Narrado por Zalea
O céu daquela manhã parecia lavado. Um azul frio, quase melancólico, como se o mundo tivesse chorado conosco e agora se vestisse de esperança com certo cuidado — ainda com medo de acreditar.
Receber alta.
Duas palavras simples, mas que pareciam inalcançáveis há semanas atrás. Eu ouvi tantas vezes o som das máquinas apitando, os passos apressados dos enfermeiros, os sussurros sobre chances, sobre estatísticas. Me acostumei ao medo. Me tornei íntima dele.
Mas naquele dia, os fio