Narrado por Dione Baranov
“Há espelhos que não refletem, apenas condenam.”
Eu não entendia o que estava acontecendo comigo desde o momento em que Zalea foi sequestrada. Desde o instante em que vi o desespero nos olhos de Leonid. Não era raiva o que crescia dentro de mim. Não era medo, nem dor.
Era algo mais pérfido.
Era inveja.
Era desejo.
Um desejo que me roía em silêncio como uma traça faminta roendo um vestido de festa esquecido no escuro. Um desejo que me dizia o que eu nunca quis admitir: