A música alta fazia o chão vibrar sob os pés de Alana, mas, ainda assim, ela se sentia completamente deslocada. Aquele lugar não era para ela. Luzes coloridas piscavam sem parar, iluminando rostos desconhecidos, corpos colados e risadas exageradas. O cheiro forte de bebida e perfume misturado deixava o ar pesado. Ela respirou fundo, tentando ignorar a sensação ruim que apertava seu peito. — Você tá estranha hoje — disse sua amiga, segurando um copo. — Relaxa, tenta se divertir. Alana forçou um sorriso. — Eu só preciso de um pouco de ar. Sem esperar resposta, ela saiu dali, atravessando a multidão até alcançar a parte externa da casa. O silêncio lá fora era quase estranho depois de tanto barulho. Ela apoiou as mãos na parede, respirando fundo. Mas a sensação não passou. Pelo contrário… Piorou. Foi então que ela sentiu. Aquela sensação. Como se estivesse sendo observada. Seu corpo inteiro ficou tenso. Devagar, ela virou o rosto. E o encontrou. Enc
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