Andava pela rua sem direção, abraçada a si mesma, o moletom encharcado de garoa. Os saltos da sandália batiam no asfalto com um som oco. Nenhuma alma viva cruzava o seu caminho naquela hora da madrugada. Olhou o celular por reflexo, mas não havia bateria. Mesmo que houvesse, não teria coragem de ligar para Laura — "Ela já fez tanto por mim hoje. Não posso incomodar mais... não agora."
Sentia-se sozinha no mundo. “Pai... mãe... como eu queria vocês aqui.” As lágrimas voltaram, agora misturadas a