Rafael saiu do quarto e ficou um tempo na sala, o copo de uísque entre os dedos, os pensamentos em turbilhão. A cena dela dormindo, tão frágil e, ao mesmo tempo, tão forte, não saía da sua mente. Ele se perguntava se tinha feito a coisa certa ao sair daquele quarto. Parte dele queria ficar, proteger, cuidar... mas a outra parte, marcada pelas cicatrizes do passado, gritava para manter distância. O copo girava na sua mão como um reflexo da indecisão que o consumia por dentro. "Não posso deixar-m