Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando a exausta mãe solteira Carla conhece o fugitivo e CEO Daniel em um café no centro da cidade, ela não faz ideia de que ele está usando-a para despistar a polícia. Mas depois de uma troca impulsiva — seu carro velho pelo esportivo milionário dele — suas vidas colidem em um perigoso jogo de segredos, tentações e segundas chances. Ele pode comprar qualquer coisa. Pode tomar qualquer coisa. Ela não acredita que merece coisa alguma. Ele é Daniel: bilionário, CEO, playboy internacional… e o homem que a polícia está caçando. Quando Carla finalmente descobre quem ele é, já é tarde demais. Ela está com as chaves — não só do carro dele, mas também de seus segredos. Envolvida no mundo de contrabando, traições e desejos de Daniel, Carla precisará escolher entre voltar à vida pequena e segura que acredita merecer — ou arriscar tudo para conquistar aquela que nunca imaginou poder ter. Até que o amor força os dois a descobrirem o próprio valor.
Ler maisEntrei no escritório com o café intacto e a cabeça ainda em casa. Eu adoraria girar nos calcanhares, voltar para o Daniel e insistir para que ele tentasse abordagens diferentes. Não podia, claro. Uma agenda cheia me esperava.Sarah percebeu minha distração imediatamente.Ela me seguiu até o meu escritório, fechou a porta e se encostou nela com aquela paciência que significava que estava pronta para ouvir.— Então — disse ela. — Como foi a noite passada?Sentei-me devagar.— Mal. E depois… menos mal.Ela sorriu.— Isso normalmente significa progresso… certo?— O Diogo não gosta do Daniel — eu disse. — E o Daniel não sabe como não levar isso para o lado pessoal. Eu fiz o papel de árbitra até o Diogo sair.Sarah fez uma careta.— Isso soa exaustivo.— Foi — eu disse. — Depois que o Diogo saiu, eu e o Daniel conversamos. Conversamos de verdade. Sobre parentalidade. Sobre expectativas. Sobre como ele acha que não nasceu para isso.— E — Sarah conduziu com cuidado — você disse a ele que não
Não foi preciso muito para convencer o Diogo a experimentar dirigir um dos carros esportivos do Daniel. Eu argumentei que ele poderia impressionar os amigos. Diogo disse que os amigos dele não eram desse tipo. Ele tinha razão. Eram bons garotos que gostavam dele pelo que ele era. Mas também gostariam de saber que ele estava se tornando alguém — e que poderia levar os amigos junto.No fim, Diogo cedeu e saiu para dar uma volta. O som do carro desapareceu pela alameda, seguido de perto por Marcus e Elias. Prometi ficar em casa e me comportar.Daniel saiu da mesa direto para o escritório, um copo de uísque na mão. Ele era um homem do vinho. Uísque geralmente significava nervos à flor da pele, algo que eu não lembrava de ter visto antes.Ele levantou os olhos da mesa como se eu tivesse interrompido algo interno. Aproximei-me com cuidado.— Trabalhando? Está tarde. Vamos ver um filme…— Ele não gosta de mim — disse Daniel.Eu não o contradisse.— Ele não confia em você.— Isso é pior — Dan
Eu mostrei a ala de hóspedes para o Diogo primeiro. Não porque fosse separada, mas porque era silenciosa. Um quarto voltado para o jardim, não para a cidade. Janelas grandes. Uma cama que nunca tinha sido usada. Closets enormes para ele colocar o conteúdo da sua mochila pequena. Uma escrivaninha com um abajur protocolar, uma pilha de papéis brancos e um lápis preto, como se alguém ainda usasse qualquer uma daquelas coisas.— É meu? — ele perguntou.— Pelo tempo que você quiser que seja — eu disse.Ele abriu o closet. Vazio, à espera.— Talvez a gente precise fazer algumas compras — eu disse, enquanto o guarda-roupa ecoava de tão vazio.— A gente precisa fazer todas as compras — o Diogo disse para o vazio.— E os carros — Daniel acrescentou da porta, casual, como se estivesse falando de guarda-chuvas. — Você não precisa pedir. As chaves ficam na ignição, os portões da garagem abrem sozinhos. O George ajuda se você precisar de qualquer outra coisa. Tipo o helicóptero.Diogo congelou por
Marcus segurou a porta para mim enquanto Elias varria a rua com o olhar. Caminhei entre os dois como se aquilo fosse normal, como se eu nunca tivesse voltado para casa de ônibus com sacolas de mercado equilibradas no quadril e ninguém cuidando das minhas costas. Quase parecia normal andar um passo atrás daqueles homens. Eles não eram nem de longe o incômodo que eu imaginei a princípio.Eu sempre me perguntei se me acostumaria com essa vida. Acostumei. Aquilo era eu me acostumando a circular com dois advogados e segurança.Da delegacia, fomos direto para a rodoviária.Os advogados foram comigo. O trabalho não parava para eles. Contratos precisavam de supervisão, clientes exigiam atenção. O escritório vibrava nos celulares deles, metas, prazos, reuniões. Para mim, não. Eles que carregassem o peso. Eu precisava ver meu filho.Marcus e Elias seguiram no segundo carro, sem nunca perder a distância.A rodoviária era barulhenta e cansada. Gente esperando. Gente partindo. Gente parada porque










Último capítulo