Mundo de ficçãoIniciar sessãoBastien, um mafioso envolvido no tráfico de órgãos, sequestra e tira a virgindade de Kate, uma estudante de design de moda, para protegê-la de uma organização de tráfico humano. Sem saber de nada, Kate o odeia com todas as suas forças enquanto ele a mantém em cativeiro em sua mansão — uma mansão que esconde um segredo. Quando ela descobre a verdade, tudo muda entre eles: Bastien era o amigo de infância que ela procurou durante anos. Kate precisa conversar com o namorado para terminar o relacionamento… mas aí tudo se complica. Seu namorado era, na verdade, o responsável pelo plano de entregá-la para ser estuprada ao vivo, em uma transmissão dentro da organização da qual Bastien a salvou. Será que Bastien conseguirá resgatar Kate novamente e reconquistar seu amor?
Ler maisMARIE MORETTIO sol do meio da manhã caía morno sobre os jardins, e o ar cheirava a lavanda e grama recém-cortada. Depois de tantas semanas trancada em colégios, aeroportos e casas emprestadas, caminhar um pouco me parecia o mais próximo da liberdade. Respirar sem supervisão. Pensar sem perguntas. Ser eu sem ter que dar explicações.Principalmente depois da desagradável manhã que tive ao conhecer aquele tal “Josh”. Que cara irritante. Aquele olhar altivo, seu tom autoritário, sua cara de “eu tenho o controle”. Puff. Asquerosamente perfeito no físico e desastrosamente insuportável no emocional.Calcei meus tênis, um moletom preto, e prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto. Não pensava ir longe. Só dar uma volta pelos arredores. Tomar ar. Esquecer por cinco minutos que um soldadinho de dezenove anos tinha a missão de “me proteger”, como se eu não pudesse me proteger sozinha, pff.Assim que atravessei o portão lateral do jardim, ouvi passos atrás de mim. Pesados. Firmes. Decididos.—Ao
LUCIEN MORETTIA casa estava estranhamente silenciosa. Addy e as meninas tinham ficado na sala vendo um filme, enquanto Anny dormia abraçada a Agus. Esses dois viviam brigando, mas se adoravam… e como não, se eram gêmeos. O que um sentia, o outro sentia.Aproveitei o momento e chamei Silvano, que tomava um drink olhando para ela com um sorriso idiota. Olhei para ele, ele me olhou. Com um gesto, o chamei para conversar a sós. O encontrei na varanda, com uma taça de vinho pela metade e o olhar fixo na escuridão do jardim.—Tem um minuto? —perguntei, cruzando os braços.—Claro —respondeu, sem me olhar.Sentei ao lado dele. Por um momento não dissemos nada. Apenas o vento e o rangido da madeira sob nossos pés.—Não paro de pensar no que aconteceu com Esteban —disse enfim, olhando o horizonte—. Ele poderia ter matado a Anny. Você… Agora que também tenho minhas irmãs dentro dessas paredes, me preocupa que algo aconteça com elas. Addy, Lucy, Marie e Anny são o mais importante que tenho. Não
ANNELISSE DE FILIPPINão suspeitei de nada.De verdade, nada.Addy tinha me convidado para almoçar com aquela vozinha doce que só usa quando está tramando algo. Mas como Silvano já estava melhor e queríamos sair um pouco, aceitei sem pensar muito.Íamos de mãos dadas. Ele caminhava mais firme, com aquela mistura de arrogância e lentidão que usa quando quer me convencer de que está perfeito, mesmo eu sabendo que ainda dói um pouco. Mas não disse nada. Apenas entrelacei nossos dedos e apoiei a cabeça no seu ombro antes de tocar a campainha.Addy abriu com seu sorriso mais inocente.—Bem-vindos! Chegaram bem na hora —disse, se afastando para nos deixar entrar.—Está com um cheiro delicioso —comentei, soltando a mão de Silvano só para deixar a bolsa.E então… aconteceu.—ANNYYYYYY!!! —uma voz aguda e perfeitamente reconhecível explodiu como um relâmpago atrás do sofá.Me virei.Meu coração quase saiu pela boca.—LUCYYYYYYY!!! —gritei, deixando tudo cair.Corri. Literalmente.Como se não s
AUGUSTO DE FILIPPIEu já tinha visto Lucy rir muitas vezes.Rir com Marie por qualquer bobagem.Rir às gargalhadas quando alguém caía nos vídeos que via no celular.Rir até quando irritava o Lucien só para provocá-lo.Mas esse riso…Esse sorriso…Era diferente.Eu a vi correr até ele com uma força que parecia vir da alma. Como se os dias longe, as noites em que chorou escondida no quarto que dividia com Marie, as horas se perguntando por que Lucien não ligava… se desfizessem naquele segundo em que pulou nos braços dele.—LUU!!! —gritou.E eu juro que meu coração apertou ao vê-la tão feliz. Ela estava realmente linda.Minha doce Lucy brilhava.Lucien a recebeu com uma mistura de surpresa e ternura. Como se não pudesse acreditar que ela estava ali. Como se uma parte dele estivesse incompleta até aquele instante. Marie o abraçou logo depois também, e por um segundo, os três pareciam não ter outro mundo além deles mesmos.Eu… fiquei parado.Olhando.Observando.Lucy.Minha Lucy.Não sei e
Último capítulo