Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma noite. Um erro. Um segredo impossível de esconder. Depois de fugir de um passado doloroso, Alana só queria recomeçar. Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de um homem perigoso, misterioso e irresistível. O que era pra ser apenas uma noite acaba se tornando um pesadelo… ou um desejo impossível de esquecer. Grávida e sem saída, ela descobre a verdade: o pai do seu filho é o dono do morro mais temido da cidade. E agora… ele não pretende deixá-la ir.
Ler maisUm ano depois. Alana acordou com a luz suave do sol atravessando as cortinas. Por alguns segundos permaneceu imóvel. Observando o teto. Ouvindo o silêncio. Um silêncio que, durante muito tempo, teria parecido estranho. Mas que agora era apenas paz. A verdadeira paz. Ela sorriu. Porque ainda existiam manhãs em que precisava se lembrar de que tudo aquilo era real. Que a organização havia acabado. Que o Cofre não existia mais. Que as perseguições haviam terminado. Que ninguém estava tentando capturá-la. Que ninguém estava tentando controlar seu destino. Ela era livre. Finalmente livre. Ao seu lado, Kael ainda dormia. Algo que continuava sendo raro. Ele sempre acordava cedo. Sempre atento. Sempre preparado. Mas a vida havia mudado para ele também. Aos poucos, Kael estava aprendendo algo que nunca lhe ensinaram. A descansar. A confiar. A viver. Alana observou seu rosto por alguns instantes. E sentiu o coração aquecer. Porque, depois de tudo que enfrentaram, ele
Três meses depois. O mundo havia seguido em frente. Ou pelo menos tentava. As notícias sobre o colapso da represa haviam dominado os jornais por semanas. Investigações foram abertas. Empresas desapareceram. Nomes importantes foram presos. Segredos enterrados durante décadas finalmente vieram à tona. Mas a verdade completa jamais seria conhecida. Porque algumas histórias eram grandes demais. Perigosas demais. E dolorosas demais para serem reveladas ao mundo. Alana não se importava. Pela primeira vez em muitos anos, ela não estava procurando respostas. Ela estava aprendendo a viver. Algo que parecia muito mais difícil. E muito mais importante. O pequeno apartamento onde morava agora era simples. Sem luxo. Sem tecnologia secreta. Sem esconderijos subterrâneos. Apenas um lar. Um lugar onde podia acordar sem medo. Onde podia dormir sem pesadelos. Onde podia respirar. Naquela manhã, o som da chuva contra a janela trouxe uma paz inesperada. Ela segurava uma caneca d
O silêncio permaneceu. Pesado. Profundo. Mas não era mais um silêncio de medo. Nem de desespero. Era o silêncio que surge depois de uma tempestade. Depois da destruição. Depois da dor. Depois da guerra. Alana continuava parada. Os olhos fixos no lugar onde a última luz dourada desaparecera. Parte dela ainda esperava ouvir sua voz novamente. Ver alguma luz surgir. Qualquer sinal. Mas nada aconteceu. Projeto Dois realmente havia partido. E pela primeira vez desde que tudo começou... O Cofre estava quieto. Completamente quieto. Kael aproximou-se lentamente. Sem dizer nada. Sem pressioná-la. Apenas ficando ao seu lado. Como sempre fazia. Como sempre esteve. Alana sentiu sua presença. O calor de sua mão. A segurança que ele transmitia. E, sem perceber, segurou seus dedos. Com força. Como se precisasse lembrar a si mesma de que ele ainda estava ali. Que ainda o tinha. Kael apertou sua mão de volta. Silenciosamente. E aquele pequeno gesto significou mais do
A luz dourada continuava brilhando. Forte. Intensa. Bonita. Mas também triste. Porque todos sabiam o que estava acontecendo. Todos sabiam o que aquele momento significava. Projeto Dois estava se despedindo. Definitivamente. Para sempre. Alana permaneceu imóvel. As lágrimas escorriam silenciosamente. Ela encarava as luzes espalhadas pelo Cofre. Como se pudesse vê-lo. Como se pudesse encontrá-lo mais uma vez. — Não precisa fazer isso. Sua voz falhou. — Deve existir outro jeito. O silêncio respondeu primeiro. Longo. Doloroso. Então a voz dele ecoou pelos alto-falantes. Suave. Calma. — Pela primeira vez na minha vida... Houve uma pequena pausa. — Esta é uma escolha minha. O coração de Alana apertou. Porque ela compreendia. Finalmente compreendia. Durante toda a existência dele, outras pessoas decidiram tudo. Onde viver. O que fazer. O que sentir. Quem deveria ser. Mas agora não. Agora era diferente. Agora ele estava escolhendo. E isso tornava tudo ain
Último capítulo