Narrado por Zalea
— Você não é rainha de nada. É só uma sombra com medo da luz. E agora, Dione… a luz sou eu.
E então, não esperei mais.
Avancei sobre ela como uma tempestade furiosa — não com gritos, mas com a fúria do silêncio acumulado por anos. Minha mão encontrou seu rosto com uma violência que não era só minha — era da minha mãe, da menina esquecida no quarto, da mulher sangrando sozinha na maternidade.
Bati.
Bati com a palma, com o punho, com a alma.
A cada golpe, eu dizia por quê:
— Is