Mundo ficciónIniciar sesiónPara a sociedade, Henry Carter é um bilionário sombrio e mal-humorado, viciado em seu trabalho. Mas o que ninguém sabe é que, além de apaixonado pelo que faz, ele morre de amores por sua pequena filha, Caterine Carter, de 8 anos, que carrega um grande trauma. A menina sente falta da mãe, que abandonou o pai há pouco mais de quatro anos e, desde então, não pronuncia uma única palavra, comunicando-se apenas por gestos. Após uma grande discussão com a família Carter, Henry descobre que Amelie, sua ex-esposa, está ameaçando a vida de toda a família para conseguir a guarda de Catarina. Diante disso, vê a necessidade de contratar uma babá em período integral. Olivia Castelli é uma jovem assistente de marketing que sofre em seu emprego mal remunerado. Em meio às dificuldades do dia a dia, ela descobre que seu namorado mantinha um caso com sua meia-irmã Carolina, que também é sua chefe de departamento. Logo após ser humilhada e demitida, Olivia acaba esbarrando em uma futura oportunidade à qual será impossível resistir.
Leer másOlivia Castelli
" Estou atrasada para a reunião"
Minha mente me sinaliza incansávelmente, como se eu já não soubesse disso.
Há, muito engraçado.
Aqui estou eu, tentando atravessar a faixa de pedestres na maior e mais movimentada avenida da cidade de nova iorque, e como se não bastasse, ainda é horário de pico. De onde estou, consigo ver os carros enfileirados buzinando como se suas vidas dependessem disso.
Em meio ao meu desespero, sinto meu celular vibrar no bolso, e jogando a bolsa em meus ombros, peguei o aparelho e vejo que é minha chefe insuportável e também minha meia-irmã, Carolina.
Olhando para o céu azul, soltei o ar na tentativa de recuperar o pouco de autocontrole que eu ainda possuia.
Olhando a tela vibrando em minha mão, murmurei.
Tem como ficar pior?
Com toda a paciencia do mundo, inspirei fundo e atendi a ligação conforme acompanhava o fluxo incessante de carros.
— Hãm... Oi, Carol...
Em meio a um chiado, ouvi minha irmão soar impaciente.
— Aonde você se enfiou, Olivia?
Engoli em seco já sabendo que o dia estava apenas começando.
— Estou atravessando agora mesmo a rua da central parque... eu fui buscar...
Afastando o telefone do meu ouvido, eu a escutei raivosa, conforme atravessava a faixa e tomava o devido cuidado para não esbarrar em ninguém.
— Se você não trouxer o meu café macchiatto em 5 minutos está despedida, me ouviu?
Eu só consegui assenti quando a ligação ficou muda, sinal de que ela havia desligado na minha cara.
Minha irmã é um amor.
Ás vezes me pergunto se compensa eu tentar uma aproximação enquanto ela mesma me trata dessa maneira. Palavras hostis, trabalho em dobro e muita humilhação.
Assim que cheguei em frente a minha cafeteria favorita, para minha sorte, só havia mais uma senhora a minha frente e com um sorrisso, me aproximei do balcão.
— Oiii, Sissi
Cumprimentei minha melhor amiga e barista da cafeteria.
— Hey, você está atrasada.
Ela arregalou seus olhos para mim conforme entregava alguns copos de café com seus devidos nomes.
— Já estão todos rotulados.
Sorrindo em agradecimento, eu mandei um beijo por cima do ombro e disse.
— Você sempre me salvando, amiga.
Ela piscou em minha direção e disse.
— Sempre que precisar, agora corra.
Eu confirmei com um gesto e saí apressada até a empresa.
Soltando um suspiro, tento me lembrar mentalmente de tudo o que tenho para fazer hoje. Toda a parte de agendamentos de reuniões, elaboração de relatórios, manuscritos e roteiros para comerciais e também eventos é comigo, enquanto minha irmã me representa a frente dos negócios da familia junto com Ricardo Borges, meu namorado secreto. Eu trabalho como assistente junior e pessoal da minha irmã. Meu pai disse que como sou mais jovem, eu deveria estar seguindo os passos da minha irmã e auxilia-la em tudo, considerando o trauma que causei a ela quando fui descoberta e sinceramente, achei justo, pois como Caroline mesmo diz.
" Eu sou fruto de uma traição, então seria vergonhoso demais ficar a frente dos negócios da familia."
Fechei meus olhos em meio a um suspiro e empurrei a porta que dava acesso ao hall de entrada do nosso prédio. O saguão estava movimentado, sinal de que todos estavam a todo vapor e apressada, atravessei a recepção tomando cuidado para não derrubar os copos de café e apertando no botão do painel, cliquei no ultimo andar.
Engolindo em seco, acompanhei pelo mostrador quando o elevador começou a descer, e segurando os copos com as duas mãos, eu soltei um suspiro quando olhei para o lado e vi Ricardo vindo em direção aos elevadores e sem conseguir conter o sorriso, eu o comprimentei como de costume.
— Oii, am...
Olhando em minha direção, Ricardo arregalou os olhos ao ver que era eu e disse me interrompendo conforme olhava ao redor.
— Olivia... Oi...
Engolindo em seco, eu estranhei sua postura e fiquei tensa quando o silencio se instalou entre nós dois até que as portas metalicas se abriram e logo que entrei, coloquei o pé para esperar que Ricardo subisse, e enfiando as mãos no bolso, vi que ele apenas acenou com a cabeça enquanto deixava as portas se fecharem diante de nós.
Sem acreditar, senti meu peito se apertar, pois ele nunca agiu dessa forma comigo. Ele me viu carregando aqueles copos e ainda segurando as portas para ele e ainda assim preferiu me deixar subir sozinha.
Como assim?
O que será que mudou?
Que estranho.
Sinalizando o ultimo andar, sacudi a cabeça tentando não focar no Ricardo e me direcionei até minha mesa e vi que as luzes da sala de reunião principal ainda estava apagada e estranhando, deixei minha bolsa na minha mesa e fui até a sala de Carolina e não a encontrei lá, estranhando a situação, eu logo fui até minha mesa, peguei meu telefone e disquei para a assistente de Ricardo que em poucos segundos me atendeu.
— Diani, bom dia, você sabe me dizer se a reunião já acabou?
Ela parecia estar digitando quando respondeu.
— Oli, a reunião foi cancelada, mas a senhora Caroline está na sala do senhor Ricardo agora, e ela pediu para que você viesse aqui logo que chegasse.
Assentindo, agradeci e desliguei a ligação e me preparando psicologicamente, peguei os dois copos de café e me direcionei até o elevador.
Hoje seria uma reunião sobre alinhamento de ideias, onde eu iria entregar o relatorio que trabalhei por semanas para Caroline discutir com Ricardo e mais um novo cliente então preciso me apressar. Logo que cheguei no andar de Ricardo, senti meu estomago se revirar, pois com essa correria toda, não consegui nem tomar meu café e logo que Diani me vê, ela logo acena.
— Oli, a Caroline está lá dentro aguardando você.
Sorrindo, eu assenti e me direcionei até a porta, e com algumas batidas, eu a empurrei, logo que entrei na sala de Ricardo, senti o cheiro forte de perfume feminino e estremeci quando uma memória recente veio a tona. O mesmo perfume de tantos dias atrás.
Assim que cheguei proximo a minha irmã, eu percebi que o perfume era dela. Um cheiro doce e enjoativo.
— Nossa, Olivia, que demora hein.
Ouço minha irmã resmungar logo que seus olhos recairão sobre mim.
— A reunião foi cancelada?
Perguntei para Caroline, enquanto depositava os copos sobre a mesa e abria a embalagem do isopor ainda quente e colocava o copo em sua mão.
Me olhando por entre os cilios, minha irmã fez cara de poucos amigos e disse hostil.
— Sim, seu atraso atrapalhou tudo.
Ela estendeu a mão para mim enquanto levava o seu copo aos lábios e arqueou a sobrancelha para mim e confusa, eu perguntei.
— O que você...
Ela revirou os olhos e disse.
— O relatório, Olivia. Onde está o relatório?
Henry Carter O silêncio que se seguiu na cozinha não era de hesitação, mas de uma compreensão profunda que flutuava entre nós, tão densa quanto o aroma do café recém-passado. Olívia se afastou apenas o suficiente para me encarar, e vi em seus olhos aquela inteligência vibrante que sempre me fascinou, agora suavizada por uma camada de vulnerabilidade que ela só permitia que eu visse. — Você vai aparecer em cada reunião minha, Henry? Ela sorriu, passando as mãos pelos meus braços. — Você sabe que intimida todos. Sua presença preenche qualquer espaço. Soltei uma risada e murmurei. — Vou tentar ser discreto. Brinquei, embora soubesse que, caso precisasse protegê-la, minha discrição teria limites bem definidos. — Mas falo sério sobre o escritório. Quero que você tenha um santuário. Nada de trabalhar na mesa da sala ou em cantos improvisados. Você precisa de um lugar onde sua mente possa expandir sem interrupções, onde o único som seja o do vento no jardim e, talvez, o das risadas
Henry CarterNão é a toa que Olivia conseguiu quebrar as barreiras que eu havia criado.A mulher gentil, cuidadosa e delicada tem uma aurea de paz até dormindo.Fiquei ali, vigiando o sono dela por algum tempo, sentindo o cheiro natural misturados com uma leve fragrancia de baunilha e o meu próprio perfume.Confesso que o fato de eu ficar tão satisfeito com essa demarcação de território já é um sinal de alerta para mim.Olivia havia conquistado tudo que eu tinha.Minha confiança, meu respeito, minha admiração e agora reconheço algo que vai além do que eu enxergava.O meu coração também é todo dela.Agora que desfrutei da paz que ela tem, reconheço também que sou egoista o suficiente para deseja-la só para mim.O que me faz ir para um outro lado.Uma nova linha de pensamento.Um caminho que é delicado demais para pensar de uma forma errada.Eu sabia que amanhã ela iria recomeçar uma nova etapa, retomar a sua carreira era um passo gigante, e isso indicava muitas mudanças, inclusive, uma
Henry CarterEstacionei o carro na garagem e, por um momento, apenas apreciei o silêncio. O contraste entre a tensão elétrica daquela sala de reuniões e a paz que sempre encontrava ao lado de Olívia era quase palpável.Algo que passei a ver com um certo fascinio.Olhei para ela, que relaxava o pescoço contra o banco de couro, e senti uma onda de satisfação que nenhum fechamento de contrato jamais me deu.Olivia em paz depois de fazer algo para ela depois de tanto tempo tem seu peso em mim.— Em que você está pensando?Ela perguntou, com a voz mansa, mas com aquele brilho de vitória ainda aceso nos olhos.— No fato de que você é a mulher mais perigosa que eu já conheci.Respondi, sorrindo enquanto saía do carro para abrir a porta para ela.— E na sorte que eu tenho de estar no mesmo lado que o seu.Ela me lançou um olhar dócil, mas que foi o suficiente para entender o peso que minhas palavras tiveram sobre ela.Ela conseguia me compreender.Entramos em casa e o clima mudou instantaneam
Olivia CastelliCaminhamos pelo saguão de mármore com uma cadência que ecoava autoridade. O barulho dos meus saltos contra o piso polido parecia contar os segundos para o fim da farsa de Ricardo. Ele já estava lá, andando de um lado para o outro perto dos elevadores, o nó da gravata torto e o suor brilhando na testa.Quando ele me viu, o alívio em seu rosto foi quase patético. Uma mistura de incredulidade e alivio eram evidentes. Eu realmente não fiz questão de avisa-lo que estava chegando.— Olívia! Graças a Deus! Você não tem noção do caos que...Ele travou no meio da frase, as palavras morrendo na garganta assim que seus olhos pousaram em Henry, que caminhava logo atrás de mim, com as mãos casualmente nos bolsos e uma expressão de tédio aristocrático.— Ricardo.Cumprimentei, minha voz saindo mais fria do que o ar-condicionado do prédio. Eu não parei para apertar sua mão.— Você tem dez minutos antes que o conselho decida que você é descartável. Onde está o terminal de acesso?Pare





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