Mundo ficciónIniciar sesiónApós meses tentando salvar um casamento à beira do colapso, Isadora Monteiro decide apostar tudo em um fim de semana romântico em um resort de luxo no interior de São Paulo. O que ela não esperava era descobrir, da forma mais cruel, que estava sozinha naquela luta. Traída, humilhada e emocionalmente devastada, ela foge sem rumo pelas estradas chuvosas da serra, apenas para cruzar o caminho de um estranho enigmático que mudaria sua vida para sempre. Rafael Duarte, um CEO bilionário que vive à sombra dos próprios traumas, esconde-se do mundo atrás de uma fachada fria e impecável. Mas o encontro inesperado com Isadora — marcado por um acidente e um gesto de compaixão — abala suas defesas e o força a enfrentar sentimentos que há muito tentou enterrar. Entre segredos, recomeços e um projeto de inteligência artificial que pode mudar o futuro, Isadora se verá dividida entre o medo de amar novamente e a possibilidade de encontrar, finalmente, um refúgio seguro... nos braços do homem que menos esperava. Porque, às vezes, é justamente no improvável que a vida revela sua parte mais verdadeira.
Leer másAinda era madrugada em Buenos Aires quando Thiago fechou a última mala.O apartamento estava silencioso, mas sua mente não parava. O celular estava sobre a mesa, a tela acesa, exibindo a mesma conversa de horas antes.IsadoraÚltima visualização: dias atrás.Ele passou a mão pelo rosto, cansado.— Atende, Isa… pelo menos me responde…Tentou ligar novamente.Chamada em andamento.Chamando…Chamando…Nada.A ligação caiu mais uma vez.Thiago soltou o ar com força, a ansiedade crescendo no peito. Desde que ela havia voltado para o Brasil, o silêncio era total. Nenhuma resposta. Nenhuma mensagem. Nenhuma explicação.E aquilo não era normal.Ele pegou o telefone e discou outro número.A ligação foi atendida rapidamente.— Preciso de um favor — disse, sem rodeios. — Estou voltando para o Brasil hoje. Mas antes, eu preciso que você descubra duas coisas pra mim.Do outro lado, a pessoa ouviu em silêncio.— Quero saber tudo sobre Isadora onde está e com quem… e sobre Rafael, como está estado d
O hospital estava mergulhado em um silêncio pesado quando Rafael começou a se debater levemente na cama.O monitor cardíaco manteve o ritmo estável, mas seu rosto denunciava o tormento que tomava conta de seus sonhos.Ele caminhava por um lugar frio.Nevava.Flocos brancos caíam lentamente, cobrindo tudo ao redor com uma camada quase irreal. À sua frente, a imagem era turva, como se estivesse olhando através de um vidro embaçado. Ainda assim, ele reconheceu o cenário: a fachada de um hotel elegante, luzes quentes contrastando com o branco da neve.E então ele a viu.Isadora.Ela sorria.Um sorriso aberto, leve… feliz.Ao lado dela, um homem. Alto, postura confiante. Rafael tentou focar, tentou ver o rosto, mas algo o impedia. Era como se o rosto do homem estivesse sempre fora de alcance, borrado, inacessível.Isadora segurava o braço dele com intimidade.Os dois riam.Um riso que não incluía Rafael.Seu peito apertou violentamente.— Isa… — tentou chamar, mas a voz não saiu.Ele deu u
Laura observava em silêncio, respeitando aquele momento frágil. O quarto estava mergulhado numa penumbra tranquila, quebrada apenas pela luz suave do abajur e pelo som distante da cidade lá fora. Quando Isadora terminou, mesmo deixando metade da sopa intacta, Laura retirou a bandeja com cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo dentro da amiga, e voltou a sentar-se ao lado dela.— Já está bom… — disse com suavidade, forçando um pequeno sorriso. — O importante é que você tentou.Isadora assentiu lentamente. Os olhos marejados não conseguiam focar em nada específico. Era como se sua mente estivesse em outro lugar, revisitando cenas que insistiam em doer.— Eu não sei mais o que é cert
A UTI estava silenciosa demais depois que Isadora saiu.Rafael permanecia acordado, imóvel, os olhos fixos no teto branco, onde a luz fria refletia de forma incômoda. O bip ritmado dos aparelhos era a única prova de que o tempo ainda passava.Ela saiu tão fácil…O pensamento veio como um soco no peito.Não era o fato de ela ter ido embora que o incomodava, mas a forma. Sem discussão. Sem insistência. Sem aquele olhar firme que ela sempre tinha quando queria ficar.— O que eu não estou lembrando? — murmurou com a voz rouca, quase engasgada.Levou a mão lentamente &agrav





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