiden Prescott, um irmão que abala todas suas estruturas e que é mais velho do que ela três anos. Entre descobertas, tensões e sentimentos desconhecidos, a vida de Kayla está prestes a mudar para sempre. Ela vai descobrir segredos de um legado ligado tanto pelo sangue como pela Lua.
Ler maisP.D.V de KaidenOs meses passaram como um sopro. Tudo acontecia rápido demais, e quase não tivemos tempo para nos curtir. Era estranho pensar nisso: humanos, quando se casam, costumam ter lua de mel, viagens, festas… nós, ao contrário, tivemos apenas reuniões sem fim. As únicas viagens que fizemos foram até territórios abandonados — alguns ainda tomados por corpos esquecidos.Eu usava meu dom para destruí-los, enquanto minha amada Luna os “reciclava”. Como já haviam partido há muito tempo, acreditávamos ser melhor deixá-los retornar à roda do destino. Suas almas, certamente, já deviam estar em descanso ou em seus caminhos para retornar pelo renascimento.E então uma dúvida começou a me assombrar: se as nossas almas, de lobos, seguem para a Planície Uivante, para onde vão as almas dos outros sobrenaturais e dos humanos...Minha amada Kayla não saía de perto de mim, eu amava isso. Ela sempre estava com nosso filho em mãos, Tharok se desenvolvia bem e mais rapidamente. A gestação de Kayl
P.D.V de Ivy O cheiro era de menta com chocolate — refrescante e doce ao mesmo tempo. Eu amava esse aroma. No meio da escuridão, era como se ele fosse o fio que me mantinha desperta. Ao longe, quase como um sussurro carregado pelo vento, eu o ouvi. Sua voz suave, mas firme, me dizia que logo voltaria para mim. Sorri e chorei ao mesmo tempo. Nada seria tão intenso quanto a presença dele em minha vida. Era assim todas as noites: um alívio, um regozijo e ainda assim, um tormento velado. Meus pais haviam retornado à alcateia de origem, e mediante os últimos acontecimentos, aceitaram minha mãe como Luna. Ela estava sendo extraordinária em seu papel. Todos a amavam. Alguns lobos que já estavam na época do pai de meu pai, meu avô, confessaram que só se opuseram ao relacionamento porque ele havia espalhado que minha mãe usara magia nẹgra para aprisionar meu pai e forjar um vínculo. Mas agora, vendo a verdade com seus próprios olhos, reconheciam a força do vínculo entre eles — e também o am
P.D.V de Richard Após a reunião e o baile, retornei com minha Luna para nossa alcateia. Ela, grávida, irradiava uma beleza serena, mais linda do que nunca. Os meses que se seguiram passaram rápido, embalados por uma rotina intensa e cheia de responsabilidades. Minha companheira, mesmo em seu estado, nunca deixou de se dedicar. Era ela quem cuidava da organização da alcateia: alimentação, cuidados pessoais, bem-estar de todos. Sob sua orientação, criamos uma creche para acolher parte das quinhentas crianças órfãs de Madison. Algumas permaneceram conosco, enquanto outras foram levadas para a alcateia do Vale da Noite, onde meus filhos conduzem tudo com disciplina e habilidade exemplar. E então, em meio àquela vida em movimento constante, chegou o grande momento: o nascimento de nosso herdeiro. A alegria que senti foi imensa, tão intensa que me pegou de surpresa. Era como se fosse a primeira vez que eu experimentava, de fato, a sensação de ser pai. Esse pensamento me incomodava e me d
P.D.V de Kaiden O salão mergulhou em silêncio, como se um sopro invisível tivesse apagado cada voz, cada suspiro. Eu podia ouvir apenas o próprio coração batendo em meu peito. Todos os olhares estavam nela. Na minha Luna. Kayla respirou fundo, e naquele instante percebi que a própria noite parecia prendê-la no olhar. O chão tremeu sob seus pés, o ar se tornou denso, carregado de poder. Eu a conhecia, mas ainda assim me surpreendia: cada vez que o poder dela se manifestava era algo profundo mas gracioso ao mesmo tempo, minha Kayla era algo além do que o mundo podia compreender. Quando ela ergueu as mãos, a energia se espalhou como ondas no mar. Primeiro uma centelha azulada, suave, depois um arco luminoso que cresceu, rasgando o espaço diante de nós. O portal se abriu — um véu cintilante que mostrava a Alcateia Vale da Noite em toda a sua glória. O salão preparado para o baile brilhava do outro lado, e eu já podia ouvir a música, como um convite ancestral. Ali, as vinte e duas besti
Último capítulo