Mundo de ficçãoIniciar sessãoBastien, um mafioso envolvido no tráfico de órgãos, sequestra e tira a virgindade de Kate, uma estudante de design de moda, para protegê-la de uma organização de tráfico humano. Sem saber de nada, Kate o odeia com todas as suas forças enquanto ele a mantém em cativeiro em sua mansão — uma mansão que esconde um segredo. Quando ela descobre a verdade, tudo muda entre eles: Bastien era o amigo de infância que ela procurou durante anos. Kate precisa conversar com o namorado para terminar o relacionamento… mas aí tudo se complica. Seu namorado era, na verdade, o responsável pelo plano de entregá-la para ser estuprada ao vivo, em uma transmissão dentro da organização da qual Bastien a salvou. Será que Bastien conseguirá resgatar Kate novamente e reconquistar seu amor?
Ler maisAMELIA ALBERTIO céu estava limpo, mas dentro de mim tudo era cinza.Tínhamos chegado à Espanha há apenas um dia. Ao meu redor, as meninas do grupo da universidade riam, tiravam selfies, falavam de como era maravilhoso caminhar por Madrid. E sim, era. As ruas antigas, o aroma de café, as sacadas cheias de flores… tudo tinha encanto. Mas eu não conseguia aproveitar.Não sem Paolo.Tínhamos discutido antes da viagem. Nossa primeira briga séria desde que começamos a namorar. Ele não podia me acompanhar por causa de um “trabalho importante”. E embora eu tenha tentado entender, acabei fazendo um birra infantil. Fui embora sem me despedir direito, sem um beijo como sempre fazíamos. E agora, tudo o que eu queria… era estar com ele.Sentir sua falta doía como se eu estivesse incompleta.Entramos cedo no museu naquela manhã. O grupo se dispersou pelas salas, e eu caminhei sem rumo, perdida entre os quadros e a saudade. Parei diante de uma pintura de Goya, tentando me concentrar. Não consegui.
SILVANO DE SANTISAcordei sentindo algo quente, suave e perfeito aconchegado no meu peito. Annelisse.Sua respiração tranquila acariciava meu pescoço, e uma de suas pernas estava entrelaçada nas minhas. Fiquei assim por um momento, imóvel, de olhos fechados, simplesmente aproveitando tê-la ali. Depois de tudo o que havíamos vivido na operação contra a Seraphim Corp, tantas crianças maltratadas, o cheiro de sangue e morte… eu só precisava disso. Do seu aroma, da sua pele, do seu calor. Ela era a única que me trazia paz.Meus dedos deslizaram pelas suas costas com suavidade. Ela se mexeu levemente, como uma gatinha mimada, e murmurou algo que não entendi. Beijei sua testa.—Bom dia, meu amor.Ela sorriu, ainda com os olhos fechados, e subiu um pouco mais no meu peito, ficando bem abaixo do meu queixo.—Posso ficar assim o dia todo?—Eu não tenho nenhuma objeção —respondi, apertando-a mais contra mim.Trocamos beijos lentos, suaves, daqueles que têm gosto de lar. Depois ela me olhou, com
LUCIEN MORETTIO silêncio do meu escritório era quase sagrado. Apenas o leve roçar das folhas ao serem viradas e o som intermitente da caneta no papel quebravam a quietude. Lá fora, a cidade seguia seu curso. Aqui dentro, no entanto, eu ditava o ritmo da minha empresa. Sem perceber, um sorriso surgiu no meu rosto ao lembrar de Addy gemendo na sua mesa. Como eu amava aquela mulher.—Posso? —perguntou Silvano da porta, sem esperar resposta antes de entrar.Assenti sem tirar os olhos do relatório financeiro que tinha em mãos.—Veja só, finalmente voltou. Já estava pensando em descontar seu salário.—Ha, ha, ha. Muito engraçado, Moretti. Continue assim e não vou te contar o que vim dizer.—Fala, De Santis.—Matteo esteve aqui —informou Silvano, com aquele meio sorriso que usava quando o caos o divertia—. Tentou falar com a Addy, mas ela foi tão… cruel que ele saiu com o rabo entre as pernas. Literalmente. Não disse mais uma palavra. Só foi embora, destruído.Levantei o olhar com um sorris
ADELINE DE FILIPPILucien acariciava minhas costas nuas enquanto eu voltava a vestir lentamente a blusa. Não tínhamos pressa.—Quer almoçar em casa ou prefere comemorar daqui como você o destruiu?Ri baixinho.—Não gosto de comemorar tragédias alheias…Ele ergueu uma sobrancelha.—Alheias?—Bom… —dei um gole no café e o olhei por cima da xícara— …talvez tenha sido um pouco pessoal.Lucien riu.—Meu Deus, como eu te amo.Sorri e terminei de me vestir, me aproximei dele beijando seus lábios e ajeitei sua gravata.—Bom, amore, você deve ir para o seu escritório, precisamos trabalhar, chega de carícias.Lucien me abraçou e afundou o rosto no meu pescoço.—Mmm, e se eu ficar aqui?—Amor, se você ficar eu não vou conseguir trabalhar.—Tá bom, eu vou.Ele me beijou com uma intensidade que me deixou sem ar, depois saiu, destrancou a porta e me lançou um sorriso malicioso.A cidade parecia mais brilhante do meu escritório naquela tarde. Talvez fosse o reflexo do sol nos vidros… ou talvez fosse
Último capítulo