Isadora parou diante da porta da UTI antes de entrar.
O vidro refletia sua imagem cansada, os olhos marcados pelas noites sem dormir e pelo peso das escolhas que a haviam trazido até ali. Levou a mão à barriga de forma instintiva, acariciando-a com delicadeza, como se buscasse força.
— Vamos lá, filhos… — murmurou em voz baixa. — Vamos ver o papai.
A poucos metros dali, encostado discretamente no corredor, Gustavo a observava. Viu o gesto, o suspiro contido, a coragem sendo reunida em silêncio.