Narrado por Leonid Raskolnikov
A madrugada não tinha mais silêncio.
Agora ela gemia em tons agudos — às vezes Anya, às vezes Nazar, às vezes os dois em um dueto capaz de despertar até os fantasmas da casa.
Eu andava descalço pelos corredores, os olhos queimando de cansaço, o corpo latejando com lembranças de tiros e dores antigas, mas… não reclamava.
A cada choro, eu ia.
A cada suspiro trêmulo, eu estava lá.
Zalea tentava dormir o que conseguia. Seus olhos ainda traziam sombras que nem o tempo